Autor: Daniel Modolo

  • Como reverter uma taquicardia supraventricular – vídeo

    Como reverter uma taquicardia supraventricular – vídeo

    https://www.youtube.com/watch?v=_mN0bS4DtB4&hl=es&cc_lang_pref=pt&cc_load_policy=1

    Taquicardia supreventricular paroxística é uma alteração frequentemente encontrada em pacientes na emergência.

    Se o paciente estiver estável hemodinamicamente, é possível fazer a reversão sem o uso de drogas.

    Uma das manobras vagais para a reversão não farmacológica do quadro é a Manobra de Valsava Modificada.

    A eficácia dessa manobra foi demonstrada em um arquivo do publicado no Lancet em 2015, o REVERT Trial.

    Neste vídeo, uma médica brasileira demonstra a técnica com perfeição.

    Apesar de estar em português, o vídeo foi legendado para melhor compreensão da técnica. As legendas podem ser ativadas no canto inferior direito do vídeo.

    taquicardia supraventricular

    Não é inscrito no canal Medicina Traduzida? Inscreva-se!

     

  • Resumo: Parto

    Parto

    Para baixar o resumo completo em .pdf, clique aqui.

    parto

    ESTÁTICA FETAL
    • ATITUDE
      • Relação de partes fetais entre si.
      • Ovóide fetal.
    • SITUAÇÃO
      • Maior eixo fetal com maior eixo uterino.
      • Longitudinal ou transversa ou oblíqua.
      • Transversa é indicação absoluta de cesárea.
      • Transversa ocorre por placenta prévia, mioma no segmento.
    • POSIÇÃO
      • Posição do dorso fetal com o abdômen da mãe.
      • Direita, esquerda, posterior e anterior.
    • APRESENTAÇÃO
      • Qual polo se apresenta para a pelve.
      • Cefálica, pélvica e córmica.
    • FLEXÃO VS. DEFLEXÃO
      • Fletida ou occipital
        • Referência é o lâmbda.
        • Mais favorável para o parto.
        • Menor diâmetro: suboccipitobregmático.
      • Defletida 1º grau ou bregma
        • Referência é o bregma.
      • Defletida 2º grau ou fronte
        • Referência é a glabela.
        • Indicação absoluta de cesárea.
      • Defletida 3º grau ou face
        • Referência é o mento.
        • Mento-posterior é impossível de nascer.
    • SINCLITISMO E ASSINCLITISMO
      • Sinclitismo
        • Sem inclinação lateral.
      • Assinclitismo
        • Posterior: sagital próxima do pube.
        • Anterior: sagital próxima ao sacro.
    • VARIEDADE DE POSIÇÃO
      • Cefálica: referência é o lâmbda.
      • Pélvica: referência é o sacro.
        • Completa e incompleta.
      • Córmica: referência é o acrômio.
    • MANOBRAS DE LEOPOLD-ZWEIFEL
      • Primeiro tempo
        • Determina a SITUAÇÃO.
        • Duas mãos no fundo do útero, descendo para encontrar o polo que está lá.
        • Determinar se há polo no fundo do útero: se houver, situação é LONGITUDINAL.
      • Segundo tempo
        • Determina a POSIÇÃO.
        • Encontrar pequenas partes e grande parte fetais.
      • Terceiro tempo
        • Determina a APRESENTAÇÃO.
        • Pinçar o polo inferior e determinar o que se insinua na pelve, além de sua mobilidade.
      • Quarto tempo
        • Determina a INSINUAÇÃO / ALTURA.
        • Se os dedos entram na pelve, não houve insinuação.
    • BACIAS
      • Ginecoide
        • Forma arredondada.
        • Mais favorável e mais comum.
      • Androide
        • Forma de coração / triangular.
        • Mais associada a distócias.
      • Platipeloide
        • Mais rara.
      • Antropoide
        • Maior diâmetro é o anteroposterior.
        • Bacia “anteroposterioide”.
    • TRAJETO
      • Estreito superior
        • Conjugata obstétrica: da face interna da sínfise púbica até o promontório.
        • Conjugata diagonalis: da borda inferior da sínfise púbica até o promontório.
      • Estreito médio
        • Espinhas isquiáticas: lateralmente no toque vaginal.
        • Menor diâmetro / mede 10 cm.
    DINÂMICA DO PARTO
    • TEMPOS
      • Tempos principais
        • Insinuação.
        • Descida.
        • Desprendimento.
        • Restituição.
      • Tempos acessórios
        • Flexão.
        • Rotação interna.
        • Deflexão.
        • Desprendimento dos ombros.
    RUPTURA PREMATURA DE MEMBRANAS OVULARES
    • DEFINIÇÃO
      • Ruptura da bolsa amniótica fora do trabalho de parto.
      • Não depende da idade gestacional.
    • DIAGNÓSTICO
      • Padrão-ouro: exame especular.
      • Teste da Nitrazina (fita de pH).
      • Teste da cristalização: na RPMO ocorre cristalização.
      • AmniSure®: pesquisa de alfamicroglobulina placentária.
    • CONDUTA
      • Buscar evidências de corioamnionite: sempre parto.
        • Febre, leucocitose, taquicardia, útero doloroso, liquido fétido.
      • Sem infecção ou sofrimento fetal agudo
        • 24-32/34 semanas
          • Betametasona 12 mg IM, duas doses.
          • Antibiótico: Ampicilina 2 g IV 6/6h + Azitromicina 1 g VO.
        • > 32/34 semanas
          • Conduzir o parto, pois há há maturidade pulmonar.
          • Avaliar maturidade pulmonar em caso de dúvida: fosfatidilglicerol ou relação lecitina/esfingomielina.
    INDUÇÃO DE PARTO
    • OCITOCINA
      • Ideal para BISHOP > 9.
      • BISHOP: altura da apresentação + colo (dilatação, apagamento, consistência e posição).
    • MISOPROSTOL
      • Ideal para BISHOP desfavorável.
      • Não usar misoprostol se houver cicatriz uterina (qualquer).
    • KRAUSE
      • Preparo o colo com sonda Foley.
    TRABALHO DE PARTO PREMATURO
    • FATORES DE RISCO
      • História de prematuridade.
      • Fatores cervicais: incompetência, cicatriz, conização, colo curto.
      • Anemia.
      • Desnutrição.
      • Polidramnia, gemelaridade e macrossomia.
      • ITU.
      • Vaginose.
    • PREDIÇÃO
      • Fibronectina fetal na vagina: se normal, liberar.
      • USG (18 e 24 semanas) com colo < 25 mm: mulheres de alto risco.
    • CONDUTA
      • Neuroproteção com sulfato de magnésio para TODOS < 32 semanas.
      • 24-34 semanas
        • Corticoide: betametasona.
        • Tocólise: não fazer se sofrimento fetal agudo ou corioamnionite.
          • Indometacina: contraindicado > 32 semanas (fechamento precoce do ducto arterioso).
          • Nifedipino: causa hipotensão e evitar em ICC.
          • Beta-agonista: evitar em EAP, diabetes.
          • Atosiban: antagonista específico da ocitocina, sem contraindicações.
      • > 34 semanas
        • Conduzir o parto.
    CESARIANA
    • INDICAÇÕES ABSOLUTAS
      • Placenta prévia total.
      • Desproporção céfalo-pélvica absoluta.
      • Herpes genital ativo.
      • Apresentação córmica e defletida de segundo grau.
      • Cesárea clássica => corporal.
      • Condiloma com obstrução do canal de parto.
    ASSISTÊNCIA AO TRABALHO DE PARTO
    • PARTOGRAMA
      • Anormal
        • Fase ativa prolongada
          • Dilatação menor de 1 cm/h.
          • Discinesia uterina?
          • Cruza a linha de alerta.
        • Parada secundária da dilatação
          • Dilatação mantida em 2 horas.
          • Desproporção céfalo-pélvica?
          • Observar metrossístoles: definir ocitocina (se pouca) ou cesárea (se eficazes).
        • Parada secundária da descida
          • Expulsivo: altura mantida por uma hora.
          • Desproporção céfalo-pélvica?
        • Período pélvico prolongado
          • Expulsivo: descida é lenta, mas não parou.
        • Taquitócito
          • Resolução do trabalho de parto em até 4 horas.
          • Causas: iatrogenia (ocitocina) ou grandes multíparas.
    • FASES CLÍNICAS
      • Primeiro: Dilatação
        • Definição
          • Inicia com o trabalho de parto e termina com dilatação total.
          • Colo aumenta 2-3 cm com dilatação progressiva.
          • Contrações 2-3 em 10 minutos, rítmicas e regulares.
          • Saída de tampão mucoso não é trabalho de parto.
        • Conduta
          • Dieta: líquidos claros (água, chás).
          • Evitar decúbito dorsal / deambulação livre.
          • Decúbito lateral esquerdo.
          • Tricotomia: não fazer de rotina ou na hora da incisão.
          • Amniotomia: não romper bolsa de rotina.
          • Toques: tocar de 2/2h.
          • Ausculta: antes, durante e após a contração de 30/30 minutos (baixo risco) ou 15/15 minutos (alto risco).
      • Segundo: Expulsivo
        • Definição
          • Tempo decorrido após a dilatação total.
          • Anormal: > 1h em multíparas ou > 2h em primíparas.
        • Conduta
          • Proteção do períneo: manobra de Ritgen modificada.
          • Episiotomia: feto grande, parto a fórcipe.
            • Mediana (perineotomia): menos lesão muscular, menos sangramento, menos dispareunia. Mais lesão de esfíncter, requer corpo perineal favorável.
            • Médio-lateral: menos risco de rotura de terceiro e quarto graus. Boa para corpo perineal desfavorável.
      • Terceiro: Secundamento ou Dequitação
        • Definição
          • Saída da placenta.
        • Mecanismos
          • Schultze: face fetal / brilhosa / mais comum.
          • Duncan: face materna.
        • Conduta
          • 10 U Ocitocina IM após a expulsão fetal.
          • Tração controlada do cordão umbilical.
          • Manobra de Fabre.
          • Pressão suprapúbica.
          • Manobra de Jacob-Dublin: rotação da placenta.
      • Quarto período 
        • Definição
          • Primeira hora após o Secundamento.
          • Hemostasia: miotamponagem + trombotamponagem.
        • Risco de hemorragia
          • Tônus: hipotonia uterina.
          • Trauma: lacerações.
          • Tecido: restos placentários.
          • Trombo: consumo de fatores de coagulação, coagulopatias.
    • COMPLICAÇÕES NO PARTO PÉLVICO
      • Desprendimento in situ
        • Retirada dos braços um a um, acompanhando movimentos fisiológicos.
      • Manobra de Bracht
        • Virar a criança sobre a pelve da mãe.
      • Manobra de Rojas
        • Rotação da criança 180º.
      • Manobra de Liverpool
      • Fórcipe de Piper
  • Resumo: Acidentes com animais peçonhentos

    ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS

    Para baixar o resumo completo em .pdf, clique aqui.

    animais peçonhentos
    Fig. 1 – Cobra jararaca.

    Animal peçonhento = inocula seu veneno na vítima.
    Animal venenoso = não inocula seu veneno na vítima.
    OFIDISMO
    PERFIL DA VÍTIMA
    • Meio rural.
    • Homem 15-49 anos.
    • Membro inferior.
    ESPÉCIES DE COBRAS
    • Jararaca (gênero Bothrops)
      • Generalidades
        • Acidente ofídico mais comum no Brasil.
        • Acidente botrópico.
      • Veneno
        • Proteolítico: necrose, edema e bolhas no local de inoculação.
        • Coagulante: CIVD, aumento do tempo de coagulação (consumo de fatores).
        • Hemorrágico.
    • Surucucu (gênero Lachesis)
      • Generalidades
        • Acidente laquético.
        • Veneno semelhante ao da jararaca.
        • Diferenças: somente existe em áreas florestais
      • Veneno
        • Proteolítico: necrose, edema e bolhas no local de inoculação.
        • Coagulante: CIVD, aumento do tempo de coagulação (consumo de fatores).
        • Hemorrágico.
        • Parassimpático: bradicardia, diarreia, hipotensão.
    • Cascavel (gênero Crotalus)
      • Generalidades
        • Acidente crotálico.
        • Acidente mais fatal no Brasil.
        • Rabo demarca território, não indica iminência de ataque.
      • Veneno
        • Neurotóxico: dificuldade em liberar acetilcolina na junção neuromuscular – fraqueza muscular não generalizada, fáscies miastênica.
        • Miotóxico: rabdomiólise e insuficiência renal aguda.
    • Coral (família Elapidae)
      • Gênero
        • Acidente elapídico.
        • Acidente mais raro no Brasil.
        • Veneno parecido com o crotálico.
      • Veneno
        • Baixo peso molecular.
        • Ação neurotóxica mais intensa: sempre grave! Dificuldade ventilatória!
        • Sem ação miotóxica.
    IDENTIFICAR A COBRA
    • Peçonhenta ou não peçonhenta?
      • Peçonhenta
        • Fosseta loreal.
        • Presas avantajadas (dentes inoculadores)
      • Cobra coral (exceção)
        • Ausência de fosseta.
        • Presas discretas.
    • Diferenciando pela anatomia
      • Com fosseta loreal
        • Cauda lisa: jararaca.
        • Chocalho: cascavel.
        • Escamas: surucucu.
      • Sem fosseta loreal
        • Lembrar da exceção: cobra coral.
    • Diferenciando pela clínica
      • Necrosante: ação local e proteolítica
        • Acidente botrópico: mais comum.
        • Acidente laquético: ação parassimpática, área florestal.
      • Neurotóxico: fáscies miastênica.
        • Elapídico: mais raro.
        • Crotálico: miotoxicidade intensa com insuficiência renal.
    PREVENÇÃO E TRATAMENTO DO ACIDENTE
    • Como prevenir
      • Uso de luvas e botas grossas.
      • Eliminar roedores (presas preferenciais).
      • Evitar matas e entulhos.
      • “Não colocar a mão em buracos escuros à noite”.
      • Estimular predador natural da cobra (gambá).
    • Combater mitos / O que não fazer 
      • Torniquete.
      • Bebida alcoólica,
      • Amputação,
    • Tratamento
      • Medidas gerais
        • Cuidados locais: repouso e limpeza da região.
        • Profilaxia antitetânica.
        • Notificação compulsória do acidente.
      • Medidas específicas
        • Soroterapia específica está sempre indicada.
        • Via intravenosa.
        • Dose varia com a gravidade do paciente.
      • Casos especiais
        • Acidente botrópico: desbridamento das áreas de necrose, fasciotomia em caso de síndrome compartimental.
        • Acidente crotálico: prevenção da IRA por rabdomiólise (hidratação venosa + manitol + bicarbonato).
        • Acidente elapídico: reverter ação neurotóxica com neostigmina/fisiostigmina.
    ARANEÍSMO
    MECANISMO DE AÇÃO DO VENENO
    • Ativa canais de sódio (contrário do anestésico local).
    • Sensitivas: dor.
    • Autônomas: simpático / parassimpático (um prevalece).
    • Motoras: contraturas.
    TIPOS DE ARANHAS
    • Armadeira (gênero Phoneutria)
      • Generalidades
        • Prevalência maior no Sudeste.
        • Errantes: não cria teia e nem estabelece território.
        • Naturalmente agressiva.
      • Clínica
        • Sinais locais leves.
        • Sinais sistêmicos precoces.
    • Viúva negra (gênero Latrodectus)
      • Generalidades
        • Prevalência maior no Nordeste.
        • Também conhecida como “flamenguinha”.
      • Clínica
        • Contraturas e flexões.
        • Abdômen agudo.
        • Fáscies latrodectísmica.
    • Aranha-marrom (gênero Loxosceles)
      • Generalidades
        • Prevalência maior na região Sul (Paraná e Santa Catarina).
        • Espécie principal: Loxosceles intermedia – mais comum é mais grave.
        • Sexo feminino (16-46 anos), coxa (20%) e tronco (15%).
        • Se escondem na roupa do paciente.
      • Clínica
        • Cutânea (99%)
          • Lesão característica: placa marmórea,
          • Base eritematosa + isquemia + áreas violáceas.
          • Evolução: necrose e úlcera de difícil cicatrização.
        • Cutâneo-visceral (1%)
          • Hemólise + insuficiência renal + CIVD.
          • Lesa hemácia e endotélio.
    PREVENÇÃO E TRATAMENTO DO ACIDENTE
    • Como prevenir
      • Checar roupas e sapatos antes de vestir.
      • Eliminação de pragas como baratas e insetos.
      • Predadores: macaco, aranha e lagartixa.
    • Tratamento
      • Soro antiaracnídeo: somente em casos graves e comprometimento sistêmico.
      • Se não houver soro antiaracnídeo, fazer soro antiescorpiônico.
    • Casos especiais
      • Acidente por Latrodectus
        • Único intramuscular.
        • Benodiazepínico.
        • Gluconato de cálcio.
      • Acidente por Loxosceles
        • Leve: sem tratamento específico, acompanhamento diário por 72h.
        • Moderado: lesão < 3 cm, soro + prednisona por 5 dias, retorno diário por 5 dias.
        • Grave: lesão > 3 cm ou hemólise, soro + prednisona por 7-10 dias, encaminhar a centro de envenenamento.
    ESCORPIONISMO
    • GENERALIDADES
      • Principal = escorpião-amarelo (Tityus serrulatus).
      • Comum em MG e SP.
      • Casos GRAVES em crianças e idosos.
      • Mais comum e mais grave que araneísmo.
      • Multiplicação por partenogênese.
    • TRATAMENTO
      • Soro antiescorpiônico.
      • Caso não haja soro antiescorpiônico, aplicar antiaracnídeo.
      • Somente em casos graves, crianças e idosos.
      • Acompanhar o paciente por 6-12h em leito de internação.
  • Resumo: Incontinência Urinária

    RESUMO: INCONTINÊNCIA URINÁRIA

    Para baixar o resumo completo em .pdf, clique aqui.

     incontinência urinária

    PERDA DE URINA

    • TRANSBORDAMENTO
      • Perda por ultrapassar a capacidade vesical.
      • Lesões neurológicas.
      • Diabetes.
    • BEXIGA HIPERATIVA
      • Independente da capacidade da bexiga.
      • Polaciúria, noctúria, urgência, incontinência.
      • Disfunção da musculatura vesical.
    • INCONTINÊNCIA DE ESFORÇO
      • Perda de urina com tosse, espirros, ao levantar da cadeira, Valsalva.
      • Observar durante o exame físico.
    • FÍSTULA
      • Corrimento sem melhora e vulvovaginites.
      • Cirurgia pélvica (Wertheim-Meigs), radioterapia, doença de Crohn.
    BEXIGA HIPERATIVA VS. INCONTINÊNCIA DE ESFORÇO
    • EXAMES COMPLEMENTARES
      • Primeiro exame = EAS e urinocultura.
      • Mobilidade do colo vesical
        • Teste do cotonete.
        • Avaliar mobilidade por USG.
      • Teste de Bonney
        • 250-300 mL de soro intravesical.
        • Toque vaginal, sustenta o colo uterino, faz Valsalva.
        • Se não houver mais perda, pode ser hipermobilidade.
      • Cistoscopia
        • Maiores de 50 anos.
        • Irritação súbita.
        • Hematúria.
      • Urodinâmica / Estudo Urodinâmica / Videourodinâmica (padrão-ouro)
        • Incontinência urinária de esforço pela história, porém sem perda ao exame físico.
        • Antes de cirurgia corretora.
        • Prolapso vaginal anterior.
        • Incontinência urinária mista.
        • Falha no tratamento clínico.
    • URODINÂMICA
      • Fluxometria
        • Fluxo livre.
      • Cistometria
        • Fase de enchimento (atividade do detrusor)
          • Durante a fase não pode perder urina, não pode ter dor e nem ter contrações do músculo detrusor.
      • Estudo miccional
        • Fase de esvaziamento.
    • INCONTINÊNCIA DE ESFORÇO
      • Tipos
        • Hipermobilidade vesical
          • PPE > 90 cmH20.
        • Defeito esfincteriano
          • PPE < 60 cmH20.
      • Tratamento
        • Clínico
          • Perda de peso.
          • Fisioterapia (exercícios de Kegel, biofeedback, eletroestimulação).
          • Duloxetina.
          • Alfa-adrenérgicos.
        • Cirúrgico
          • Refratários ao tratamento clínico.
          • Hipermobilidade vesical
            • Sling (TVT/TOT).
            • Cirurgia de Burch – ligamento de Cooper.
            • Cirurgia de Marshall – sínfise púbica.
          • Defeito esfincteriano
            • Sling (TVT/TOT).
    • BEXIGA HIPERATIVA
      • Definição
        • Contrações não inibidas do músculo detrusor.
        • Diagnóstico urodinâmico, não clínico.
        • Tratamento pode ser baseado somente em queixa, não é necessária hemodinâmica.
      • Tratamento
        • Medidas gerais
          • Perda de peso.
          • Diminuição de cafeína e cessação do tabagismo.
          • Cinesioterapia / fisioterapia.
        • Farmacológico
          • Anticolinérgicos: oxibutinina, tolterodina e darifenacina.
          • Imipramina – segunda opção.
    • SÍNDROME DA BEXIGA DOLOROSA
      • Diagnóstico diferencial com bexiga hiperativa.
      • Dor à distensão vesical que alivia ao urinar.
      • Úlcera de Hunner / cistite intersticial = aparece na cistoscopia ao distender a parede vesical.
      • Diagnóstico de exclusão.
  • Prova para Download UNICAMP Acesso Direto 2018

    Prova para Download UNICAMP Acesso Direto 2018

    residência médica unicamp 2018

    Prova e gabarito para download do processo seletivo para médicos residentes (acesso direto) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) de 2018.

    DOWNLOAD PROVA DE RESIDÊNCIA UNICAMP 2018 ACESSO DIRETO

    DOWNLOAD GABARITO UNICAMP 2018 ACESSO DIRETO 

  • Como fazer cricotireoidostomia – vídeo

    Como fazer cricotireoidostomia – vídeo

    https://www.youtube.com/watch?v=RekYwJB9LEU&hl=es&cc_lang_pref=pt&cc_load_policy=1

    Saber como fazer uma cricotireoidostomia pode ser a diferença entre abordar de forma eficiente ou não a via aérea de um paciente que não pode ser intubado.

    O procedimento, que é relativamente simples, garante via aérea pérvia por até 72h até que seja instalada uma traqueostomia de maneira eletiva por um cirurgião.

    Neste vídeo, produzido pelo New England Journal of Medicine e legendado para o português, é descrita a técnica para a sua colocação segura e eficiente.

    Não se esqueça de ativar as legendas no canto inferior direito do vídeo caso elas não apareçam automaticamente ao apertar o botão de início.

    cricotireoidostomia

    Não é inscrito no canal Medicina Traduzida? Inscreva-se!

     

  • Resumo: Hemorragia Digestiva Alta e Baixa

    RESUMO: HEMORRAGIA DIGESTIVA

    Para baixar o resumo completo em .pdf, clique aqui.

    hemorragia digestiva

    Fig. 1 – Classificação de Forrest para sangramento em úlceras pépticas.

    GENERALIDADES

    • Estabilização clínica
      • Nas primeiras 48h: avaliar diurese, não usar Ht.
    • Descobrir fonte e tratar
      • Alta ou baixa: ligamento de Treitz (anatômico).
      • HD alta (80%, mais grave):
        • Clínica: hematêmese / melena.
          • 10 a 20% das hematoquezias são de origem alta.
        • Sonda nasogástrica: sangue.
        • Exame: EDA em 24h.
      • HD baixa (20%, menos grave):
        • Clínica: hematoquezia / enterorragia.
        • Sonda nasogástrica: liquido bilioso sem sangue.
        • Exame: colonoscopia.
    • Prevenir novos sangramentos
      • Medicação
      • Endoscopia
      • Cirurgia
    HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA
    1) ÚLCERA PÉPTICA 
    • CLASSIFICAÇÃO DE FORREST
      • Classe I: risco muito alto.
        • A: arterial.
        • B: babando.
      • Classe II:
        • A: vaso visível – risco alto.
        • B: coágulo – risco médio.
        • C: hematina – risco baixo.
      • Classe III: base clara, risco baixo.
    • TERAPIA CLÍNICA E ENDOSCÓPICA 
      • IBP / suspensão de AINE / trata-se H. pylori.
      • I-IIA/B: IBP IV + endoscopia (química / térmica / mecânica).
      • IIC-III-IV: apenas farmacológico.
    • TERAPIA CIRÚRGICA 
      • Indicações:
        • Falha endoscópica: 02 tentativas.
        • Choque refratário > 6U de sangue, hemorragia recorrente.
        • Hemorragia continua > 3U/dia
      • Cirurgia:
        • Pilorotomia + ulcerorrafia + vagotomia troncular + piloroplastia de Heineke-Mikulicz
    2) VARIZES ESOFAGOGÁSTRICAS
    • Pressão portal > 12 mmHg
    • Reprodução cautelosa de volume
    • Drogas: terlipressina, octreotide.
    • EDA: ligadura elástica ou escleroterapia.
    • Profilaxia: betabloqueador + ligadura + ATB por 07 dias.
    3) LACERAÇÃO DE MALLORY-WEISS
    • Vômitos vigorosos causam lacerações na junção esofagogástrica.
    • 90% são AUTOLIMITADOS.
    4) HEMOBILIA
    • Sangramento proveniente da via biliar,
    • Causas: trauma, cirurgia de via biliar, colangite.
    • Tríade de Sandblom: hemorragia + dor em hipocôndrio direito + icterícia.
    • Exame: arteriografia.
    5) ECTASIA VASCULAR GÁSTRICA
    • Estômago em melancia
    • Mulher, cirrótico.
    • Clínica: anemia ferropriva, perda paulatina de sangue. Tratamento: ferro.
    • Lesão de Dieulafoy: artéria dilatada na submucosa do estômago, pode sangrar em jato, mais comum em HOMENS. Tratamento: EDA.
    HEMORRAGIA DIGESTIVA BAIXA
    • Hematoquezia = HD baixa PROVÁVEL (10-20% origem alta)
    • Excluir doença anorretal em jovens, sem fatores de risco.
    • Excluir HD alta.
    • Causas:
      • Divertículo: Meckel em crianças e adolescentes.
      • Displasia: principal causa de sangramento oculto (delgado).
      • Câncer
    • Exame: colonoscopia diagnóstica ou cintilografia com hemáceas marcadas.
    • Tratamento: colonoscopia terapêutica ou arteriografia.
      • Refratário = colectomia total / subtotal.
    DOENÇAS ANORRETAIS
    • Avaliação da região anal: posição de Sims, genupeitoral e litotomia modificada.
    • Retossigmoidoscopia e anuscopia.
    • Causas:
      • Hemorroidas:
        • Clínica: sangramento INDOLOR e prurido.
        • Internas: acima da linha pectínea.
          • Grau 1: sem prolapso
            • Dieta e higiene local
          • Grau 2: redução espontânea.
            • Ligadura elástica
            • Escleroterapia / fotocoagulação
          • Grau 3: redução digital.
            • Idem Grau 2.
          • Grau 4: sem redução.
            • Hemorroidectomia.
        • Externas: abaixo da linha pectínea.
          • Dieta e higiene local
          • Excisão se trombose < 72h
      • Fissura anal:
        • Clínica: sangramento DOLOROSO à evacuação.
          • Local das fissuras: linha média posterior. Fora da linha média, tem causa secundaria (Doença de Crohn).
        • Agudas:
          • Dieta / higiene / analgesia / corticoide.
        • Crônicas (>3-6 sem):
          • Fissura -> hipertonia -> menor vascularização -> fissura
          • Relaxante esfincteriano: nitrato, bloqueador do canal de cálcio.
          • Esfincterotomia interna lateral em casos refratários.
      • Abscesso:
        • Clínica: dor perianal + febre.
        • Complicação de pacientes idosos, diabéticos, imunodeprimidos => pode complicar.
        • Avaliação de urgência e drenagem de urgência.
        • Complicação: fistula anal (+ comum interesfinctérica).
        • Regra de Goodsall-Salmon:
          • regra de goodsall-salmon
  • Resumo: Hérnias

    RESUMO: HÉRNIAS

    Para baixar o resumo completo em .pdf, clique aqui.

    resumo hérnias
    HÉRNIAS DA PAREDE ABDOMINAL
    • ANATOMIA (de dentro para fora)
      • Vísceras abdominais.
      • Fáscia transversalis:
        • Anel inguinal interno (ou profundo): início do canal inguinal.
        • Canal femoral.
      • Parede posterior: 
        • Músculo transverso.
        • Músculo oblíquo interno.
      • Parede anterior:
        • Aponeurose do m. oblíquo interno.
        • Anel inguinal externo (ou superficial): final do canal inguinal.
    • CONTEÚDO DO CANAL INGUINAL
      • Homem:
        • Funículo espermático (plexo pampiniforme, m. cremaster, vv. deferentes, conduto peritôneo-vaginal obliterado).
      • Mulher:
        • Ligamento redondo do útero.
    HÉRNIAS DA REGIÃO DA VIRILHA
    HÉRNIA INGUINAL DIRETA
    • FISIOPATOLOGIA
      • Enfraquecimento da parede posterior: ADQUIRIDA.
      • Triângulo de Hesselbach:
        • Borda lateral do m. reto.
        • Ligamento inguinal
        • Vasos epigástricos inferiores.
      • MEDIAL aos vv. epigástricos inferiores.
    • EXAME FÍSICO
      • Toque do canal: toca na polpa do dedo do examinador.
    HÉRNIA INGUINAL INDIRETA
    • HÉRNIA MAIS COMUM DE TODAS.
    • Hérnia típica da infância => correção imediata.
    • Das inguinais, é a que mais encarcera.
    • FISIOPATOLOGIA 
      • Se anuncia pelo anel inguinal interno.
      • Persistência do conduto peritôneo-vaginal: CONGÊNITA.
        • Se houver patência completa = hérnia inguinoescrotal.
      • LATERAL aos vv. epigástricos inferiores.
    • EXAME FÍSICO 
      • Toque do canal: toca a ponta do dedo do examinador.
    HÉRNIA FEMORAL (OU CRURAL)
    • Mais comum em mulheres.
    • Mais comum à direita.
    • Maior risco de encarceramento.
    • FISIOPATOLOGIA
      • Se anuncia abaixo do ligamento inguinal.
    CLASSIFICAÇÃO DE NYHUS
    • I: indireta com anel inguinal interno normal.
    • II: indireta com anel inguinal interno dilatado.
    • III: defeito na parede posterior.
      • IIIa: direta.
      • IIIb: indireta.
      • IIIc: femoral.
    • IV: recidivante.
      • IVa: direta.
      • IVb: indireta.
      • IVc: femoral.
      • IVd: mista.
    TRATAMENTO
    • Redutível:
      • Cirurgia eletiva.
    • Encarcerada:
      • Redução manual até 6-8h.
      • Cirurgia de urgência: caso refratário ou obstrução intestinal.
    • Estrangulada:
      • Cirurgia de emergência.
      • Se reduzir na anestesia: laparotomia!
    • TIPOS DE CIRURGIA
      • Abordagem anterior:
        • Herniorrafia anterior + reforço posterior.
          • Shouldice: imbricação de músculos.
          • Lichtenstein: tela livre de tensão.
          • McVay: boa para hérnia femoral (lig. de Cooper).
    CASOS ESPECIAIS
    • Richter:
      • Pinçamento da borda antimesentérica (isquemia sem obstrução).
      • Mais comum na hérnia femoral.
    • Littré:
      • Contém um divertículo de Meckel.
    HÉRNIA UMBILICAL 
    • CRIANÇA (congênita)
      • Geralmente resolve de maneira espontânea até os 2 anos.
      • Operar se:
        • Não fechar após 4-6 anos.
        • Maiores de 2 cm.
        • Associada a derivação ventrículo-peritoneal.
        • Concomitante a hérnia inguinal.
    • ADULTO (adquirida)
  • Como passar sonda nasogástrica – vídeo

    Como passar sonda nasogástrica – vídeo

    https://www.youtube.com/watch?v=wVkWBUVLlhE&hl=es&cc_lang_pref=pt&cc_load_policy=1

    Saber como passar uma sonda nasogástrica pode ser bastante útil num contexto de urgência e emergência e também no cuidado contínuo de pacientes críticos ou crônicos.

    Através desse dispositivo, é possível realizar uma gama imensa de outros procedimentos, como a lavagem gástrica, a administração de carvão ativado, a administração de drogas para pacientes que não conseguem deglutir, entre outros.

    Neste vídeo, produzido pelo New England Journal of Medicine e legendado para o português, são descritas as principais funções da sondagem nasogástrica, bem como suas indicações, contraindicações e uma detalhada aula da técnica de como posicionar corretamente o dispositivo.

    Não se esqueça de ativar as legendas no canto inferior direito do vídeo caso elas não apareçam automaticamente ao apertar o botão de início.

    como passar sonda nasogástrica

    Não é inscrito no canal Medicina Traduzida? Inscreva-se:

     

  • Resumo: História do SUS

    RESUMO: HISTÓRIA DO SUS

    Para baixar o resumo completo em .pdf, clique aqui.
    resumo história do sus
    ANTES DO SUS (modelo Bismarckiano)
    • CAPs / IAPs = centros e institutos de aposentadoria e pensão.
      • Pós-Vargas
      • Construção de hospitais para cada classe de trabalhador.
    • INPS
      • Era Militar: todos os institutos unificados / centralização.
      • Dinheiro gasto em outras obras: ponte Rio-Niteroi, transamazônica, Itaipu.
      • Sucateamento dos hospitais existentes.
      • Dinheiro público misturado com privado.
      • Acabou dinheiro para a previdência, pessoas não conseguiam se aposentar.
    • INAMPS
      • Mudou apenas o nome, a princípio.
      • Exames e procedimentos limitados a um número = corrupção e desvio de dinheiro com códigos falsos de procedimentos.
    OS PROBLEMAS
    • Acesso restrito.
    • Ênfase na cura.
    • Ministério da Saúde era apenas responsável por prevenção: saneamento e vacinação.
    • Ministério da Previdência: manejava todos os hospitais e ações curativas.
    • Medicina Ditatorial: sem autonomia dos pacientes.
    AS REFORMAS / DISCUSSÕES
    • REFORMA SANITÁRIA
      • Plano CONASP: concentrar nos municípios, controle regionalizado.
      • AIS: atenção integrada à saúde – município geriria os recursos enviados pela federação.
    • VIII CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE (1986)
      • “Saúde é um direito de todos e um dever do Estado”.
      • SUDS – “descentralizado” – 1987.
      • Constituição 1988: cria o Sistema Único de Saúde.
      • Soluções propostas
        • Universalização.
        • Integridade.
        • Equidade.
        • Descentralização.
        • Regionalização / hierarquização.
        • Participação social.
    PRINCÍPIOS DO SUS
    • ÉTICOS / DOUTRINÁRIOS
      • Universalização = acesso a TODOS os cidadãos.
      • Integralidade = prevenção, cura e reabilitação.
      • Equidade = tratamento desigual para os desiguais (prioridade aos que precisam mais).
    • ORGANIZACIONAIS / OPERATIVOS
      • Descentralização = divisão de poderes.
      • Regionalização = municipalização.
      • Hierarquização = posto / hospital / diálise (níveis de atenção).
      • Participação social = Conselhos e Conferências de Saúde.
      • Resolubilidade = capacidade de resolver os problemas em cada nível, de forma integral.
      • Complementariedade = contratar o privado se necessário, com ênfase nas instituições filantrópicas ou privadas sem fins lucrativos (ou pagar apenas o procedimento, sem subsidiar lucros).
    • VÍDEO SOBRE OS PRINCÍPIOS DO SUS

    A EVOLUÇÃO DO SUS (modelo Beveridgiano)
    • LEI 8.080 (Funcionamento do SUS – LOAS)
      • Descreve o papel de cada gestor do SUS em cada esfera estratégica.
      • “Cabe à direção:”
        • Nacional: DEFINIR políticas.
        • Estadual: COORDENADOR políticas.
        • Municipal: EXECUTAR políticas.
      • Nacional pode executar? Sim! Vigilância de portos, aeroportos, fronteiras ou em situações especiais / inusitadas (p.e. ANVISA).
      • Setor privado: pode atuar de forma livre e complementar.
      • Dois artigos vetados por Collor: participação popular e alocação de recursos.
    • LEI 8.142 (Gastos e Participação Popular)
      • Transferência regular e automática de recursos.
      • Conselhos e Conferências.
        • 50% usuários.
        • 50% profissionais da saúde / prestadores de serviço / representantes do Governo.
    • CONSELHOS E CONFERÊNCIAS
      • Conselhos
        • Reunião mensal.
        • Controlam gastos e a execução da saúde.
        • Poder permanente e deliberativo (sem interferência do legislativo).
      • Conferências
        • Reunião de 4 em 4 anos.
        • Convocadas pelo Executivo ou pelos Conselhos.
        • Avaliam e criam Diretrizes da Política de Saúde.
    • NOB 91 
      • Centraliza a gestão no nível federal (???).
      • Municípios de comportam como prestadores de serviço (???).
      • Recebimento conforme a produção (???).
      • LEI SEM NOÇÃO.
      • Feita para ganhar tempo na transição.
    • NOB 92
      • Sem importância.
    • IMPEACHMENT DO COLLOR
      • Cortes de até 90% nos repasses.
      • Reemergência de doenças.
      • Caos na saúde nacional.
    • NOB 93
      • Municipalização = municípios viram gestores para contornar o caos.
      • Optaram entre gestão incipiente, parcial e semiplena.
      • Transferência regular e automática
        • Cálculo baseado no número de habitantes.
      • Comissões Intergestores
        • Bipartite: estados e municípios (COSEMS).
        • Tripartite: Ministério da Saúde, estados (CONASS) e municípios (CONASEMS).
          • Ministério da Saúde + NAs.
    • NOB 96
      • Poder Pleno do Município
        • Gestão Plena da Atenção Básica
          • Atenção Básica.
        • Gestão Plena do Sistema Municipal
          • Atenção Básica, Media e Alta Complexidade.
      • Piso da Atenção Básica (PAB)
        • Fixo / Variável.
          • Saúde da escola, do adolescente, bucal, família, NASF, PMAQ, academias de saúde, consultórios de rua, atenção domiciliar, equipe multidisciplinar de apoio.
    • NOAS 2001 / 2002
      • Equidade nos recursos e no acesso à saúde.
      • Regionalização organizada
        • Acesso à saúde o mais próximo da residência.
        • Região de saúde: aglomerado de municípios que tem uma identidade territorial, geográfica, cultural, muito próxima => unidade funcional da saúde.
        • Município referencia recebe dinheiro para prover média complexidade a toda a região.
      • Ampliação da Atenção Ambulatorial
        • PAB ampliado
          • Observação na urgência.
          • Atendimento domiciliar (médico / enfermeiro).
          • Cirurgias ambulatoriais.
          • ECG, teste imunológico de gravidez.
    • PACTO DE SAÚDE 2006
      • Pacto em Defesa
        • Social / $$$.
      • Pacto em Gestão
        • Esferas / reafirmar papel dos gestores.
      • Pacto pela Vida
        • Saúde do idoso.
        • Câncer de mama e colo uterino.
        • Mortalidade infantil e materna.
        • Doenças emergentes e endemias (dengue, lepra, tuberculose, malária e influenza).
        • Promoção à saúde (qualidade de vida).
        • Atenção básica (PSF / ESF).
    • PRIORIDADES PELA VIDA (importante)
      • Pacto pela Vida de 2009.
      • Saúde Mental (CAPS).
      • Saúde do Homem.
      • Saúde do Trabalhador.
      • Pessoas com deficiência.
      • Pessoas em risco de violência.
      • Hepatite e AIDS.
      • Saúde Oral (bucal).
    • PRINCÍPIOS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA (Bárbara Starfield)
      • PRINCIPAIS
        • Primeiro contato = porta de entrada (acessibilidade).
        • Longitudinalidade = acompanhamento / vínculo.
        • Integralidade = integral / completo.
        • Coordenação = integração do cuidado.
      • SECUNDÁRIOS
        • Enfoque familiar = na família / genograma / três gerações e suas relações.
        • Orientação comunitária = contato com a comunidade / conduta compartilhada.
        • Competência cultural = facilitar a relação.
    • ATENÇÃO PRIMÁRIA 
      • Portarias 648/2006 e 2488/2011.
      • Áreas estratégicas.
      • As oito características:
        • Princípios Principais.
        • Reabilitação também faz parte do básico.
        • Integral 40 horas semanais (médico pode 20h).
        • Equipe multidisciplinar: um médico, um enfermeiro, um técnico de enfermagem e 4-6 agentes comunitários de saúde.
        • Acolhimento / autonomia do paciente.
        • Reorientação / substitutivo => centrado na pessoa.
        • Elevada complexidade (atender de tudo) / baixa densidade (pouca estrutura).
        • Adscrição de clientela / territorialização (ideal 3000 / máximo 4000 pessoas)
      • Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF)
        • Não é porta de entrada.
        • NASF 1: 5-9 ESF, com no mínimo 5 profissionais.
        • NASF 2: 3-4 ESF, com no mínimo 3 profissionais.
        • NASF 3: 1-2 ESF, com no mínimo 2 profissionais.
    FINANCIAMENTO DO SUS
    • Seguridade social financia a Saúde e a Previdência Social.
      • Impostos sociais: COFINS, CSLL, CPMF.
      • Principal fonte: desconto em folha do INSS.
        • Não vai dinheiro para saúde, apenas previdência.
    • “O financiamento do SUS é uma responsabilidade comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
    • EC 29 (2000) => LEI 141 (2012) => EC 86 (2015)
      • União: 15% da receita vai para a Saúde.
      • Estados: 12%.
      • Municípios: 15%.
    • Seis blocos de recursos
      • Atenção básica: PAB fixo e variável.
      • MAC: média e alta complexidade – SAMU, UPA, transplante, diálise, pesquisas.
      • Vigilância da saúde: epidemiológica / ambiental / sanitária.
      • Ações farmacêuticas: medicamentos fornecidos pelo governo.
      • Gestão
      • Investimentos em saúde