Autor: Daniel Modolo

  • Resumo: Saúde do Trabalhador e Intoxicações

    SAÚDE DO TRABALHADOR E INTOXICAÇÕES

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     resumo intoxicaçõesFig. 1 – Linhas de Burton (cinza azulado) da intoxicação por chumbo.

     

    DECLARAÇÃO VS. CERTIDÃO 
    • DECLARAÇÃO
      • Morte natural
        • Com assistência médica
          • PSF, particular, ambulância, plantonista, substituto.
          • Médico assistente preenche.
        • Sem assistência médica
          • Se ninguém prestava atendimento, SVO preenche.
          • Se não houver SVO, médico público ou qualquer médico preenche.
          • Sem médico: 2 testemunhas + responsável (Cartório).
      • Morte suspeita ou violenta
        • IML.
        • Se não houver IML: médico “perito” eventual.
    • CERTIDÃO 
      • Documento emitido pelo cartório após entrega da DO via amarela.
    ACIDENTES DE TRABALHO
    • DEFINIÇÕES 
      • Lesão, doença ou morte.
      • Leva a incapacidade temporária ou permanente do trabalhador.
      • Trabalhadores formais e informais.
      • Acidentes típicos e de trajeto.
      • Adequar o trabalho ao trabalhador.
    • NOTIFICAÇÕES (clique aqui para a lista de notificações do Ministério da Saúde)
      • Notificação compulsória
        • Para todos os trabalhadores, mortais e informais.
      • Comunicação do Acidente de Trabalho
        • Exclusiva de trabalhadores formais.
        • Emitir no primeiro dia útil após o acidente.
        • Acidente fatal: notificação e investigação imediata.
        • Qualquer pessoa pode preencher a CAT.
        • Qualquer médico pode preencher os dados médicos da CAT.
        • Doenças degenerativas, endêmicas e que não incapacitem não serão consideradas acidente de trabalho.
    • CLASSIFICAÇÃO DE SCHILLING
      • I = o trabalho é a causa
        • Ex.: pneumoconioses, benzenismo, hidrargirismo etc.
      • II = o trabalho é um fator de risco
        • Ex.: HAS, câncer, doenças locomotoras etc.
        • Exceção: síndrome do esgotamento profissional.
      • III = o trabalho é um agravante
        • Ex.: asma, transtornos mentais etc.
    ESGOTAMENTO PROFISSIONAL (BURN-OUT)
    • GENERALIDADES
      • Prevalência de 4%, chegando a 40% em médicos.
      • Risco maior em mães solteiras e mulheres em geral.
      • Trabalho com pessoas é fator de risco.
      • Schilling II.
    • CLÍNICA
      • Exaustão emocional.
      • Despersonalização.
      • Diminuição do envolvimento.
      • Fadiga crônica, cefaleia, alterações do sono, sonolência diurna.
    • PREVENÇÃO
      • Horário rígido e estabelecido de trabalho.
      • Atividade social.
      • Atividade esportiva.
    EXPOSIÇÕES LABORAIS
    • BENZENO
      • Benzenismo.
      • Associado à indústria petrolífera e siderurgia.
      • Mielotóxico.
      • Investigação: história ocupacional + hemograma.
    • CHUMBO
      • Saturnismo.
      • Associado à indústria de tintas e baterias.
      • Dor abdominal, gota, HAS, linha gengival (linha de Burton), anemia sideroblástica.
    • MERCÚRIO
      • Hidrargirismo.
      • Associado à fabricado de termômetros e barómetros, lâmpadas e cloro-soda.
      • Síndrome nefrítica e acúmulo cerebral.
    • CROMO
      • Galvanoplastia (cromagem) e cortumes (indústria de couro).
      • Irritação e câncer de pulmão.
    • CÁDMIO 
      • Contaminação de solo e lençol freático.
      • Osteoporose com fraturas patológicas.
      • Liga com o fosfato dos ossos.
    • ARSÊNICO
      • Insípido e inodoro.
      • Queimadura.
      • Odor de alho em líquidos corporais.
      • Destruição dos órgãos internos quando consumido.
    PREVENÇÃO DE DOENÇAS 
    • HISTÓRIA NATURAL DAS DOENÇAS
      • Agente + paciente suscetível + meio ambiente.
      • Período pré patogênico
        • Não houve interação entre a pessoa e o fator causador.
        • Fatores ambientais, sociais, genética.
      • Período patogênico
        • Interação estímulo-indivíduo suscetível.
        • Alterações bioquímicas, fisiológicas, histológicas – período de incubação.
        • Rompimento do horizonte clínico.
        • Presença de sinais e sintomas.
        • Defeitos permanente / cronicidade.
      • Desenlace
        • Sequelas, defeitos permanente, cronicidade.
    • PREVENÇÃO 
      • Pré-patogênico = Primária
        • Promoção à saúde (primordial)
          • Moradia, alimentação, higiene.
        • Proteção específica
          • Vacinas, controles de vetores.
          • Uso de capacete, uso de preservativos, aconselhamento genético.
      • Patogênico = Secundária
        • Diagnóstico e tratamento precoce.
        • Exames periódicos, inquéritos, isolamento de casos.
        • Limitação da invalidez, evitar sequelas.
      • Desenlace = Terciária
        • Reabilitação, fisioterapia.
      • Evitar a iatrogenia = Quaternária
        • Medicalização.
    VIGILÂNCIA DA SAÚDE
    • CONCEITOS
      • Controlar doenças.
      • Coletar dados para ações de prevenção e controle.
      • Notificação é o principal instrumento.
    • NOTIFICAÇÃO
      • Comunicar um agravo a autoridade de saúde.
      • Qualquer cidadão pode notificar na suspeita de doença.
      • Normal (semanal) / imediata (24h).
      • Agravos nacionais e internacionais, agravos estaduais e municipais, agravos desconhecidos (vigilância epidemiológica).
    • CRITÉRIOS PARA INCLUSÃO
      • Magnitude
        • Frequência / importância,
        • Prevalência e incidência.
      • Disseminação
        • Fonte de infecção.
      • Transcendência
        • Consequências e gravidade.
      • Vulnerabilidade
        • É controlável?
      • Internacionais
        • Varíola, Influenza H5N1, Poliomielite e SARS.
      • Eventos inusitados.
        • Epidemias, novos agentes.
    • MNEMÔNICOS 
      • Internacionais / VIPS
        • Varíola, Influenza H5N1, Poliomielite e SARS.
  • Como coletar swab de nasofaringe – vídeo

    Como coletar swab de nasofaringe – vídeo

    https://www.youtube.com/watch?v=L8I7mum4eZw&hl=es&cc_lang_pref=pt&cc_load_policy=1

    Saber como coletar swab de nasofaringe em seus pacientes pode ser uma habilidade valiosa para o direcionamento diagnóstico das condições que afetam as vias aéreas superiores. Obter uma amostra adequada depende da correta aplicação de preceitos técnicos muito bem determinados. Assim como na análise do escarro, o espécime na ponta algodonada do instrumento deve seguir padrões rigorosos.

    Neste vídeo, produzido pelo New England Journal of Medicine e legendado para o português, você aprenderá todos os passos necessários para uma coleta com mínimo desconforto de mais eficácia para o corpo clínico e para o paciente, evitando assim ter de repetir o procedimento por material insuficiente ou insatisfatório.

    como coletar swab de nasofaringe

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  • Resumo: Dor Torácica

    RESUMO: DOR TORÁCICA

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    resumo dor torácica
    Fig. 1 – Classificação de Stanford e DeBakey para dissecção de aorta.

    AVALIAÇÃO INICIAL: clínica + ECG + radiograma de tórax.
    CAUSAS
    • CARDÍACAS
      • Isquêmica.
      • Dissecção de aorta.
      • Pericardite.
      • Cardiomiopatia.
      • Valvopatias.
    • NÃO CARDÍACAS
      • Pleuropulmonar.
      • Gastrintestinal.
      • Músculo-esquelética.
      • Herpes-zóster.
      • Psicogênica.
    ANGINA
    • DEFINIÇÃO 
      • Dor ou desconforto retroesternal.
      • Piora com estresse ou exercício.
      • Alívio com repouso ou nitrato.
    DISSECÇÃO AÓRTICA
    • QUADRO CLÍNICO
      • Dor torácica intensa e súbita.
        • Aorta ascendente
          • IAM.
          • Insuficiência aórtica.
          • Tamponamento cardíaco.
        • Arco aórtico
          • Subclávia: diferença de PA entre membros.
          • Carótida: sincope / AVEi.
        • Aorta descendente
          • Hemotórax.
          • Isquemia mesentérica.
          • Isquemia renal.
    • DIAGNÓSTICO 
      • Estável
        • RNM de tórax.
      • Instável
        • Ecocardiograma transesofágico.
      • Se indisponíveis ou contraindicados
        • Angiotomografia de tórax.
    • CLASSIFICAÇÃO
      • De Bakey
        • Aorta toda = 1
        • Aorta ascendente = 2
        • Aorta descendente = 3
      • Stanford
        • Se pegar aorta ascendente = A
        • Se não pegar = B
    • TRATAMENTO
      • Clínico
        • Betabloqueador: esmolol, propranolol, metoprolol.
        • Nitroprussiato de sódio.
        • Labetalol: bloqueio alfa e beta.
        • Alvos: PAS = 100-110 mmHg / FC < 60 bpm.
      • Cirúrgico
        • Tipo A
          • Cirurgia sempre.
        • Tipo B
          • Cirurgia apenas em casos complicados.
    PERICARDITE
    • DEFINIÇÃO
      • Inflamação do pericárdio.
      • Viral ou idiopática.
    • CLÍNICA E COMPLEMENTARES
      • Dor pleuritica, postural-dependente: melhora sentado inclinado pra frente.
      • Som áspero, sistólico e diastólico: atrito pericárdico.
      • ECG com supradesnivelamento ST côncavo em todas as derivações.
      • Infradesnivelamento de PR: mais específico.
      • Radiografia: aumento da área cardíaca, coração em moringa.
      • Ecocardiograma: derrame pericárdico.
    • TIPOS
      • Aguda
        • Idiopática / Vírus (Coxsackie B).
        • Dor contínua, pleurítica, piora deitado, melhora sentado.
        • Atrito pericárdico sistodiastólico.
      • Subaguda
        • Hipotireoidismo.
        • Derrame grande e assintomático.
      • Constrictiva
        • Tuberculose.
        • Turgescia jugular, sinal de Kussmaul, hepatomegalia.
        • Síndrome de restrição diastólica.
    • TRATAMENTO
      • AINE.
      • Colchicina: evitar recorrência.
      • Corticoide em refratários.
      • Pericardiectomia em caso de constritiva.
    ESPASMO ESOFAGIANO DIFUSO
    • DEFINIÇÃO
      • Intensas contrações esofágicas.
      • Difusas e ineficazes.
    • CLÍNICA
      • Cólica esofágica / angina esofágica.
      • Disfagia.
    • DIAGNÓSTICO 
      • Esofagografia baritada: esôfago em saca rolhas.
      • Esofagomanometria com teste provocativo com edrofônio.
    • TRATAMENTO
      • Nitrato ou antagonistas do cálcio.
      • Antidepressivos, sildenafil, Botox® (toxina botulínica).
      • Refratário: esofagomiotomia longitudinal.
    DOENÇA ARTERIAL CORONARIANA
    • GENERALIDADES
      • Angina estável: isquemia crônica.
      • Angina instável / IAM: síndrome coronariana aguda.
      • Prinzmetal: homem, vasoespasmo, supra ST transitório.
      • Microvascular (Síndrome X): mulheres, disfunção distal e endotelial.
      • Silenciosa / atípica: idoso, DM, renal crônico, transplantado.
    • ISQUEMIA CRÔNICA
      • Abordagem
        • PADRÃO-OURO: Coronariografia (CAT)
          • Causa indefinida.
          • Angina limitante e refratária.
          • Alto risco com outros testes: isquemia com baixa carga, múltiplos défices de perfusão.
        • ECG de repouso: inversão de ST / infradesnivelamento de segmento ST.
        • Teste ergométrico
          • Teste positivo: infra ST > 1 mm.
          • Infra retificado ou descendente.
          • Limitações: condicionamento físico, artrose, paraplegia.
        • Perfusão por radionuclídeos (PET e cintilografia)
          • Teste positivo: defeito na perfusão durante esforço.
          • Vantagens: localiza melhor a lesão, avalia viabilidade miocárdica
        • Testes anatômicos
          • AngioTC de coronárias
            • VPN elevado.
          • AngioRNM de coronárias.
      • Conduta
        • Terapia anti-isquêmica
          • Betabloqueador (ou antagonista dos canais de cálcio).
          • iECA (se HAS, DM, IC ou DRC).
          • Nitratos sintomáticos.
        • Terapia antitrombótica
          • AAS (ou clopidogrel).
          • Estatina (independente do LDL).
        • Outras
          • Ivabradina.
          • Trimetazidina.
          • Ranolazina.
        • Refratários
          • CAT: intervenção por cirurgia ou angioplastia?
          • Cirurgia: tronco da ACE, DA proximal, trivascular, pacientes diabéticos, disfunção do VE.
    SÍNDROME CORONARIANA AGUDA
    • GENERALIDADES
      • Placa instável
      • Suboclusão: sem supra ST.
        • Angina instável.
        • IAM subendocárdico.
      • Oclusão total: com supra ST.
        • IAM transmural.
    • ABORDAGEM
      • Clínica.
      • ECG realizado e interpretado em 10 minutos.
      • Marcador de necrose miocárdica: troponina 0-3h (0-1h).
    • CONDUTA GERAL
      • Terapia anti-isquêmica
        • Betabloqueador (preferência VO).
        • iECA (aguardar estabilidade).
        • Morfina, O2, nitrato.
      • Terapia antitrombótica
        • AAS + clopidogrel / ticagrelor (Brilinta®).
        • Estatina (atorvastatina).
        • Heparina.
      • Situações especiais
        • Uso de sildenafil nas últimas 24h: não fazer nitrato.
        • Intoxicação por cocaína: não fazer betabloqueador.
        • IAM de VD: não fazer morfina, nitrato ou betabloqueador.
    • TERAPIA ESPECÍFICA
      • SEM SUPRA ST
        • Alto risco
          • Conduta invasiva: internar em UCTI, cateterismo cardíaco (2-72h).
        • Não alto risco
          • Conduta conservadora: otimizar medicação e avaliar evolução (dor/ECG/marcador) + teste pré-alta.
        • Estratificação
          • Muito alto
            • Fatores: angina refratária, recorrente ou em repouso, instabilidade hemodinâmica ou IC aguda, TV sustentada ou FV.
            • CONDUTA: invasiva imediata até 2h.
          • Alto
            • Fatores: GRACE > 140, alteração da troponina, alterações ST e T.
            • CONDUTA: invasiva precoce até 24h.
          • Moderado
            • Fatores: TIMI > 2, diabetes, renal crônico, FE < 40%, revascularização prévia.
            • CONDUTA: invasiva retardada até 72h.
      • COM SUPRA ST
        • Terapia padrão: MONABC.
        • Reperfusão imediata
          • Sintoma compatível.
          • Tempo de até 12h.
          • Supra ST em duas derivações consecutivas ou BRE novo.
        • Trombolítico
          • Indicação: tempo > 90-120 minutos para angioplastia ou pra encaminhar.
            • Fazer em até 30 minutos.
            • Estreptoquinase, tPA, rPA, TNK.
            • Senão reperfundir, encaminhar para angioplastia.
            • Contraindicações
              • PA < 185 x 100 mmHg.
            • Sangramento ativo ou risco para SNC (AVEh, AVEi ou TCE < 3 meses, tumor).
          • Critérios de reperfusão
            • Melhora da dor.
            • Redução de 50% do supra ST.
            • Arritmias de reperfusão.
        • Angioplastia
          • Indicações: tempo < 90-120 minutos para a realização, contraindicações ao trombolítico, choque, dúvida diagnóstica.
    • COMPLICAÇÕES
      • Arritmia
        • FV é a principal causa da óbito.
        • CDI se: PCR, TV sustentada, FE < 30%.
      • Hemodinâmica
        • Abordagem do choque cardiogênico.
        • Atentar se for IAM de VD: não usar morfina, nitrato e betabloqueador.
      • Mecânica
        • Sopro novo: insuficiência mitral, CIV.
        • CIV: sopro suave, fino, borda esternal esquerda.
      • Dolorosa
        • Angina: alto risco, CAT imediato.
        • Pericardite aguda por contiguidade ou Síndrome de Dressler (imune-mediada).
  • Como colocar um dreno de tórax – vídeo

    como pegar acesso venoso periféricoComo colocar dreno de tórax – vídeo

    https://www.youtube.com/watch?v=RLC6mnyPwpI&hl=es&cc_lang_pref=pt&cc_load_policy=1

    O dreno de tórax é uma ferramenta fundamental para o atendimento em Urgência e Emergência, já que permite o acesso à cavidade pleural para a drenagem de líquidos de variadas densidades. Sua correta colocação depende de técnica e de treino.

    Com este vídeo, produzido pelo New England Journal of Medicine e legendado para o português, você aprenderá todos os passos para a decisão de colocação do aparato e também todas as informações pertinentes à sua indicação, retirada e cuidado.

    Por ser frequentemente requisitada em provas práticas de Residência Médica, principalmente nas faculdades paulistas, decidimos oferecer esse conteúdo a nossos visitantes.

    Não se esqueça de ativar as legendas no canto inferior direito do vídeo caso elas não apareçam automaticamente ao apertar o botão de início.

    dreno de tórax

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  • Resumo: Epilepsia

    RESUMO: EPILEPSIA

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     resumo epilepsia

    NEUROCISTICERCOSE
    • DEFINIÇÃO
      • Cisticerco = forma larvária da tênia solium.
      • Somente ocorre com Taenia solium.
      • Ingestão do ovo da tênia, proveniente de fonte infectada (água, vegetais).
    • CLÍNICA 
      • Manifestação + comum = crises epilépticas.
      • Extremamente variada (depende da topografia da lesão).
      • Comportamento de processo expansivo.
      • Sempre será uma hipótese quando houver epilepsia e alguma lesão focal, ou outros dados sugestivos, EM QUALQUER IDADE.
    • DIAGNÓSTICO
      • Clínica.
      • Exames de imagem
        • TC de crânio: lesões ativas ou calcificadas (cicatrizes).
        • RNM em T1 para ver atividade dos cistos.
      • Líquor: eosinofilia.
      • Testes imunológicos (p.e. ELISA).
    • TRATAMENTO
      • Albendazol (mínimo: 8 dias).
      • Praziquantel.
      • Pode associar ou não corticoide (edema).
    EPILEPSIA
    • DEFINIÇÃO
      • Crises epilépticas de repetição.
      • Crise epiléptica = descargas elétricas cerebrais anormais e excessivas.
      • Sem relação com alterações eletrolíticas, drogas, encefalite etc.
    • ETIOLOGIA
      • Distribuição bimodal (crianças e idosos).
      • Neonatal
        • Causas metabólicas secundárias: hidroeletrolítica, hipoglicemia.
        • Anóxia periparto.
        • Doenças congênitas: infecções, síndromes.
      • 3 meses a 5 anos
        • Convulsão febril.
      • 5 a 12 anos
        • Causas genéticas.
      • Adulto
        • TCE.
        • Neurocisticercose.
        • Uso de medicamentos e drogas.
      • Idoso
        • AVEi.
    • CLASSIFICAÇÃO 
      • Parcial ou focal (limitado a um hemisfério)
        • Simples
          • Sem perda de consciência.
        • Complexa
          • Com perda da consciência.
        • Generalização secundária.
      • Generalizada (acomete os dois hemisférios)
        • Ausência.
        • Mioclônica.
        • Tônico-clônica.
        • Atônica.
    • EXEMPLOS IMPORTANTES
      • Epilepsia do lobo temporal (esclerose hipocampal)
        • Crises parciais complexas comportamentais (agressividade, sexualidade, “desligado”)
        • Síndrome epiléptica mais comum no adulto.
        • Esclerose mesial temporal.
      • Ausência típica
        • Também conhecida como ausência infantil ou “pequeno mal”.
        • Pode ser deflagrada por hiperventilação.
        • Ponta-onda 3 ciclos por segundo.
      • Atônica
        • Drop attack.
        • Comum em crianças.
        • Pode ser deflagrada por susto e emoção.
      • Mioclônica
        • Pode manter a consciência.
        • Estímulo / sem estímulo.
      • Pseudocrise
        • Síndrome conversiva.
        • Sem perda de consciência.
        • Observar comportamento.
    • DIAGNÓSTICO 
      • Anamnese.
      • EEG
        • Complexo ponta-onda.
      • RNM / TC de crânio
        • Maior de 18 anos.
        • Suspeição clínica de causa secundária.
    • TRATAMENTO
      • Manutenção
        • Super Trunfo
          • Valproato.
        • Focal / Tônico-clônico generalizada
          • Carbamazepina.
          • Fenitoína.
          • Lamotrigina.
        • Mioclônica
          • Lamotrigina.
        • Ausência
          • Etossuximida.
    ESTADO DE MAL EPILÉPTICO (status epilepticus)
    • DEFINIÇÃO 
      • Crises continuas ou repetitivas sem melhora da consciência.
      • Duração: 15 a 30 minutos, no mínimo.
    • TIPOS
      • Status epilepticus convulsivo (tônico-clônico).
      • Status epilepticus não convulsivo (ausência, focal, confusão mental).
    • TRATAMENTO
      • Suporte e medidas gerais da atenção.
      • Glicose 50% + Tiamina IV.
      • Diazepam IV (10 mg) ou retal.
        • Se não melhorar, repetir a dose.
        • Se não melhorar, Hidantal® (fenitoína) IV 10 mg/kg.
        • Se não melhorar, repetir Hidantal® IV 20 mg/kg.
        • Se não melhorar, fenobarbital IV (20 mg/kg).
        • Se não melhorar, fenobarbital IV (10 mg/kg).
        • Se nada resolver, anestesia com midazolam, propofol ou pentobarbital + IOT.
  • Como fazer a higiene das mãos corretamente – vídeo

    como pegar acesso venoso periféricoComo fazer corretamente a higiene das mãos – vídeo

    https://www.youtube.com/watch?v=lhAyOcgO-AU&hl=es&cc_lang_pref=pt&cc_load_policy=1

    A higiene das mãos é a técnica mais fundamental dentre todas as habilidades dos profissionais de saúde. Porém, embora seja básica, não é nada simples! Pelo contrário: por ser a pedra angular que sustenta toda a variedade de procedimentos realizados por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, a higiene das mãos deve ser realizada de maneira sistemática e criteriosa em todo serviço de saúde.

    Com este vídeo, produzido pelo New England Journal of Medicine e legendado para o português, você dominará todos os conceitos para exercer a correta higiene das mãos e assim prezar pela sua biossegurança e a de seus pacientes. Lembre-se: se o básico não for bem feito, o complexo nunca será bem feito.

    O vídeo contemplas as técnicas de lavagem das mãos, que envolve água e sabão, e a higiene das mãos com gel a base de álcool a 70%. Cada uma delas é executada de uma maneira com particularidades específicas e que devem ser sempre levadas em conta. O vídeo também introduz o conceito de espaço do paciente e quando se deve higienizar as mãos.

    Todos os outros procedimentos citados nesta área do site exigem o conhecimento dessa técnica, que é a PRINCIPAL INTERVENÇÃO PARA EVITAR INFECÇÕES HOSPITALARES E INFECÇÕES CRUZADAS.

    higiene das mãos

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  • Como pegar acesso venoso periférico – vídeo

    como pegar acesso venoso periféricoComo pegar acesso venoso periférico – vídeo

    https://www.youtube.com/watch?v=yQQG0oTbA5E&hl=es&cc_lang_pref=pt&cc_load_policy=1

    Saber como pegar acesso venoso periférico é provavelmente a habilidade mais essencial na assistência em urgência e emergência. Através de acessos venosos periféricos, é possível administrar grandes quantidade de volume em pouca quantidade de tempo e toda uma gama de medicações endovenosas. Os cuidados com o acesso venoso periférico devem ser conhecidos e praticados por todos os profissionais de saúde, sejam médicos, enfermeiros ou técnicos de enfermagem.

    Com este vídeo, produzido pelo New England Journal of Medicine e legendado para o português, você dominará toda a técnica envolvida na instalação de um cateter venoso periférico, além de todo o manejo após o procedimento. O vídeo contempla indicações, contraindicações, a técnica e os cuidados pós-procedimento.

    como pegar acesso venoso periférico

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  • Prova para Download Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) 2018

    Prova para Download Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) 2018

    Acesso Direto

    einstein1-400

    Prova e gabarito para download do processo seletivo para médicos residentes (acesso direto) do Hospital Israelita Albert Einstein de 2018.

     

    PROVA  DE RESIDÊNCIA HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN 2018

    GABARITO PROVA HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN 2018

  • Como fazer o exame físico do cerebelo – vídeo

    Como fazer o exame físico do cerebelo – vídeo

    https://www.youtube.com/watch?v=BvNWbamedd0

    O cerebelo é um órgão frequentemente esquecido durante o exame físico. Dominar a técnica de como fazer o exame físico do cerebelo é essencial para detectar suas alterações funcionais e até mesmo determinar a topografia das lesões.

    Neste vídeo, produzido pelo Stanford Medicine 25 e legendado para o português, você aprenderá uma abordagem sistemática a esse importante componente do neuroeixo, além de testes específicos para funções cerebelares.

    Um suplemento escrito a este vídeo pode ser encontrado aqui (em inglês).

    exame do cerebeloFig 1. – Anatomia do Cerebelo.

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  • Resumo: Obstrução Intestinal

    RESUMO: OBSTRUÇÃO INTESTINAL

    Para baixar o resumo completo em .pdf, clique aqui.

    PARADA NA ELIMINAÇÃO DE FEZES E GASES + DISTENSÃO + DOR

    resumo obstrução intestinalObstrução intestinal por íleo biliar. “Sinal da pilha de moedas”.
    • FISIOPATOLOGIA E CLÍNICA
      • Parada da eliminação de fezes e gases (obstrução direta).
      • Obstrução aguda gera peristalse de luta => timbre metálico.
      • Dor em cólica pela peristalse aumentada.
      • Distensão por acúmulo a montante.
      • Se a obstrução for alta: vômito precoce.
      • Se baixa: isquemia / necrose / perfuração.
      • Se oclusão parcial: diarreia paradoxal.
    • OBSTRUÇÃO FUNCIONAL
      • Comprometimento da função motora.
      • CAUSAS
        • Íleo paralítico
          • Pós-operatório (íleo fisiológico) / drogas / distúrbios eletrolíticos (hipocalemia).
          • Tratamento: suporte (hidratação, SNG, eletrólitos).
        • Síndrome de Ogilvie (pseudo-obstrução colônica aguda)
          • Apenas cólon acometido.
          • Pacientes graves (sepse, IAM, trauma).
          • Tratamento: suporte + Prostigmine® (neostigmina) + avaliar colonoscopia descompressiva.
    • OBSTRUÇÃO MECÂNICA 
      • Barreira física.
      • LOCAIS
        • Delgado
          • Aderência (bridas): abordagens abdominais, hérnia, câncer, íleo biliar.
        • Cólon
          • Câncer, volvo (torção), divertículo.
          • Volvo de sigmoide: obstrução em alça fechada (dois pontos simultaneamente).
        • Infância
          • Intussuscepção, Ascaris lumbricoides, bezoar, hérnia.
      • INVESTIGAÇÃO 
        • Toque retal
          • Fezes, massa e fecaloma.
        • Radiografia
          • Rotina de abdômen agudo = incidência de tórax + abdômen (ortostase e decúbito).
            • Delgado: distensão central, pregas coniventes, aspecto de pilha de moedas.
            • Cólon: distensão periférica, haustrações colônicas.
            • Volvo de sigmoide: sinal do grão de café, sinal do U invertido, sinal do bico de pássaro (enema baritado).
      • TRATAMENTO
        • Suporte clínico: SNG, correção de distúrbio eletrolítico etc.
        • Observar obstrução parcial.
        • Avaliar cirurgia de imediato: estrangulamento, obstrução total etc.
        • Caso especial: volvo de sigmoide.
          • Não complicado
            • Descompressão endoscópica.
            • Evitar recidiva: sigmoidectomia.
          • Complicado (estrangulamento)
            • Cirurgia imediata (sigmoidectomia a Hartmann).
    ÍLEO BILIAR 
    • FISIOPATOLOGIA
      • Colecistite aguda => fístula intestinal com passagem do cálculo => impacto ileocecal.
    • CLÍNICA 
      • Tríade de Rigler: pneumobilia + distensão de delgado + cálculo ectópico.
      • Síndrome de Bouveret: impacto em duodeno / piloro.
    INTUSSUSCEPÇÃO INTESTINAL
    • Entre 3 meses e 6 anos de vida = CRIANÇAS.
    • Mais comum nos dois primeiros anos.
    • FISIOPATOLOGIA
      • Invaginação de uma alça intestinal.
      • Idiopática.
      • Eliminação de muco e sangue por descamação isquêmica da mucosa.
    • CLÍNICA 
      • Dor abdominal.
      • Fezes em geleia de framboesa.
      • Massa palpável em forma de salsicha.
      • Mais comum: válvula ileocecal.
    • DIAGNÓSTICO
      • Clínica.
      • Radiografia / USG / enema.
    • TRATAMENTO
      • Enema (mecânico).
      • Cirurgia.