Categoria: Resumos para Prova de Residência

Resumos para Prova de Residência

  • Resumo: Leucemias e outras desordens hematológicas

    RESUMO: LEUCEMIAS E OUTRAS DESORDENS HEMATOLÓGICAS

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    leucemias

    Fig. 1 – Bastões de Auer, patognômonicos da Leucemia Mieloide Aguda.

    PANCITOPENIA
    • VALORES
      • Plaquetas < 150.000/mm3
      • Hemoglobina < 12 mg/dL
      • Leucócitos < 4500/mm3
    • CLÍNICA
      • Tendência a sangramento: mucosas, equimoses, petéquias.
      • Cansaço, palidez, astenia, taquicardia, sonolência.
      • Infecções.
    • TRATAMENTO DE SUPORTE
      • Anemia
        • Transfusão de hemácias.
        • Cada concentrado aumenta 1 mg/dL na hemoglobina.
        • Indicação: Hb < 10 mg/dL em sintomáticos ou com comorbidades.
      • Plaquetopenia
        • Transfusão de plaquetas.
        • Cada unidade aumenta as plaquetas em 10.000/mm3.
        • 1 unidade de plaquetas para cada 10 kg de massa.
        • Indicação: plaquetas < 10.000/mm3 (indiscutível – risco de HIC).
        • Não transfundir em PTT e evitar em PTI.
      • Neutropenia febril
        • Neutrófilos < 500/mm3 + febre > 38,5 ºC.
        • Colher culturas, exames de imagem.
        • Betalactâmico com ação antipseudomonas (Cefepima).
        • Se pensar em MRSA, associar Vancomicina (mucosite, cateter infectado, celulite).
        • Se mantiver febre, associar antifúngico (Anfotericina B, caspofungina ou voriconazol).
    • CAUSAS
      • Aspirado de medula (mielograma) para avaliar celularidade.
        • MO vazia
          • Aplasia.
          • Fibrose.
        • MO cheia
          • Todas as outras causas.
          • < 20% blastos = mielodisplasia.
          • > 20% blastos = leucemia aguda.
    FIBROSE DE MEDULA ÓSSEA
    • NOMENCLATURA
      • Primária: metaplasia mieloide agnogênica.
      • Secundária: mieloftise.
    • CLÍNICA 
      • Pancitopenia.
      • Megalias: hepatoesplenomegalia, linfonodomegalias.
      • Sangue periférico: dacriócitos + leucoeritroblastose.
    • TRATAMENTO
      • Suporte.
    APLASIA DE MEDULA (ANEMIA APLÁSICA)
    •  FISIOPATOLOGIA
      • Lesão da célula-tronco.
      • Diversos mecanismos e gatilhos implicados.
      • Dipirona, benzeno, cloranfenicol.
    • CLÍNICA
      • Pancitopenia.
      • Sem visceromegalias: ataque às células-tronco é global, inclusive extramedular.
      • Medula óssea com infiltração gordurosa.
    • TRATAMENTO
      • < 45 anos
        • Transplante alogênico de medula óssea.
      • > 45 anos
        • Imunossupressão.
    MIELODISPLASIA
    • CLÍNICA
      • Idosos.
      • Citopenias.
      • Células anormais: sideroblastos em anel, plaquetas gigantes, eliptócitos, acantócitos etc.
    • DIAGNÓSTICO 
      • Alguma citopenia.
      • Células anormais.
      • < 20% de blastos no aspirado de medula óssea.
    • TRATAMENTO
      • Suporte.
      • Quimioterapia.
      • Transplante de medula óssea (casos selecionados).
    LEUCEMIAS AGUDAS
    • DEFINIÇÃO
      • Bloqueio de maturação das células da medula óssea (blastos).
    • FISIOPATOLOGIA
      • Proliferação do clone leucêmico (blasto).
      • Infiltração da medula – pancitopenia.
      • Leucemização: blastos na circulação (leucocitose por blastos).
      • Infiltração tecidual.
    LEUCEMIA MIELOIDE AGUDA
    • CLÍNICA
      • Homens idosos.
      • Pancitopenia com leucocitose.
      • Cloromas.
      • CIVD (M3).
      • Hiperplasia gengival (M4 e M5).
    • DIAGNÓSTICO
      • > 20% de blastos na medula óssea.
      • Características dos blastos
        • Morfologia: bastonetes de Auer (patognomônico de LMA).
        • Citoquímica: mieloperoxidase ou Sudan Black B.
        • Imunofenotipagem: CD34, 33, 13 e 14.
        • Citogenética: t(8;21), t(15;17), inv/del 16.
    • SUBTIPOS
      • M0
        • LMA indiferenciada.
        • Prognóstico muito ruim.
      • M1
        • LMA com diferenciação mínima.
        • Prognóstico ruim.
      • M2
        • Leucemia mieloblástica aguda.
        • Subtipo mais comum.
      • M3
        • Leucemia promielocítica aguda.
        • Melhor prognóstico de todos se diagnóstico precoce.
        • Risco de CIVD.
      • M4
        • Leucemia mielomonocítica aguda.
        • Hiperplasia gengival.
      • M5
        • Leucemia monocítica aguda.
        • Hiperplasia gengival.
      • M6
        • Eritroleucemia aguda.
        • Prognóstico muito ruim – muito agressiva.
      • M7
        • Leucemia megacariocítica aguda.
        • Prognóstico muito ruim.
    • TRATAMENTO
      • Quimioterapia / transplante.
      • M3: ácido transretinóico (ATRA).
    LEUCEMIA LINFOIDE AGUDA
    • GENERALIDADES
      • Câncer MAIS COMUM NA INFÂNCIA!
    • CLÍNICA
      • Crianças.
      • Pancitopenia com leucocitose às custas de linfocitose.
      • Infiltração no SNC ou testículo.
      • Dor óssea.
      • Linfonodomegalias.
    • DIAGNÓSTICO
      • > 20% de blastos na medula óssea.
      • Características dos blastos
        • Citoquímica: PAS positivo.
        • Imunofenotipagem: CD 10, 19, 20 (linfócitos B) / CD 2, 3, 5 (linfócitos T).
        • Citogenética: t(8;14), t(9;22), t(4;11).
    • SUBTIPOS
      • L1
        • Variante infantil.
        • Bom prognóstico: chance de cura até 85%.
      • L2
        • Variante do adulto.
        • Prognóstico muito ruim.
      • L3
        • Leucemia linfocítica aguda Burkitt-like.
      • Leucemia de célula T.
    • TRATAMENTO
      • Quimioterapia por pelo menos dois anos, inclusive intratecal.
      • Transplante de MO em casos selecionados.
    LEUCEMIAS CRÔNICAS 
    • DEFINIÇÃO
      • Proliferação celular não blástica.
      • Excesso de células maduras.
    • TIPOS
      • Síndrome mieloproliferativa (esplenomegalia)
        • Hemácias: policitemia vera.
        • Plaquetas: trombocitemia essencial.
        • Granulócitos: leucemia mielocítica crônica.
      • Síndrome linfoproliferativa (linfonodomegalia)
        • Linfócitos: leucemia linfocítica crônica.
    LEUCEMIA MIELOIDE CRÔNICA
    • GENERALIDADES
      • Cromossomo Philadelphia – t(9;22).
    • CLÍNICA
      • Anemia com síndrome anêmica,
      • Esplenomegalia.
      • Síndrome de leucostase / hiperviscosidade: cefaleia, visão turva, sonolência, hipoxemia, priapismo, gangrenas.
      • Sem infecção (neutrófilos não são defeituosos).
      • Evolui para LMA: crise blástica.
    • LABORATÓRIO 
      • Leucocitose granulocítica acentuada com desvio para esquerda (“infecção mortal”).
      • Fosfatase alcalina leucocitária baixa.
    • DIAGNÓSTICO
      • Clínica.
      • Presença do cromossomo Philadelphia.
    • TRATAMENTO
      • Mesilato de Imatinibe (Gleevec®) – remissão citogenética.
      • Se não responder, transplante de MO.
    LEUCEMIA LINFOCÍTICA CRÔNICA 
    • GENERALIDADES
      • Tumor de linfócitos B que não viram plasmócitos.
      • Não tem cura, incidência aumenta com a idade.
      • Mais comum do que LMC.
    • CLÍNICA
      • Idosos.
      • Linfonodomegalia.
      • Esplenomegalia moderada a discreta.
      • Infecções de repetição – imunodepressão.
      • Associação com PTI e anemia hemolítica autoimune (AHAI).
    • DIAGNÓSTICO
      • > 4000 linfócitos B CD5+.
      • Biópsia de medula também tem que revelar linfócitos B CD5+.
    • TRATAMENTO
      • Paliativo se houver penias com Quimioterapia.
      • Tratar complicações e condições associadas: corticoide se PTI ou AHAI.
    POLICITEMIA VERA
    • CLÍNICA
      • Prurido: histamina liberada por mastócitos.
      • Esplenomegalia.
      • Aumento de todas as linhagens celulares (“pancitose”).
      • Síndrome de hiperviscosidade.
      • Úlcera péptica por histamina.
      • Pletora facial.
      • Eritromelalgia: dor em queimação com hiperemia palmo-plantar.
    • DIAGNÓSTICO
      • Afastar hemoconcentração: estimar massa eritrocitária por radioisótopo.
      • Excluir hipoxemia crônica: gasometria arterial (SatO2 > 92%).
      • Clínica + Mutação JAK2.
    • TRATAMENTO
      • Flebotomias de repetição.
      • Hidroxiureia em altas doses.
      • Fósforo radioativo para destruição isolada de hemácias (hemólise controlada).
    TROMBOCITEMIA ESSENCIAL
    • CLÍNICA
      • Plaquetas > 500.000/mm3.
      • Esplenomegalia.
      • Trombose.
      • Sangramento: plaquetas disfuncionantes.
      • Eritromelalgia.
      • Anisocitose plaquetária: PDW.
    • DIAGNÓSTICO
      • Excluir: neoplasias, anemia ferropriva, infecções etc.
    • TRATAMENTO
      • Hidroxiureia.
      • Anagrelida: diminuição plaqueta-específica.
      • AAS em dose baixa para eritromelalgia.
  • Resumo: Amenorreia e Infertilidade

    AMENORREIA E INFERTILIDADE

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    amenorreia

    Fig. 1 – Comparação entre genitália interna normal e a genitália interna da Síndrome de Rokitansky.

    AMENORREIA
    • PRIMÁRIA
      • 16 anos com sinais de puberdade.
      • 14 anos sem sinais de puberdade.
    • SECUNDÁRIA 
      • Três ciclos ou seis meses sem menstruação.
    AMENORREIA SECUNDÁRIA
    • INVESTIGAÇÃO
      • 1) Beta-HCG para excluir gestação.
      • 2) TSH e prolactina.
        • Hipotireoidismo
          • Pode causar aumento de prolactina.
        • Hiperprolactinemia
          • Adenomas
            • Solicitar RNM de sela túrcica.
            • Tratamento: cabergolina, bromocriptina.
          • Medicamentosa
            • Metoclopramida.
            • Ranitidina.
            • Neurolépticos.
            • Triciclos.
            • ACO.
          • Outras
            • Gestação,
            • Lactação.
            • Estímulo local.
            • Lesão torácica.
            • Insuficiência renal.
      • 3) Teste da Progesterona
        • Realização
          • Avalia os níveis de estrogênio e trato de saída.
          • Demedrox® 10 mg por 5-10 dias.
        • Houve sangramento
          • Anovulação.
          • Pesquisar causas de ciclos anovulatórios.
        • Não houve sangramento
          • Pode ser deficiência de estrogênio ou problema anatômico.
          • Lesão de endométrio? Asherman? Obstrução ao fluxo?
      • 4) Teste do Estrogênio + Progesterona
        • Realização
          • Avalia endométrio e trato de saída.
          • Estrogênio + Progesterona por 21 dias e depois parada súbita.
        • Houve sangramento
          • Estão excluídas as causas uterovaginais.
          • Ausência de estrogênio por problema ovariano, hipofisário (FSH) ou hipotalâmico (GnRH).
        • Não houve sangramento
          • Confirmado alteração uterovaginal.
          • Solicitar imagem: ultrassonografia, histeroscopia.
      • 5) Dosagem de FSH
        • Alto (> 20)
          • Falência ovariana.
          • Hipogonadismo hipergonadotrófico.
        • Normal ou baixo (< 5)
          • Causa hipofisária ou hipotalâmica.
      • 6) Teste do GnRH
        • Realização
          • Administrar GnRH.
        • Se houver aumento do FSH e do LH
          • Confirma causa hipotalâmica.
        • Se não houver aumento
          • Confirma causa hipofisária.
    AMENORREIA PRIMÁRIA
    • INVESTIGAÇÃO
      • Exame físico
        • Estigmas de Turner.
        • Ausência total de pilificação (Morris).
        • Hímen imperfurado.
      • Caracteres sexuais secundários presentes?
        • SIM
          • Causa só pode ser anatômica, pois eixo hormonal está íntegro!
          • Confirmada causa uterovaginal.
        • NÃO
          • Dosar FSH: se alto, suspeita-se de disgenesia gonadal = solicitar cariótipo. Se baixo, proceder ao teste do GnRH para diferenciar causa hipofisária de hipotalâmica.
    • DOENÇAS ESPECÍFICAS / DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS
      • Hipotalâmicas
        • Craniofaringiomas.
        • Síndrome de Kallman: anosmia, cegueira para cores e amenorréia primária.
        • Exercício físico intenso e atletas de alto rendimento.
        • Estresse emocional.
        • Anorexia.
      • Hipofisárias
        • Prolactinoma.
        • Síndrome de Sheehan (apoplexia hipofisária pós-parto): qualquer hemorragia puerperal importante pode causar.
      • Ovarianas
        • Falência ovariana precoce: abaixo dos 40 anos, sintomas de climatério e hipoestrogenismo.
        • Síndrome de Savage: resistência a gonadotrofinas (foliculos não respondem).
        • Diferenciação apenas por biópsia, mas não é realizada na pratica.
        • Disgenesia gonadal
          • Principal causa em paciente com infantilismo sexual.
          • Síndrome de Turner é a mais comum.
          • Disgenesia com cromossoma Y => retirar gônada.
          • Síndrome de Swyer: 46,XY – testículos fibrosados em vez de ovários. Fenótipo feminino completo com genótipo masculino.
      • Uterovaginais
        • Malformações Müllerianas
          • Síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser: vagina curta, colo e útero ausentes.
        • Síndrome de Asherman
          • Lesão endometrial com sinéquias uterinas,
          • Tratamento com lies de aderências por histeroscopia.
        • Hiperplasia adrenal congênita
          • Genitália ambígua na mulher.
          • Pseudo-hermafroditismo feminino.
          • Mais comum: deficiência de 21-hidroxilase.
  • Resumo: Parto

    Parto

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    parto

    ESTÁTICA FETAL
    • ATITUDE
      • Relação de partes fetais entre si.
      • Ovóide fetal.
    • SITUAÇÃO
      • Maior eixo fetal com maior eixo uterino.
      • Longitudinal ou transversa ou oblíqua.
      • Transversa é indicação absoluta de cesárea.
      • Transversa ocorre por placenta prévia, mioma no segmento.
    • POSIÇÃO
      • Posição do dorso fetal com o abdômen da mãe.
      • Direita, esquerda, posterior e anterior.
    • APRESENTAÇÃO
      • Qual polo se apresenta para a pelve.
      • Cefálica, pélvica e córmica.
    • FLEXÃO VS. DEFLEXÃO
      • Fletida ou occipital
        • Referência é o lâmbda.
        • Mais favorável para o parto.
        • Menor diâmetro: suboccipitobregmático.
      • Defletida 1º grau ou bregma
        • Referência é o bregma.
      • Defletida 2º grau ou fronte
        • Referência é a glabela.
        • Indicação absoluta de cesárea.
      • Defletida 3º grau ou face
        • Referência é o mento.
        • Mento-posterior é impossível de nascer.
    • SINCLITISMO E ASSINCLITISMO
      • Sinclitismo
        • Sem inclinação lateral.
      • Assinclitismo
        • Posterior: sagital próxima do pube.
        • Anterior: sagital próxima ao sacro.
    • VARIEDADE DE POSIÇÃO
      • Cefálica: referência é o lâmbda.
      • Pélvica: referência é o sacro.
        • Completa e incompleta.
      • Córmica: referência é o acrômio.
    • MANOBRAS DE LEOPOLD-ZWEIFEL
      • Primeiro tempo
        • Determina a SITUAÇÃO.
        • Duas mãos no fundo do útero, descendo para encontrar o polo que está lá.
        • Determinar se há polo no fundo do útero: se houver, situação é LONGITUDINAL.
      • Segundo tempo
        • Determina a POSIÇÃO.
        • Encontrar pequenas partes e grande parte fetais.
      • Terceiro tempo
        • Determina a APRESENTAÇÃO.
        • Pinçar o polo inferior e determinar o que se insinua na pelve, além de sua mobilidade.
      • Quarto tempo
        • Determina a INSINUAÇÃO / ALTURA.
        • Se os dedos entram na pelve, não houve insinuação.
    • BACIAS
      • Ginecoide
        • Forma arredondada.
        • Mais favorável e mais comum.
      • Androide
        • Forma de coração / triangular.
        • Mais associada a distócias.
      • Platipeloide
        • Mais rara.
      • Antropoide
        • Maior diâmetro é o anteroposterior.
        • Bacia “anteroposterioide”.
    • TRAJETO
      • Estreito superior
        • Conjugata obstétrica: da face interna da sínfise púbica até o promontório.
        • Conjugata diagonalis: da borda inferior da sínfise púbica até o promontório.
      • Estreito médio
        • Espinhas isquiáticas: lateralmente no toque vaginal.
        • Menor diâmetro / mede 10 cm.
    DINÂMICA DO PARTO
    • TEMPOS
      • Tempos principais
        • Insinuação.
        • Descida.
        • Desprendimento.
        • Restituição.
      • Tempos acessórios
        • Flexão.
        • Rotação interna.
        • Deflexão.
        • Desprendimento dos ombros.
    RUPTURA PREMATURA DE MEMBRANAS OVULARES
    • DEFINIÇÃO
      • Ruptura da bolsa amniótica fora do trabalho de parto.
      • Não depende da idade gestacional.
    • DIAGNÓSTICO
      • Padrão-ouro: exame especular.
      • Teste da Nitrazina (fita de pH).
      • Teste da cristalização: na RPMO ocorre cristalização.
      • AmniSure®: pesquisa de alfamicroglobulina placentária.
    • CONDUTA
      • Buscar evidências de corioamnionite: sempre parto.
        • Febre, leucocitose, taquicardia, útero doloroso, liquido fétido.
      • Sem infecção ou sofrimento fetal agudo
        • 24-32/34 semanas
          • Betametasona 12 mg IM, duas doses.
          • Antibiótico: Ampicilina 2 g IV 6/6h + Azitromicina 1 g VO.
        • > 32/34 semanas
          • Conduzir o parto, pois há há maturidade pulmonar.
          • Avaliar maturidade pulmonar em caso de dúvida: fosfatidilglicerol ou relação lecitina/esfingomielina.
    INDUÇÃO DE PARTO
    • OCITOCINA
      • Ideal para BISHOP > 9.
      • BISHOP: altura da apresentação + colo (dilatação, apagamento, consistência e posição).
    • MISOPROSTOL
      • Ideal para BISHOP desfavorável.
      • Não usar misoprostol se houver cicatriz uterina (qualquer).
    • KRAUSE
      • Preparo o colo com sonda Foley.
    TRABALHO DE PARTO PREMATURO
    • FATORES DE RISCO
      • História de prematuridade.
      • Fatores cervicais: incompetência, cicatriz, conização, colo curto.
      • Anemia.
      • Desnutrição.
      • Polidramnia, gemelaridade e macrossomia.
      • ITU.
      • Vaginose.
    • PREDIÇÃO
      • Fibronectina fetal na vagina: se normal, liberar.
      • USG (18 e 24 semanas) com colo < 25 mm: mulheres de alto risco.
    • CONDUTA
      • Neuroproteção com sulfato de magnésio para TODOS < 32 semanas.
      • 24-34 semanas
        • Corticoide: betametasona.
        • Tocólise: não fazer se sofrimento fetal agudo ou corioamnionite.
          • Indometacina: contraindicado > 32 semanas (fechamento precoce do ducto arterioso).
          • Nifedipino: causa hipotensão e evitar em ICC.
          • Beta-agonista: evitar em EAP, diabetes.
          • Atosiban: antagonista específico da ocitocina, sem contraindicações.
      • > 34 semanas
        • Conduzir o parto.
    CESARIANA
    • INDICAÇÕES ABSOLUTAS
      • Placenta prévia total.
      • Desproporção céfalo-pélvica absoluta.
      • Herpes genital ativo.
      • Apresentação córmica e defletida de segundo grau.
      • Cesárea clássica => corporal.
      • Condiloma com obstrução do canal de parto.
    ASSISTÊNCIA AO TRABALHO DE PARTO
    • PARTOGRAMA
      • Anormal
        • Fase ativa prolongada
          • Dilatação menor de 1 cm/h.
          • Discinesia uterina?
          • Cruza a linha de alerta.
        • Parada secundária da dilatação
          • Dilatação mantida em 2 horas.
          • Desproporção céfalo-pélvica?
          • Observar metrossístoles: definir ocitocina (se pouca) ou cesárea (se eficazes).
        • Parada secundária da descida
          • Expulsivo: altura mantida por uma hora.
          • Desproporção céfalo-pélvica?
        • Período pélvico prolongado
          • Expulsivo: descida é lenta, mas não parou.
        • Taquitócito
          • Resolução do trabalho de parto em até 4 horas.
          • Causas: iatrogenia (ocitocina) ou grandes multíparas.
    • FASES CLÍNICAS
      • Primeiro: Dilatação
        • Definição
          • Inicia com o trabalho de parto e termina com dilatação total.
          • Colo aumenta 2-3 cm com dilatação progressiva.
          • Contrações 2-3 em 10 minutos, rítmicas e regulares.
          • Saída de tampão mucoso não é trabalho de parto.
        • Conduta
          • Dieta: líquidos claros (água, chás).
          • Evitar decúbito dorsal / deambulação livre.
          • Decúbito lateral esquerdo.
          • Tricotomia: não fazer de rotina ou na hora da incisão.
          • Amniotomia: não romper bolsa de rotina.
          • Toques: tocar de 2/2h.
          • Ausculta: antes, durante e após a contração de 30/30 minutos (baixo risco) ou 15/15 minutos (alto risco).
      • Segundo: Expulsivo
        • Definição
          • Tempo decorrido após a dilatação total.
          • Anormal: > 1h em multíparas ou > 2h em primíparas.
        • Conduta
          • Proteção do períneo: manobra de Ritgen modificada.
          • Episiotomia: feto grande, parto a fórcipe.
            • Mediana (perineotomia): menos lesão muscular, menos sangramento, menos dispareunia. Mais lesão de esfíncter, requer corpo perineal favorável.
            • Médio-lateral: menos risco de rotura de terceiro e quarto graus. Boa para corpo perineal desfavorável.
      • Terceiro: Secundamento ou Dequitação
        • Definição
          • Saída da placenta.
        • Mecanismos
          • Schultze: face fetal / brilhosa / mais comum.
          • Duncan: face materna.
        • Conduta
          • 10 U Ocitocina IM após a expulsão fetal.
          • Tração controlada do cordão umbilical.
          • Manobra de Fabre.
          • Pressão suprapúbica.
          • Manobra de Jacob-Dublin: rotação da placenta.
      • Quarto período 
        • Definição
          • Primeira hora após o Secundamento.
          • Hemostasia: miotamponagem + trombotamponagem.
        • Risco de hemorragia
          • Tônus: hipotonia uterina.
          • Trauma: lacerações.
          • Tecido: restos placentários.
          • Trombo: consumo de fatores de coagulação, coagulopatias.
    • COMPLICAÇÕES NO PARTO PÉLVICO
      • Desprendimento in situ
        • Retirada dos braços um a um, acompanhando movimentos fisiológicos.
      • Manobra de Bracht
        • Virar a criança sobre a pelve da mãe.
      • Manobra de Rojas
        • Rotação da criança 180º.
      • Manobra de Liverpool
      • Fórcipe de Piper
  • Resumo: Acidentes com animais peçonhentos

    ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS

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    animais peçonhentos
    Fig. 1 – Cobra jararaca.

    Animal peçonhento = inocula seu veneno na vítima.
    Animal venenoso = não inocula seu veneno na vítima.
    OFIDISMO
    PERFIL DA VÍTIMA
    • Meio rural.
    • Homem 15-49 anos.
    • Membro inferior.
    ESPÉCIES DE COBRAS
    • Jararaca (gênero Bothrops)
      • Generalidades
        • Acidente ofídico mais comum no Brasil.
        • Acidente botrópico.
      • Veneno
        • Proteolítico: necrose, edema e bolhas no local de inoculação.
        • Coagulante: CIVD, aumento do tempo de coagulação (consumo de fatores).
        • Hemorrágico.
    • Surucucu (gênero Lachesis)
      • Generalidades
        • Acidente laquético.
        • Veneno semelhante ao da jararaca.
        • Diferenças: somente existe em áreas florestais
      • Veneno
        • Proteolítico: necrose, edema e bolhas no local de inoculação.
        • Coagulante: CIVD, aumento do tempo de coagulação (consumo de fatores).
        • Hemorrágico.
        • Parassimpático: bradicardia, diarreia, hipotensão.
    • Cascavel (gênero Crotalus)
      • Generalidades
        • Acidente crotálico.
        • Acidente mais fatal no Brasil.
        • Rabo demarca território, não indica iminência de ataque.
      • Veneno
        • Neurotóxico: dificuldade em liberar acetilcolina na junção neuromuscular – fraqueza muscular não generalizada, fáscies miastênica.
        • Miotóxico: rabdomiólise e insuficiência renal aguda.
    • Coral (família Elapidae)
      • Gênero
        • Acidente elapídico.
        • Acidente mais raro no Brasil.
        • Veneno parecido com o crotálico.
      • Veneno
        • Baixo peso molecular.
        • Ação neurotóxica mais intensa: sempre grave! Dificuldade ventilatória!
        • Sem ação miotóxica.
    IDENTIFICAR A COBRA
    • Peçonhenta ou não peçonhenta?
      • Peçonhenta
        • Fosseta loreal.
        • Presas avantajadas (dentes inoculadores)
      • Cobra coral (exceção)
        • Ausência de fosseta.
        • Presas discretas.
    • Diferenciando pela anatomia
      • Com fosseta loreal
        • Cauda lisa: jararaca.
        • Chocalho: cascavel.
        • Escamas: surucucu.
      • Sem fosseta loreal
        • Lembrar da exceção: cobra coral.
    • Diferenciando pela clínica
      • Necrosante: ação local e proteolítica
        • Acidente botrópico: mais comum.
        • Acidente laquético: ação parassimpática, área florestal.
      • Neurotóxico: fáscies miastênica.
        • Elapídico: mais raro.
        • Crotálico: miotoxicidade intensa com insuficiência renal.
    PREVENÇÃO E TRATAMENTO DO ACIDENTE
    • Como prevenir
      • Uso de luvas e botas grossas.
      • Eliminar roedores (presas preferenciais).
      • Evitar matas e entulhos.
      • “Não colocar a mão em buracos escuros à noite”.
      • Estimular predador natural da cobra (gambá).
    • Combater mitos / O que não fazer 
      • Torniquete.
      • Bebida alcoólica,
      • Amputação,
    • Tratamento
      • Medidas gerais
        • Cuidados locais: repouso e limpeza da região.
        • Profilaxia antitetânica.
        • Notificação compulsória do acidente.
      • Medidas específicas
        • Soroterapia específica está sempre indicada.
        • Via intravenosa.
        • Dose varia com a gravidade do paciente.
      • Casos especiais
        • Acidente botrópico: desbridamento das áreas de necrose, fasciotomia em caso de síndrome compartimental.
        • Acidente crotálico: prevenção da IRA por rabdomiólise (hidratação venosa + manitol + bicarbonato).
        • Acidente elapídico: reverter ação neurotóxica com neostigmina/fisiostigmina.
    ARANEÍSMO
    MECANISMO DE AÇÃO DO VENENO
    • Ativa canais de sódio (contrário do anestésico local).
    • Sensitivas: dor.
    • Autônomas: simpático / parassimpático (um prevalece).
    • Motoras: contraturas.
    TIPOS DE ARANHAS
    • Armadeira (gênero Phoneutria)
      • Generalidades
        • Prevalência maior no Sudeste.
        • Errantes: não cria teia e nem estabelece território.
        • Naturalmente agressiva.
      • Clínica
        • Sinais locais leves.
        • Sinais sistêmicos precoces.
    • Viúva negra (gênero Latrodectus)
      • Generalidades
        • Prevalência maior no Nordeste.
        • Também conhecida como “flamenguinha”.
      • Clínica
        • Contraturas e flexões.
        • Abdômen agudo.
        • Fáscies latrodectísmica.
    • Aranha-marrom (gênero Loxosceles)
      • Generalidades
        • Prevalência maior na região Sul (Paraná e Santa Catarina).
        • Espécie principal: Loxosceles intermedia – mais comum é mais grave.
        • Sexo feminino (16-46 anos), coxa (20%) e tronco (15%).
        • Se escondem na roupa do paciente.
      • Clínica
        • Cutânea (99%)
          • Lesão característica: placa marmórea,
          • Base eritematosa + isquemia + áreas violáceas.
          • Evolução: necrose e úlcera de difícil cicatrização.
        • Cutâneo-visceral (1%)
          • Hemólise + insuficiência renal + CIVD.
          • Lesa hemácia e endotélio.
    PREVENÇÃO E TRATAMENTO DO ACIDENTE
    • Como prevenir
      • Checar roupas e sapatos antes de vestir.
      • Eliminação de pragas como baratas e insetos.
      • Predadores: macaco, aranha e lagartixa.
    • Tratamento
      • Soro antiaracnídeo: somente em casos graves e comprometimento sistêmico.
      • Se não houver soro antiaracnídeo, fazer soro antiescorpiônico.
    • Casos especiais
      • Acidente por Latrodectus
        • Único intramuscular.
        • Benodiazepínico.
        • Gluconato de cálcio.
      • Acidente por Loxosceles
        • Leve: sem tratamento específico, acompanhamento diário por 72h.
        • Moderado: lesão < 3 cm, soro + prednisona por 5 dias, retorno diário por 5 dias.
        • Grave: lesão > 3 cm ou hemólise, soro + prednisona por 7-10 dias, encaminhar a centro de envenenamento.
    ESCORPIONISMO
    • GENERALIDADES
      • Principal = escorpião-amarelo (Tityus serrulatus).
      • Comum em MG e SP.
      • Casos GRAVES em crianças e idosos.
      • Mais comum e mais grave que araneísmo.
      • Multiplicação por partenogênese.
    • TRATAMENTO
      • Soro antiescorpiônico.
      • Caso não haja soro antiescorpiônico, aplicar antiaracnídeo.
      • Somente em casos graves, crianças e idosos.
      • Acompanhar o paciente por 6-12h em leito de internação.
  • Resumo: Incontinência Urinária

    RESUMO: INCONTINÊNCIA URINÁRIA

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     incontinência urinária

    PERDA DE URINA

    • TRANSBORDAMENTO
      • Perda por ultrapassar a capacidade vesical.
      • Lesões neurológicas.
      • Diabetes.
    • BEXIGA HIPERATIVA
      • Independente da capacidade da bexiga.
      • Polaciúria, noctúria, urgência, incontinência.
      • Disfunção da musculatura vesical.
    • INCONTINÊNCIA DE ESFORÇO
      • Perda de urina com tosse, espirros, ao levantar da cadeira, Valsalva.
      • Observar durante o exame físico.
    • FÍSTULA
      • Corrimento sem melhora e vulvovaginites.
      • Cirurgia pélvica (Wertheim-Meigs), radioterapia, doença de Crohn.
    BEXIGA HIPERATIVA VS. INCONTINÊNCIA DE ESFORÇO
    • EXAMES COMPLEMENTARES
      • Primeiro exame = EAS e urinocultura.
      • Mobilidade do colo vesical
        • Teste do cotonete.
        • Avaliar mobilidade por USG.
      • Teste de Bonney
        • 250-300 mL de soro intravesical.
        • Toque vaginal, sustenta o colo uterino, faz Valsalva.
        • Se não houver mais perda, pode ser hipermobilidade.
      • Cistoscopia
        • Maiores de 50 anos.
        • Irritação súbita.
        • Hematúria.
      • Urodinâmica / Estudo Urodinâmica / Videourodinâmica (padrão-ouro)
        • Incontinência urinária de esforço pela história, porém sem perda ao exame físico.
        • Antes de cirurgia corretora.
        • Prolapso vaginal anterior.
        • Incontinência urinária mista.
        • Falha no tratamento clínico.
    • URODINÂMICA
      • Fluxometria
        • Fluxo livre.
      • Cistometria
        • Fase de enchimento (atividade do detrusor)
          • Durante a fase não pode perder urina, não pode ter dor e nem ter contrações do músculo detrusor.
      • Estudo miccional
        • Fase de esvaziamento.
    • INCONTINÊNCIA DE ESFORÇO
      • Tipos
        • Hipermobilidade vesical
          • PPE > 90 cmH20.
        • Defeito esfincteriano
          • PPE < 60 cmH20.
      • Tratamento
        • Clínico
          • Perda de peso.
          • Fisioterapia (exercícios de Kegel, biofeedback, eletroestimulação).
          • Duloxetina.
          • Alfa-adrenérgicos.
        • Cirúrgico
          • Refratários ao tratamento clínico.
          • Hipermobilidade vesical
            • Sling (TVT/TOT).
            • Cirurgia de Burch – ligamento de Cooper.
            • Cirurgia de Marshall – sínfise púbica.
          • Defeito esfincteriano
            • Sling (TVT/TOT).
    • BEXIGA HIPERATIVA
      • Definição
        • Contrações não inibidas do músculo detrusor.
        • Diagnóstico urodinâmico, não clínico.
        • Tratamento pode ser baseado somente em queixa, não é necessária hemodinâmica.
      • Tratamento
        • Medidas gerais
          • Perda de peso.
          • Diminuição de cafeína e cessação do tabagismo.
          • Cinesioterapia / fisioterapia.
        • Farmacológico
          • Anticolinérgicos: oxibutinina, tolterodina e darifenacina.
          • Imipramina – segunda opção.
    • SÍNDROME DA BEXIGA DOLOROSA
      • Diagnóstico diferencial com bexiga hiperativa.
      • Dor à distensão vesical que alivia ao urinar.
      • Úlcera de Hunner / cistite intersticial = aparece na cistoscopia ao distender a parede vesical.
      • Diagnóstico de exclusão.
  • Resumo: Hemorragia Digestiva Alta e Baixa

    RESUMO: HEMORRAGIA DIGESTIVA

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    hemorragia digestiva

    Fig. 1 – Classificação de Forrest para sangramento em úlceras pépticas.

    GENERALIDADES

    • Estabilização clínica
      • Nas primeiras 48h: avaliar diurese, não usar Ht.
    • Descobrir fonte e tratar
      • Alta ou baixa: ligamento de Treitz (anatômico).
      • HD alta (80%, mais grave):
        • Clínica: hematêmese / melena.
          • 10 a 20% das hematoquezias são de origem alta.
        • Sonda nasogástrica: sangue.
        • Exame: EDA em 24h.
      • HD baixa (20%, menos grave):
        • Clínica: hematoquezia / enterorragia.
        • Sonda nasogástrica: liquido bilioso sem sangue.
        • Exame: colonoscopia.
    • Prevenir novos sangramentos
      • Medicação
      • Endoscopia
      • Cirurgia
    HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA
    1) ÚLCERA PÉPTICA 
    • CLASSIFICAÇÃO DE FORREST
      • Classe I: risco muito alto.
        • A: arterial.
        • B: babando.
      • Classe II:
        • A: vaso visível – risco alto.
        • B: coágulo – risco médio.
        • C: hematina – risco baixo.
      • Classe III: base clara, risco baixo.
    • TERAPIA CLÍNICA E ENDOSCÓPICA 
      • IBP / suspensão de AINE / trata-se H. pylori.
      • I-IIA/B: IBP IV + endoscopia (química / térmica / mecânica).
      • IIC-III-IV: apenas farmacológico.
    • TERAPIA CIRÚRGICA 
      • Indicações:
        • Falha endoscópica: 02 tentativas.
        • Choque refratário > 6U de sangue, hemorragia recorrente.
        • Hemorragia continua > 3U/dia
      • Cirurgia:
        • Pilorotomia + ulcerorrafia + vagotomia troncular + piloroplastia de Heineke-Mikulicz
    2) VARIZES ESOFAGOGÁSTRICAS
    • Pressão portal > 12 mmHg
    • Reprodução cautelosa de volume
    • Drogas: terlipressina, octreotide.
    • EDA: ligadura elástica ou escleroterapia.
    • Profilaxia: betabloqueador + ligadura + ATB por 07 dias.
    3) LACERAÇÃO DE MALLORY-WEISS
    • Vômitos vigorosos causam lacerações na junção esofagogástrica.
    • 90% são AUTOLIMITADOS.
    4) HEMOBILIA
    • Sangramento proveniente da via biliar,
    • Causas: trauma, cirurgia de via biliar, colangite.
    • Tríade de Sandblom: hemorragia + dor em hipocôndrio direito + icterícia.
    • Exame: arteriografia.
    5) ECTASIA VASCULAR GÁSTRICA
    • Estômago em melancia
    • Mulher, cirrótico.
    • Clínica: anemia ferropriva, perda paulatina de sangue. Tratamento: ferro.
    • Lesão de Dieulafoy: artéria dilatada na submucosa do estômago, pode sangrar em jato, mais comum em HOMENS. Tratamento: EDA.
    HEMORRAGIA DIGESTIVA BAIXA
    • Hematoquezia = HD baixa PROVÁVEL (10-20% origem alta)
    • Excluir doença anorretal em jovens, sem fatores de risco.
    • Excluir HD alta.
    • Causas:
      • Divertículo: Meckel em crianças e adolescentes.
      • Displasia: principal causa de sangramento oculto (delgado).
      • Câncer
    • Exame: colonoscopia diagnóstica ou cintilografia com hemáceas marcadas.
    • Tratamento: colonoscopia terapêutica ou arteriografia.
      • Refratário = colectomia total / subtotal.
    DOENÇAS ANORRETAIS
    • Avaliação da região anal: posição de Sims, genupeitoral e litotomia modificada.
    • Retossigmoidoscopia e anuscopia.
    • Causas:
      • Hemorroidas:
        • Clínica: sangramento INDOLOR e prurido.
        • Internas: acima da linha pectínea.
          • Grau 1: sem prolapso
            • Dieta e higiene local
          • Grau 2: redução espontânea.
            • Ligadura elástica
            • Escleroterapia / fotocoagulação
          • Grau 3: redução digital.
            • Idem Grau 2.
          • Grau 4: sem redução.
            • Hemorroidectomia.
        • Externas: abaixo da linha pectínea.
          • Dieta e higiene local
          • Excisão se trombose < 72h
      • Fissura anal:
        • Clínica: sangramento DOLOROSO à evacuação.
          • Local das fissuras: linha média posterior. Fora da linha média, tem causa secundaria (Doença de Crohn).
        • Agudas:
          • Dieta / higiene / analgesia / corticoide.
        • Crônicas (>3-6 sem):
          • Fissura -> hipertonia -> menor vascularização -> fissura
          • Relaxante esfincteriano: nitrato, bloqueador do canal de cálcio.
          • Esfincterotomia interna lateral em casos refratários.
      • Abscesso:
        • Clínica: dor perianal + febre.
        • Complicação de pacientes idosos, diabéticos, imunodeprimidos => pode complicar.
        • Avaliação de urgência e drenagem de urgência.
        • Complicação: fistula anal (+ comum interesfinctérica).
        • Regra de Goodsall-Salmon:
          • regra de goodsall-salmon
  • Resumo: Hérnias

    RESUMO: HÉRNIAS

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    resumo hérnias
    HÉRNIAS DA PAREDE ABDOMINAL
    • ANATOMIA (de dentro para fora)
      • Vísceras abdominais.
      • Fáscia transversalis:
        • Anel inguinal interno (ou profundo): início do canal inguinal.
        • Canal femoral.
      • Parede posterior: 
        • Músculo transverso.
        • Músculo oblíquo interno.
      • Parede anterior:
        • Aponeurose do m. oblíquo interno.
        • Anel inguinal externo (ou superficial): final do canal inguinal.
    • CONTEÚDO DO CANAL INGUINAL
      • Homem:
        • Funículo espermático (plexo pampiniforme, m. cremaster, vv. deferentes, conduto peritôneo-vaginal obliterado).
      • Mulher:
        • Ligamento redondo do útero.
    HÉRNIAS DA REGIÃO DA VIRILHA
    HÉRNIA INGUINAL DIRETA
    • FISIOPATOLOGIA
      • Enfraquecimento da parede posterior: ADQUIRIDA.
      • Triângulo de Hesselbach:
        • Borda lateral do m. reto.
        • Ligamento inguinal
        • Vasos epigástricos inferiores.
      • MEDIAL aos vv. epigástricos inferiores.
    • EXAME FÍSICO
      • Toque do canal: toca na polpa do dedo do examinador.
    HÉRNIA INGUINAL INDIRETA
    • HÉRNIA MAIS COMUM DE TODAS.
    • Hérnia típica da infância => correção imediata.
    • Das inguinais, é a que mais encarcera.
    • FISIOPATOLOGIA 
      • Se anuncia pelo anel inguinal interno.
      • Persistência do conduto peritôneo-vaginal: CONGÊNITA.
        • Se houver patência completa = hérnia inguinoescrotal.
      • LATERAL aos vv. epigástricos inferiores.
    • EXAME FÍSICO 
      • Toque do canal: toca a ponta do dedo do examinador.
    HÉRNIA FEMORAL (OU CRURAL)
    • Mais comum em mulheres.
    • Mais comum à direita.
    • Maior risco de encarceramento.
    • FISIOPATOLOGIA
      • Se anuncia abaixo do ligamento inguinal.
    CLASSIFICAÇÃO DE NYHUS
    • I: indireta com anel inguinal interno normal.
    • II: indireta com anel inguinal interno dilatado.
    • III: defeito na parede posterior.
      • IIIa: direta.
      • IIIb: indireta.
      • IIIc: femoral.
    • IV: recidivante.
      • IVa: direta.
      • IVb: indireta.
      • IVc: femoral.
      • IVd: mista.
    TRATAMENTO
    • Redutível:
      • Cirurgia eletiva.
    • Encarcerada:
      • Redução manual até 6-8h.
      • Cirurgia de urgência: caso refratário ou obstrução intestinal.
    • Estrangulada:
      • Cirurgia de emergência.
      • Se reduzir na anestesia: laparotomia!
    • TIPOS DE CIRURGIA
      • Abordagem anterior:
        • Herniorrafia anterior + reforço posterior.
          • Shouldice: imbricação de músculos.
          • Lichtenstein: tela livre de tensão.
          • McVay: boa para hérnia femoral (lig. de Cooper).
    CASOS ESPECIAIS
    • Richter:
      • Pinçamento da borda antimesentérica (isquemia sem obstrução).
      • Mais comum na hérnia femoral.
    • Littré:
      • Contém um divertículo de Meckel.
    HÉRNIA UMBILICAL 
    • CRIANÇA (congênita)
      • Geralmente resolve de maneira espontânea até os 2 anos.
      • Operar se:
        • Não fechar após 4-6 anos.
        • Maiores de 2 cm.
        • Associada a derivação ventrículo-peritoneal.
        • Concomitante a hérnia inguinal.
    • ADULTO (adquirida)
  • Resumo: História do SUS

    RESUMO: HISTÓRIA DO SUS

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    resumo história do sus
    ANTES DO SUS (modelo Bismarckiano)
    • CAPs / IAPs = centros e institutos de aposentadoria e pensão.
      • Pós-Vargas
      • Construção de hospitais para cada classe de trabalhador.
    • INPS
      • Era Militar: todos os institutos unificados / centralização.
      • Dinheiro gasto em outras obras: ponte Rio-Niteroi, transamazônica, Itaipu.
      • Sucateamento dos hospitais existentes.
      • Dinheiro público misturado com privado.
      • Acabou dinheiro para a previdência, pessoas não conseguiam se aposentar.
    • INAMPS
      • Mudou apenas o nome, a princípio.
      • Exames e procedimentos limitados a um número = corrupção e desvio de dinheiro com códigos falsos de procedimentos.
    OS PROBLEMAS
    • Acesso restrito.
    • Ênfase na cura.
    • Ministério da Saúde era apenas responsável por prevenção: saneamento e vacinação.
    • Ministério da Previdência: manejava todos os hospitais e ações curativas.
    • Medicina Ditatorial: sem autonomia dos pacientes.
    AS REFORMAS / DISCUSSÕES
    • REFORMA SANITÁRIA
      • Plano CONASP: concentrar nos municípios, controle regionalizado.
      • AIS: atenção integrada à saúde – município geriria os recursos enviados pela federação.
    • VIII CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE (1986)
      • “Saúde é um direito de todos e um dever do Estado”.
      • SUDS – “descentralizado” – 1987.
      • Constituição 1988: cria o Sistema Único de Saúde.
      • Soluções propostas
        • Universalização.
        • Integridade.
        • Equidade.
        • Descentralização.
        • Regionalização / hierarquização.
        • Participação social.
    PRINCÍPIOS DO SUS
    • ÉTICOS / DOUTRINÁRIOS
      • Universalização = acesso a TODOS os cidadãos.
      • Integralidade = prevenção, cura e reabilitação.
      • Equidade = tratamento desigual para os desiguais (prioridade aos que precisam mais).
    • ORGANIZACIONAIS / OPERATIVOS
      • Descentralização = divisão de poderes.
      • Regionalização = municipalização.
      • Hierarquização = posto / hospital / diálise (níveis de atenção).
      • Participação social = Conselhos e Conferências de Saúde.
      • Resolubilidade = capacidade de resolver os problemas em cada nível, de forma integral.
      • Complementariedade = contratar o privado se necessário, com ênfase nas instituições filantrópicas ou privadas sem fins lucrativos (ou pagar apenas o procedimento, sem subsidiar lucros).
    • VÍDEO SOBRE OS PRINCÍPIOS DO SUS

    A EVOLUÇÃO DO SUS (modelo Beveridgiano)
    • LEI 8.080 (Funcionamento do SUS – LOAS)
      • Descreve o papel de cada gestor do SUS em cada esfera estratégica.
      • “Cabe à direção:”
        • Nacional: DEFINIR políticas.
        • Estadual: COORDENADOR políticas.
        • Municipal: EXECUTAR políticas.
      • Nacional pode executar? Sim! Vigilância de portos, aeroportos, fronteiras ou em situações especiais / inusitadas (p.e. ANVISA).
      • Setor privado: pode atuar de forma livre e complementar.
      • Dois artigos vetados por Collor: participação popular e alocação de recursos.
    • LEI 8.142 (Gastos e Participação Popular)
      • Transferência regular e automática de recursos.
      • Conselhos e Conferências.
        • 50% usuários.
        • 50% profissionais da saúde / prestadores de serviço / representantes do Governo.
    • CONSELHOS E CONFERÊNCIAS
      • Conselhos
        • Reunião mensal.
        • Controlam gastos e a execução da saúde.
        • Poder permanente e deliberativo (sem interferência do legislativo).
      • Conferências
        • Reunião de 4 em 4 anos.
        • Convocadas pelo Executivo ou pelos Conselhos.
        • Avaliam e criam Diretrizes da Política de Saúde.
    • NOB 91 
      • Centraliza a gestão no nível federal (???).
      • Municípios de comportam como prestadores de serviço (???).
      • Recebimento conforme a produção (???).
      • LEI SEM NOÇÃO.
      • Feita para ganhar tempo na transição.
    • NOB 92
      • Sem importância.
    • IMPEACHMENT DO COLLOR
      • Cortes de até 90% nos repasses.
      • Reemergência de doenças.
      • Caos na saúde nacional.
    • NOB 93
      • Municipalização = municípios viram gestores para contornar o caos.
      • Optaram entre gestão incipiente, parcial e semiplena.
      • Transferência regular e automática
        • Cálculo baseado no número de habitantes.
      • Comissões Intergestores
        • Bipartite: estados e municípios (COSEMS).
        • Tripartite: Ministério da Saúde, estados (CONASS) e municípios (CONASEMS).
          • Ministério da Saúde + NAs.
    • NOB 96
      • Poder Pleno do Município
        • Gestão Plena da Atenção Básica
          • Atenção Básica.
        • Gestão Plena do Sistema Municipal
          • Atenção Básica, Media e Alta Complexidade.
      • Piso da Atenção Básica (PAB)
        • Fixo / Variável.
          • Saúde da escola, do adolescente, bucal, família, NASF, PMAQ, academias de saúde, consultórios de rua, atenção domiciliar, equipe multidisciplinar de apoio.
    • NOAS 2001 / 2002
      • Equidade nos recursos e no acesso à saúde.
      • Regionalização organizada
        • Acesso à saúde o mais próximo da residência.
        • Região de saúde: aglomerado de municípios que tem uma identidade territorial, geográfica, cultural, muito próxima => unidade funcional da saúde.
        • Município referencia recebe dinheiro para prover média complexidade a toda a região.
      • Ampliação da Atenção Ambulatorial
        • PAB ampliado
          • Observação na urgência.
          • Atendimento domiciliar (médico / enfermeiro).
          • Cirurgias ambulatoriais.
          • ECG, teste imunológico de gravidez.
    • PACTO DE SAÚDE 2006
      • Pacto em Defesa
        • Social / $$$.
      • Pacto em Gestão
        • Esferas / reafirmar papel dos gestores.
      • Pacto pela Vida
        • Saúde do idoso.
        • Câncer de mama e colo uterino.
        • Mortalidade infantil e materna.
        • Doenças emergentes e endemias (dengue, lepra, tuberculose, malária e influenza).
        • Promoção à saúde (qualidade de vida).
        • Atenção básica (PSF / ESF).
    • PRIORIDADES PELA VIDA (importante)
      • Pacto pela Vida de 2009.
      • Saúde Mental (CAPS).
      • Saúde do Homem.
      • Saúde do Trabalhador.
      • Pessoas com deficiência.
      • Pessoas em risco de violência.
      • Hepatite e AIDS.
      • Saúde Oral (bucal).
    • PRINCÍPIOS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA (Bárbara Starfield)
      • PRINCIPAIS
        • Primeiro contato = porta de entrada (acessibilidade).
        • Longitudinalidade = acompanhamento / vínculo.
        • Integralidade = integral / completo.
        • Coordenação = integração do cuidado.
      • SECUNDÁRIOS
        • Enfoque familiar = na família / genograma / três gerações e suas relações.
        • Orientação comunitária = contato com a comunidade / conduta compartilhada.
        • Competência cultural = facilitar a relação.
    • ATENÇÃO PRIMÁRIA 
      • Portarias 648/2006 e 2488/2011.
      • Áreas estratégicas.
      • As oito características:
        • Princípios Principais.
        • Reabilitação também faz parte do básico.
        • Integral 40 horas semanais (médico pode 20h).
        • Equipe multidisciplinar: um médico, um enfermeiro, um técnico de enfermagem e 4-6 agentes comunitários de saúde.
        • Acolhimento / autonomia do paciente.
        • Reorientação / substitutivo => centrado na pessoa.
        • Elevada complexidade (atender de tudo) / baixa densidade (pouca estrutura).
        • Adscrição de clientela / territorialização (ideal 3000 / máximo 4000 pessoas)
      • Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF)
        • Não é porta de entrada.
        • NASF 1: 5-9 ESF, com no mínimo 5 profissionais.
        • NASF 2: 3-4 ESF, com no mínimo 3 profissionais.
        • NASF 3: 1-2 ESF, com no mínimo 2 profissionais.
    FINANCIAMENTO DO SUS
    • Seguridade social financia a Saúde e a Previdência Social.
      • Impostos sociais: COFINS, CSLL, CPMF.
      • Principal fonte: desconto em folha do INSS.
        • Não vai dinheiro para saúde, apenas previdência.
    • “O financiamento do SUS é uma responsabilidade comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
    • EC 29 (2000) => LEI 141 (2012) => EC 86 (2015)
      • União: 15% da receita vai para a Saúde.
      • Estados: 12%.
      • Municípios: 15%.
    • Seis blocos de recursos
      • Atenção básica: PAB fixo e variável.
      • MAC: média e alta complexidade – SAMU, UPA, transplante, diálise, pesquisas.
      • Vigilância da saúde: epidemiológica / ambiental / sanitária.
      • Ações farmacêuticas: medicamentos fornecidos pelo governo.
      • Gestão
      • Investimentos em saúde
  • Resumo: Saúde do Trabalhador e Intoxicações

    SAÚDE DO TRABALHADOR E INTOXICAÇÕES

    Para baixar o resumo completo em .pdf, clique aqui.

     resumo intoxicaçõesFig. 1 – Linhas de Burton (cinza azulado) da intoxicação por chumbo.

     

    DECLARAÇÃO VS. CERTIDÃO 
    • DECLARAÇÃO
      • Morte natural
        • Com assistência médica
          • PSF, particular, ambulância, plantonista, substituto.
          • Médico assistente preenche.
        • Sem assistência médica
          • Se ninguém prestava atendimento, SVO preenche.
          • Se não houver SVO, médico público ou qualquer médico preenche.
          • Sem médico: 2 testemunhas + responsável (Cartório).
      • Morte suspeita ou violenta
        • IML.
        • Se não houver IML: médico “perito” eventual.
    • CERTIDÃO 
      • Documento emitido pelo cartório após entrega da DO via amarela.
    ACIDENTES DE TRABALHO
    • DEFINIÇÕES 
      • Lesão, doença ou morte.
      • Leva a incapacidade temporária ou permanente do trabalhador.
      • Trabalhadores formais e informais.
      • Acidentes típicos e de trajeto.
      • Adequar o trabalho ao trabalhador.
    • NOTIFICAÇÕES (clique aqui para a lista de notificações do Ministério da Saúde)
      • Notificação compulsória
        • Para todos os trabalhadores, mortais e informais.
      • Comunicação do Acidente de Trabalho
        • Exclusiva de trabalhadores formais.
        • Emitir no primeiro dia útil após o acidente.
        • Acidente fatal: notificação e investigação imediata.
        • Qualquer pessoa pode preencher a CAT.
        • Qualquer médico pode preencher os dados médicos da CAT.
        • Doenças degenerativas, endêmicas e que não incapacitem não serão consideradas acidente de trabalho.
    • CLASSIFICAÇÃO DE SCHILLING
      • I = o trabalho é a causa
        • Ex.: pneumoconioses, benzenismo, hidrargirismo etc.
      • II = o trabalho é um fator de risco
        • Ex.: HAS, câncer, doenças locomotoras etc.
        • Exceção: síndrome do esgotamento profissional.
      • III = o trabalho é um agravante
        • Ex.: asma, transtornos mentais etc.
    ESGOTAMENTO PROFISSIONAL (BURN-OUT)
    • GENERALIDADES
      • Prevalência de 4%, chegando a 40% em médicos.
      • Risco maior em mães solteiras e mulheres em geral.
      • Trabalho com pessoas é fator de risco.
      • Schilling II.
    • CLÍNICA
      • Exaustão emocional.
      • Despersonalização.
      • Diminuição do envolvimento.
      • Fadiga crônica, cefaleia, alterações do sono, sonolência diurna.
    • PREVENÇÃO
      • Horário rígido e estabelecido de trabalho.
      • Atividade social.
      • Atividade esportiva.
    EXPOSIÇÕES LABORAIS
    • BENZENO
      • Benzenismo.
      • Associado à indústria petrolífera e siderurgia.
      • Mielotóxico.
      • Investigação: história ocupacional + hemograma.
    • CHUMBO
      • Saturnismo.
      • Associado à indústria de tintas e baterias.
      • Dor abdominal, gota, HAS, linha gengival (linha de Burton), anemia sideroblástica.
    • MERCÚRIO
      • Hidrargirismo.
      • Associado à fabricado de termômetros e barómetros, lâmpadas e cloro-soda.
      • Síndrome nefrítica e acúmulo cerebral.
    • CROMO
      • Galvanoplastia (cromagem) e cortumes (indústria de couro).
      • Irritação e câncer de pulmão.
    • CÁDMIO 
      • Contaminação de solo e lençol freático.
      • Osteoporose com fraturas patológicas.
      • Liga com o fosfato dos ossos.
    • ARSÊNICO
      • Insípido e inodoro.
      • Queimadura.
      • Odor de alho em líquidos corporais.
      • Destruição dos órgãos internos quando consumido.
    PREVENÇÃO DE DOENÇAS 
    • HISTÓRIA NATURAL DAS DOENÇAS
      • Agente + paciente suscetível + meio ambiente.
      • Período pré patogênico
        • Não houve interação entre a pessoa e o fator causador.
        • Fatores ambientais, sociais, genética.
      • Período patogênico
        • Interação estímulo-indivíduo suscetível.
        • Alterações bioquímicas, fisiológicas, histológicas – período de incubação.
        • Rompimento do horizonte clínico.
        • Presença de sinais e sintomas.
        • Defeitos permanente / cronicidade.
      • Desenlace
        • Sequelas, defeitos permanente, cronicidade.
    • PREVENÇÃO 
      • Pré-patogênico = Primária
        • Promoção à saúde (primordial)
          • Moradia, alimentação, higiene.
        • Proteção específica
          • Vacinas, controles de vetores.
          • Uso de capacete, uso de preservativos, aconselhamento genético.
      • Patogênico = Secundária
        • Diagnóstico e tratamento precoce.
        • Exames periódicos, inquéritos, isolamento de casos.
        • Limitação da invalidez, evitar sequelas.
      • Desenlace = Terciária
        • Reabilitação, fisioterapia.
      • Evitar a iatrogenia = Quaternária
        • Medicalização.
    VIGILÂNCIA DA SAÚDE
    • CONCEITOS
      • Controlar doenças.
      • Coletar dados para ações de prevenção e controle.
      • Notificação é o principal instrumento.
    • NOTIFICAÇÃO
      • Comunicar um agravo a autoridade de saúde.
      • Qualquer cidadão pode notificar na suspeita de doença.
      • Normal (semanal) / imediata (24h).
      • Agravos nacionais e internacionais, agravos estaduais e municipais, agravos desconhecidos (vigilância epidemiológica).
    • CRITÉRIOS PARA INCLUSÃO
      • Magnitude
        • Frequência / importância,
        • Prevalência e incidência.
      • Disseminação
        • Fonte de infecção.
      • Transcendência
        • Consequências e gravidade.
      • Vulnerabilidade
        • É controlável?
      • Internacionais
        • Varíola, Influenza H5N1, Poliomielite e SARS.
      • Eventos inusitados.
        • Epidemias, novos agentes.
    • MNEMÔNICOS 
      • Internacionais / VIPS
        • Varíola, Influenza H5N1, Poliomielite e SARS.
  • Resumo: Dor Torácica

    RESUMO: DOR TORÁCICA

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    resumo dor torácica
    Fig. 1 – Classificação de Stanford e DeBakey para dissecção de aorta.

    AVALIAÇÃO INICIAL: clínica + ECG + radiograma de tórax.
    CAUSAS
    • CARDÍACAS
      • Isquêmica.
      • Dissecção de aorta.
      • Pericardite.
      • Cardiomiopatia.
      • Valvopatias.
    • NÃO CARDÍACAS
      • Pleuropulmonar.
      • Gastrintestinal.
      • Músculo-esquelética.
      • Herpes-zóster.
      • Psicogênica.
    ANGINA
    • DEFINIÇÃO 
      • Dor ou desconforto retroesternal.
      • Piora com estresse ou exercício.
      • Alívio com repouso ou nitrato.
    DISSECÇÃO AÓRTICA
    • QUADRO CLÍNICO
      • Dor torácica intensa e súbita.
        • Aorta ascendente
          • IAM.
          • Insuficiência aórtica.
          • Tamponamento cardíaco.
        • Arco aórtico
          • Subclávia: diferença de PA entre membros.
          • Carótida: sincope / AVEi.
        • Aorta descendente
          • Hemotórax.
          • Isquemia mesentérica.
          • Isquemia renal.
    • DIAGNÓSTICO 
      • Estável
        • RNM de tórax.
      • Instável
        • Ecocardiograma transesofágico.
      • Se indisponíveis ou contraindicados
        • Angiotomografia de tórax.
    • CLASSIFICAÇÃO
      • De Bakey
        • Aorta toda = 1
        • Aorta ascendente = 2
        • Aorta descendente = 3
      • Stanford
        • Se pegar aorta ascendente = A
        • Se não pegar = B
    • TRATAMENTO
      • Clínico
        • Betabloqueador: esmolol, propranolol, metoprolol.
        • Nitroprussiato de sódio.
        • Labetalol: bloqueio alfa e beta.
        • Alvos: PAS = 100-110 mmHg / FC < 60 bpm.
      • Cirúrgico
        • Tipo A
          • Cirurgia sempre.
        • Tipo B
          • Cirurgia apenas em casos complicados.
    PERICARDITE
    • DEFINIÇÃO
      • Inflamação do pericárdio.
      • Viral ou idiopática.
    • CLÍNICA E COMPLEMENTARES
      • Dor pleuritica, postural-dependente: melhora sentado inclinado pra frente.
      • Som áspero, sistólico e diastólico: atrito pericárdico.
      • ECG com supradesnivelamento ST côncavo em todas as derivações.
      • Infradesnivelamento de PR: mais específico.
      • Radiografia: aumento da área cardíaca, coração em moringa.
      • Ecocardiograma: derrame pericárdico.
    • TIPOS
      • Aguda
        • Idiopática / Vírus (Coxsackie B).
        • Dor contínua, pleurítica, piora deitado, melhora sentado.
        • Atrito pericárdico sistodiastólico.
      • Subaguda
        • Hipotireoidismo.
        • Derrame grande e assintomático.
      • Constrictiva
        • Tuberculose.
        • Turgescia jugular, sinal de Kussmaul, hepatomegalia.
        • Síndrome de restrição diastólica.
    • TRATAMENTO
      • AINE.
      • Colchicina: evitar recorrência.
      • Corticoide em refratários.
      • Pericardiectomia em caso de constritiva.
    ESPASMO ESOFAGIANO DIFUSO
    • DEFINIÇÃO
      • Intensas contrações esofágicas.
      • Difusas e ineficazes.
    • CLÍNICA
      • Cólica esofágica / angina esofágica.
      • Disfagia.
    • DIAGNÓSTICO 
      • Esofagografia baritada: esôfago em saca rolhas.
      • Esofagomanometria com teste provocativo com edrofônio.
    • TRATAMENTO
      • Nitrato ou antagonistas do cálcio.
      • Antidepressivos, sildenafil, Botox® (toxina botulínica).
      • Refratário: esofagomiotomia longitudinal.
    DOENÇA ARTERIAL CORONARIANA
    • GENERALIDADES
      • Angina estável: isquemia crônica.
      • Angina instável / IAM: síndrome coronariana aguda.
      • Prinzmetal: homem, vasoespasmo, supra ST transitório.
      • Microvascular (Síndrome X): mulheres, disfunção distal e endotelial.
      • Silenciosa / atípica: idoso, DM, renal crônico, transplantado.
    • ISQUEMIA CRÔNICA
      • Abordagem
        • PADRÃO-OURO: Coronariografia (CAT)
          • Causa indefinida.
          • Angina limitante e refratária.
          • Alto risco com outros testes: isquemia com baixa carga, múltiplos défices de perfusão.
        • ECG de repouso: inversão de ST / infradesnivelamento de segmento ST.
        • Teste ergométrico
          • Teste positivo: infra ST > 1 mm.
          • Infra retificado ou descendente.
          • Limitações: condicionamento físico, artrose, paraplegia.
        • Perfusão por radionuclídeos (PET e cintilografia)
          • Teste positivo: defeito na perfusão durante esforço.
          • Vantagens: localiza melhor a lesão, avalia viabilidade miocárdica
        • Testes anatômicos
          • AngioTC de coronárias
            • VPN elevado.
          • AngioRNM de coronárias.
      • Conduta
        • Terapia anti-isquêmica
          • Betabloqueador (ou antagonista dos canais de cálcio).
          • iECA (se HAS, DM, IC ou DRC).
          • Nitratos sintomáticos.
        • Terapia antitrombótica
          • AAS (ou clopidogrel).
          • Estatina (independente do LDL).
        • Outras
          • Ivabradina.
          • Trimetazidina.
          • Ranolazina.
        • Refratários
          • CAT: intervenção por cirurgia ou angioplastia?
          • Cirurgia: tronco da ACE, DA proximal, trivascular, pacientes diabéticos, disfunção do VE.
    SÍNDROME CORONARIANA AGUDA
    • GENERALIDADES
      • Placa instável
      • Suboclusão: sem supra ST.
        • Angina instável.
        • IAM subendocárdico.
      • Oclusão total: com supra ST.
        • IAM transmural.
    • ABORDAGEM
      • Clínica.
      • ECG realizado e interpretado em 10 minutos.
      • Marcador de necrose miocárdica: troponina 0-3h (0-1h).
    • CONDUTA GERAL
      • Terapia anti-isquêmica
        • Betabloqueador (preferência VO).
        • iECA (aguardar estabilidade).
        • Morfina, O2, nitrato.
      • Terapia antitrombótica
        • AAS + clopidogrel / ticagrelor (Brilinta®).
        • Estatina (atorvastatina).
        • Heparina.
      • Situações especiais
        • Uso de sildenafil nas últimas 24h: não fazer nitrato.
        • Intoxicação por cocaína: não fazer betabloqueador.
        • IAM de VD: não fazer morfina, nitrato ou betabloqueador.
    • TERAPIA ESPECÍFICA
      • SEM SUPRA ST
        • Alto risco
          • Conduta invasiva: internar em UCTI, cateterismo cardíaco (2-72h).
        • Não alto risco
          • Conduta conservadora: otimizar medicação e avaliar evolução (dor/ECG/marcador) + teste pré-alta.
        • Estratificação
          • Muito alto
            • Fatores: angina refratária, recorrente ou em repouso, instabilidade hemodinâmica ou IC aguda, TV sustentada ou FV.
            • CONDUTA: invasiva imediata até 2h.
          • Alto
            • Fatores: GRACE > 140, alteração da troponina, alterações ST e T.
            • CONDUTA: invasiva precoce até 24h.
          • Moderado
            • Fatores: TIMI > 2, diabetes, renal crônico, FE < 40%, revascularização prévia.
            • CONDUTA: invasiva retardada até 72h.
      • COM SUPRA ST
        • Terapia padrão: MONABC.
        • Reperfusão imediata
          • Sintoma compatível.
          • Tempo de até 12h.
          • Supra ST em duas derivações consecutivas ou BRE novo.
        • Trombolítico
          • Indicação: tempo > 90-120 minutos para angioplastia ou pra encaminhar.
            • Fazer em até 30 minutos.
            • Estreptoquinase, tPA, rPA, TNK.
            • Senão reperfundir, encaminhar para angioplastia.
            • Contraindicações
              • PA < 185 x 100 mmHg.
            • Sangramento ativo ou risco para SNC (AVEh, AVEi ou TCE < 3 meses, tumor).
          • Critérios de reperfusão
            • Melhora da dor.
            • Redução de 50% do supra ST.
            • Arritmias de reperfusão.
        • Angioplastia
          • Indicações: tempo < 90-120 minutos para a realização, contraindicações ao trombolítico, choque, dúvida diagnóstica.
    • COMPLICAÇÕES
      • Arritmia
        • FV é a principal causa da óbito.
        • CDI se: PCR, TV sustentada, FE < 30%.
      • Hemodinâmica
        • Abordagem do choque cardiogênico.
        • Atentar se for IAM de VD: não usar morfina, nitrato e betabloqueador.
      • Mecânica
        • Sopro novo: insuficiência mitral, CIV.
        • CIV: sopro suave, fino, borda esternal esquerda.
      • Dolorosa
        • Angina: alto risco, CAT imediato.
        • Pericardite aguda por contiguidade ou Síndrome de Dressler (imune-mediada).