Categoria: Resumos de Preventiva

  • Resumo: História do SUS

    RESUMO: HISTÓRIA DO SUS

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    resumo história do sus
    ANTES DO SUS (modelo Bismarckiano)
    • CAPs / IAPs = centros e institutos de aposentadoria e pensão.
      • Pós-Vargas
      • Construção de hospitais para cada classe de trabalhador.
    • INPS
      • Era Militar: todos os institutos unificados / centralização.
      • Dinheiro gasto em outras obras: ponte Rio-Niteroi, transamazônica, Itaipu.
      • Sucateamento dos hospitais existentes.
      • Dinheiro público misturado com privado.
      • Acabou dinheiro para a previdência, pessoas não conseguiam se aposentar.
    • INAMPS
      • Mudou apenas o nome, a princípio.
      • Exames e procedimentos limitados a um número = corrupção e desvio de dinheiro com códigos falsos de procedimentos.
    OS PROBLEMAS
    • Acesso restrito.
    • Ênfase na cura.
    • Ministério da Saúde era apenas responsável por prevenção: saneamento e vacinação.
    • Ministério da Previdência: manejava todos os hospitais e ações curativas.
    • Medicina Ditatorial: sem autonomia dos pacientes.
    AS REFORMAS / DISCUSSÕES
    • REFORMA SANITÁRIA
      • Plano CONASP: concentrar nos municípios, controle regionalizado.
      • AIS: atenção integrada à saúde – município geriria os recursos enviados pela federação.
    • VIII CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE (1986)
      • “Saúde é um direito de todos e um dever do Estado”.
      • SUDS – “descentralizado” – 1987.
      • Constituição 1988: cria o Sistema Único de Saúde.
      • Soluções propostas
        • Universalização.
        • Integridade.
        • Equidade.
        • Descentralização.
        • Regionalização / hierarquização.
        • Participação social.
    PRINCÍPIOS DO SUS
    • ÉTICOS / DOUTRINÁRIOS
      • Universalização = acesso a TODOS os cidadãos.
      • Integralidade = prevenção, cura e reabilitação.
      • Equidade = tratamento desigual para os desiguais (prioridade aos que precisam mais).
    • ORGANIZACIONAIS / OPERATIVOS
      • Descentralização = divisão de poderes.
      • Regionalização = municipalização.
      • Hierarquização = posto / hospital / diálise (níveis de atenção).
      • Participação social = Conselhos e Conferências de Saúde.
      • Resolubilidade = capacidade de resolver os problemas em cada nível, de forma integral.
      • Complementariedade = contratar o privado se necessário, com ênfase nas instituições filantrópicas ou privadas sem fins lucrativos (ou pagar apenas o procedimento, sem subsidiar lucros).
    • VÍDEO SOBRE OS PRINCÍPIOS DO SUS

    A EVOLUÇÃO DO SUS (modelo Beveridgiano)
    • LEI 8.080 (Funcionamento do SUS – LOAS)
      • Descreve o papel de cada gestor do SUS em cada esfera estratégica.
      • “Cabe à direção:”
        • Nacional: DEFINIR políticas.
        • Estadual: COORDENADOR políticas.
        • Municipal: EXECUTAR políticas.
      • Nacional pode executar? Sim! Vigilância de portos, aeroportos, fronteiras ou em situações especiais / inusitadas (p.e. ANVISA).
      • Setor privado: pode atuar de forma livre e complementar.
      • Dois artigos vetados por Collor: participação popular e alocação de recursos.
    • LEI 8.142 (Gastos e Participação Popular)
      • Transferência regular e automática de recursos.
      • Conselhos e Conferências.
        • 50% usuários.
        • 50% profissionais da saúde / prestadores de serviço / representantes do Governo.
    • CONSELHOS E CONFERÊNCIAS
      • Conselhos
        • Reunião mensal.
        • Controlam gastos e a execução da saúde.
        • Poder permanente e deliberativo (sem interferência do legislativo).
      • Conferências
        • Reunião de 4 em 4 anos.
        • Convocadas pelo Executivo ou pelos Conselhos.
        • Avaliam e criam Diretrizes da Política de Saúde.
    • NOB 91 
      • Centraliza a gestão no nível federal (???).
      • Municípios de comportam como prestadores de serviço (???).
      • Recebimento conforme a produção (???).
      • LEI SEM NOÇÃO.
      • Feita para ganhar tempo na transição.
    • NOB 92
      • Sem importância.
    • IMPEACHMENT DO COLLOR
      • Cortes de até 90% nos repasses.
      • Reemergência de doenças.
      • Caos na saúde nacional.
    • NOB 93
      • Municipalização = municípios viram gestores para contornar o caos.
      • Optaram entre gestão incipiente, parcial e semiplena.
      • Transferência regular e automática
        • Cálculo baseado no número de habitantes.
      • Comissões Intergestores
        • Bipartite: estados e municípios (COSEMS).
        • Tripartite: Ministério da Saúde, estados (CONASS) e municípios (CONASEMS).
          • Ministério da Saúde + NAs.
    • NOB 96
      • Poder Pleno do Município
        • Gestão Plena da Atenção Básica
          • Atenção Básica.
        • Gestão Plena do Sistema Municipal
          • Atenção Básica, Media e Alta Complexidade.
      • Piso da Atenção Básica (PAB)
        • Fixo / Variável.
          • Saúde da escola, do adolescente, bucal, família, NASF, PMAQ, academias de saúde, consultórios de rua, atenção domiciliar, equipe multidisciplinar de apoio.
    • NOAS 2001 / 2002
      • Equidade nos recursos e no acesso à saúde.
      • Regionalização organizada
        • Acesso à saúde o mais próximo da residência.
        • Região de saúde: aglomerado de municípios que tem uma identidade territorial, geográfica, cultural, muito próxima => unidade funcional da saúde.
        • Município referencia recebe dinheiro para prover média complexidade a toda a região.
      • Ampliação da Atenção Ambulatorial
        • PAB ampliado
          • Observação na urgência.
          • Atendimento domiciliar (médico / enfermeiro).
          • Cirurgias ambulatoriais.
          • ECG, teste imunológico de gravidez.
    • PACTO DE SAÚDE 2006
      • Pacto em Defesa
        • Social / $$$.
      • Pacto em Gestão
        • Esferas / reafirmar papel dos gestores.
      • Pacto pela Vida
        • Saúde do idoso.
        • Câncer de mama e colo uterino.
        • Mortalidade infantil e materna.
        • Doenças emergentes e endemias (dengue, lepra, tuberculose, malária e influenza).
        • Promoção à saúde (qualidade de vida).
        • Atenção básica (PSF / ESF).
    • PRIORIDADES PELA VIDA (importante)
      • Pacto pela Vida de 2009.
      • Saúde Mental (CAPS).
      • Saúde do Homem.
      • Saúde do Trabalhador.
      • Pessoas com deficiência.
      • Pessoas em risco de violência.
      • Hepatite e AIDS.
      • Saúde Oral (bucal).
    • PRINCÍPIOS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA (Bárbara Starfield)
      • PRINCIPAIS
        • Primeiro contato = porta de entrada (acessibilidade).
        • Longitudinalidade = acompanhamento / vínculo.
        • Integralidade = integral / completo.
        • Coordenação = integração do cuidado.
      • SECUNDÁRIOS
        • Enfoque familiar = na família / genograma / três gerações e suas relações.
        • Orientação comunitária = contato com a comunidade / conduta compartilhada.
        • Competência cultural = facilitar a relação.
    • ATENÇÃO PRIMÁRIA 
      • Portarias 648/2006 e 2488/2011.
      • Áreas estratégicas.
      • As oito características:
        • Princípios Principais.
        • Reabilitação também faz parte do básico.
        • Integral 40 horas semanais (médico pode 20h).
        • Equipe multidisciplinar: um médico, um enfermeiro, um técnico de enfermagem e 4-6 agentes comunitários de saúde.
        • Acolhimento / autonomia do paciente.
        • Reorientação / substitutivo => centrado na pessoa.
        • Elevada complexidade (atender de tudo) / baixa densidade (pouca estrutura).
        • Adscrição de clientela / territorialização (ideal 3000 / máximo 4000 pessoas)
      • Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF)
        • Não é porta de entrada.
        • NASF 1: 5-9 ESF, com no mínimo 5 profissionais.
        • NASF 2: 3-4 ESF, com no mínimo 3 profissionais.
        • NASF 3: 1-2 ESF, com no mínimo 2 profissionais.
    FINANCIAMENTO DO SUS
    • Seguridade social financia a Saúde e a Previdência Social.
      • Impostos sociais: COFINS, CSLL, CPMF.
      • Principal fonte: desconto em folha do INSS.
        • Não vai dinheiro para saúde, apenas previdência.
    • “O financiamento do SUS é uma responsabilidade comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
    • EC 29 (2000) => LEI 141 (2012) => EC 86 (2015)
      • União: 15% da receita vai para a Saúde.
      • Estados: 12%.
      • Municípios: 15%.
    • Seis blocos de recursos
      • Atenção básica: PAB fixo e variável.
      • MAC: média e alta complexidade – SAMU, UPA, transplante, diálise, pesquisas.
      • Vigilância da saúde: epidemiológica / ambiental / sanitária.
      • Ações farmacêuticas: medicamentos fornecidos pelo governo.
      • Gestão
      • Investimentos em saúde
  • Resumo: Saúde do Trabalhador e Intoxicações

    SAÚDE DO TRABALHADOR E INTOXICAÇÕES

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     resumo intoxicaçõesFig. 1 – Linhas de Burton (cinza azulado) da intoxicação por chumbo.

     

    DECLARAÇÃO VS. CERTIDÃO 
    • DECLARAÇÃO
      • Morte natural
        • Com assistência médica
          • PSF, particular, ambulância, plantonista, substituto.
          • Médico assistente preenche.
        • Sem assistência médica
          • Se ninguém prestava atendimento, SVO preenche.
          • Se não houver SVO, médico público ou qualquer médico preenche.
          • Sem médico: 2 testemunhas + responsável (Cartório).
      • Morte suspeita ou violenta
        • IML.
        • Se não houver IML: médico “perito” eventual.
    • CERTIDÃO 
      • Documento emitido pelo cartório após entrega da DO via amarela.
    ACIDENTES DE TRABALHO
    • DEFINIÇÕES 
      • Lesão, doença ou morte.
      • Leva a incapacidade temporária ou permanente do trabalhador.
      • Trabalhadores formais e informais.
      • Acidentes típicos e de trajeto.
      • Adequar o trabalho ao trabalhador.
    • NOTIFICAÇÕES (clique aqui para a lista de notificações do Ministério da Saúde)
      • Notificação compulsória
        • Para todos os trabalhadores, mortais e informais.
      • Comunicação do Acidente de Trabalho
        • Exclusiva de trabalhadores formais.
        • Emitir no primeiro dia útil após o acidente.
        • Acidente fatal: notificação e investigação imediata.
        • Qualquer pessoa pode preencher a CAT.
        • Qualquer médico pode preencher os dados médicos da CAT.
        • Doenças degenerativas, endêmicas e que não incapacitem não serão consideradas acidente de trabalho.
    • CLASSIFICAÇÃO DE SCHILLING
      • I = o trabalho é a causa
        • Ex.: pneumoconioses, benzenismo, hidrargirismo etc.
      • II = o trabalho é um fator de risco
        • Ex.: HAS, câncer, doenças locomotoras etc.
        • Exceção: síndrome do esgotamento profissional.
      • III = o trabalho é um agravante
        • Ex.: asma, transtornos mentais etc.
    ESGOTAMENTO PROFISSIONAL (BURN-OUT)
    • GENERALIDADES
      • Prevalência de 4%, chegando a 40% em médicos.
      • Risco maior em mães solteiras e mulheres em geral.
      • Trabalho com pessoas é fator de risco.
      • Schilling II.
    • CLÍNICA
      • Exaustão emocional.
      • Despersonalização.
      • Diminuição do envolvimento.
      • Fadiga crônica, cefaleia, alterações do sono, sonolência diurna.
    • PREVENÇÃO
      • Horário rígido e estabelecido de trabalho.
      • Atividade social.
      • Atividade esportiva.
    EXPOSIÇÕES LABORAIS
    • BENZENO
      • Benzenismo.
      • Associado à indústria petrolífera e siderurgia.
      • Mielotóxico.
      • Investigação: história ocupacional + hemograma.
    • CHUMBO
      • Saturnismo.
      • Associado à indústria de tintas e baterias.
      • Dor abdominal, gota, HAS, linha gengival (linha de Burton), anemia sideroblástica.
    • MERCÚRIO
      • Hidrargirismo.
      • Associado à fabricado de termômetros e barómetros, lâmpadas e cloro-soda.
      • Síndrome nefrítica e acúmulo cerebral.
    • CROMO
      • Galvanoplastia (cromagem) e cortumes (indústria de couro).
      • Irritação e câncer de pulmão.
    • CÁDMIO 
      • Contaminação de solo e lençol freático.
      • Osteoporose com fraturas patológicas.
      • Liga com o fosfato dos ossos.
    • ARSÊNICO
      • Insípido e inodoro.
      • Queimadura.
      • Odor de alho em líquidos corporais.
      • Destruição dos órgãos internos quando consumido.
    PREVENÇÃO DE DOENÇAS 
    • HISTÓRIA NATURAL DAS DOENÇAS
      • Agente + paciente suscetível + meio ambiente.
      • Período pré patogênico
        • Não houve interação entre a pessoa e o fator causador.
        • Fatores ambientais, sociais, genética.
      • Período patogênico
        • Interação estímulo-indivíduo suscetível.
        • Alterações bioquímicas, fisiológicas, histológicas – período de incubação.
        • Rompimento do horizonte clínico.
        • Presença de sinais e sintomas.
        • Defeitos permanente / cronicidade.
      • Desenlace
        • Sequelas, defeitos permanente, cronicidade.
    • PREVENÇÃO 
      • Pré-patogênico = Primária
        • Promoção à saúde (primordial)
          • Moradia, alimentação, higiene.
        • Proteção específica
          • Vacinas, controles de vetores.
          • Uso de capacete, uso de preservativos, aconselhamento genético.
      • Patogênico = Secundária
        • Diagnóstico e tratamento precoce.
        • Exames periódicos, inquéritos, isolamento de casos.
        • Limitação da invalidez, evitar sequelas.
      • Desenlace = Terciária
        • Reabilitação, fisioterapia.
      • Evitar a iatrogenia = Quaternária
        • Medicalização.
    VIGILÂNCIA DA SAÚDE
    • CONCEITOS
      • Controlar doenças.
      • Coletar dados para ações de prevenção e controle.
      • Notificação é o principal instrumento.
    • NOTIFICAÇÃO
      • Comunicar um agravo a autoridade de saúde.
      • Qualquer cidadão pode notificar na suspeita de doença.
      • Normal (semanal) / imediata (24h).
      • Agravos nacionais e internacionais, agravos estaduais e municipais, agravos desconhecidos (vigilância epidemiológica).
    • CRITÉRIOS PARA INCLUSÃO
      • Magnitude
        • Frequência / importância,
        • Prevalência e incidência.
      • Disseminação
        • Fonte de infecção.
      • Transcendência
        • Consequências e gravidade.
      • Vulnerabilidade
        • É controlável?
      • Internacionais
        • Varíola, Influenza H5N1, Poliomielite e SARS.
      • Eventos inusitados.
        • Epidemias, novos agentes.
    • MNEMÔNICOS 
      • Internacionais / VIPS
        • Varíola, Influenza H5N1, Poliomielite e SARS.
  • Vigilância Epidemiológica

    Preventiva

    Vigilância Epidemiológica → Vigilância da Saúde → Epidemiologia/Doenças (fatores de risco para prevenir doenças transmissíveis e não transmissíveis)

    Vigilância Sanitária → Produtos/Consumo

    Vigitel → Vigilância Epidemiológica por telefone → liga para amostra de pacientes

    Transmissíveis → importante para prova

    Quem executa a vigilia? Municípios

    • Coleta de dados para ações de prevenção e controle

    • Não é coleta ativa (recebe os dados) → parte para investigação

    • Notificações:

      • Laboratórios

      • Sistema Nacional de informações

      • Imprensa (não deveria ser)

    Notificações:

    • comunica um agravo à autoridade de saúde

    • quem? Qualquer cidadão (todos)

    • Obrigação: profissional de saúde

    • Notificar → não precisa ter diagnóstico (confirmação)

    • Qualquer suspeita deve ser notificada (por qualquer cidadão)

    • NOTIFICAÇÃO → SUSPEITA, QUALQUER CIDADÃO

    • Semanais

    • se não houver doença no período → notificação negativa (semanal também) = importante

    • Notificar o que vejo e não vejo

    • Sigilosa (notificação) desde que não haja risco para comunidade → sempre respeitando o anonimato dos cidadãos (ex.: gripe asiática, H1N1→ se outra pessoa morrer e souber quem foi o foco podem querer agredi-lo numa cidade pequena por exemplo)

    • Vigilância da Saúde tem poder de bloquear entrada e saída de uma cidade

      • Ex.: Navio em quarentena no carnaval

    • O que deve ser notificado?

      • Suspeita de doenças determinadas pela OMS, país, estado, município

      • Surtos, agravos, óbito desconhecido

    • CPF – Cólera, Peste, Febre Amarela

    • Poliomielite (extinta no Brasil e maioria dos países)

    • Varíola (extinta no Brasil e maioria dos países)

    • SARA – Síndrome da Angustia Respiratória Aguda

      • pneumonia coronavírus (gripe asiática) e Influenza (Gripe Aviária H5N1)

    • Internacionais (OMS) – VIPS – Varíola, Influenza, Pólio e SARA

      • risco de transmissão internacional ou evento inesperado

    • Como é feita a Notificação

      • Imediata (24h) – 24h para notificar (qualquer pessoa) + 24h para providências (investigação → município) = 48h

      • normalmente é semanal

    • Doenças podem ser incluídas nos estados e/ou municípios, não podem retirar nada da lista, somente pode-se acrescentar.

    • Notificação Compulsória – 45 doenças do Ministério da Saúde

      • VIPS

        • Varíola

        • Influenza Humana

        • Pólio (Paralisia Flascida Aguda) – lesão 2º neurônio motor

        • SARS

      • Vacinas MS

        • Tuberculose

        • Hepatites Virais (A,B,C,D,E)

        • Difteria

        • Tétano

        • coqueluche

        • Meningite por Hemophylos

        • Todas outras meningites

        • Doença meningococos

        • Rotavírus – unidades especiais – sentinela

        • Diarreia – unidades especiais – sentinela

        • Pneumonia – unidades especiais – sentinela

        • Febre Amarela

        • Sarampo

        • Rubéola

        • Caxumba não para MS, RS sim!!! X de caxumba não

        • Eventos adversos pós vacinais

      • Síndromes Febris

        • Dengue

        • Febre Amarela

        • Leptospirose

        • Hantavírus

        • Febre Tifóide

        • Febre Maculosa

        • Febre do Nilo Ocidental → nunca houve um caso no Brasil (meningo encefalite)

        • Leishmaniose

        • Malária

      • Endêmicas

        • Hanseníase

        • Esquistossomose (banho açude)

        • Chagas Agudo (não crônico – esôfago, cólon)

          • hoje principal forma contágio no Brasil é Açaí via Oral

          • Barbeiro não ocorre mais

        • Acidentes de trabalho – não é acidente de transito

      • Terrorismo

        • Botulismo (palmito, mortadela)

        • Antraz (carbúnculo antraz)

        • Tularemia → terrorismo, não existe no Brasil

        • Violência Doméstica

        • Violência Sexual

      • Bichos Loucos

        • Vaca Louca → Creutzfeldt-Jacob

        • Peste → pulga louca

        • Animais peçonhentos → cobra, aranha

        • Toxoplasmose → gato, cordeiro, congênita (gestante), não serve paciente normal, unidades sentinelas

      • Raiva

      • Intoxicação Exógena

        • Agrotóxicos

        • metais pesados

        • gases tóxicos

      • Si

        • Sinistra colera

        • sífilis

        • SIDA (HIV só entra gestante e casos de transmissão vertical)

        • Síndrome febril ictero-hemorrágica

        • SARS

        • Sindrome corrimento uretral masculino

      • Unidades Sentinelas

        • Toxoplasmose

        • pneumonia

        • diarreia

    • BESTEIRAS

      • Bichos loucos

      • Endêmicas

      • Síndromes febris

      • Terrorismo

      • Exogenas

      • Internacionais

      • Raiva

      • Anticorpo

      • Si

    • Principais pegadinhas:

      • Acidente de trânsito não é compulsória

      • Varicela não é compulsória

      • Varíola é compulsória

    • Imediatas

    • IMEDIATA

      • Internacionais (VIPS)

      • Mata todos – Raiva

      • Estudiosas

      • Decora Se Der

      • Internacionais Antigas (CPF)

      • A mais sem noção (Febre do Nilo)

      • Terrorismo

      • Hantavírus/Alimentos

    • Leptospirose não é imediata

    O processo Endêmico

    • Epidemeion = Visitas

    • Endemeion = Habita

    • Não depende do número de casos

    • Depende do padrão esperado

    • Variação sazonal/Variação cíclica

    • como foi o comportamento da doença nos anos anteriores

    • Confirmação da doença = SINAN

    • Estudo ecológico (série temporal/histórica) 10 anos

    • Diagrama/Gráfico de controle (media de doentes novos, incidência)

    • Incidência Média

      • Incidência Máxima + 2 desvios padrão

      • Incidência Mínima -2 desvios padrão

    • Dentro dos valores máximo e mínimo → normal/habitual/endêmico

    • Limite superior → limite epidêmico

    • Epidemia → acima do limite endêmico

    • Variação do número de novos casos dentro do limite endêmico = endemia

    • Variação do número de casos novos acima do limite endêmico = epidemia

    • Decréscimo endêmico ou erradicada = abaixo da incidência mínima ou zero casos

    • Egressão epidêmica = duração

    • Aumento egressão = progressão epidêmica

    • Diminui egressão = regressão epidêmica

    • Sarampo 1 caso = epidemia

    • Varíola 1 caso = epidemia

    • Endemia = dentro do padrão esperado

    • Epidemia = acima do padrão esperado

    • Quanto a geografia

      • Localizada = surto ou rápida. Exemplo: quartel, escola, creche, condomínio, relação entre pacientes, concentrado

      • Pandemia = Ampla, vários países, mais de 1 continente

    • Velocidade ou progressão (não é regressão ou duração)

      • Não é duração da doença e sim a rapidez de propagação.

      • Rápida → explosiva ou maciça → fonte comum (ar, água, alimento)

      • Lenta → progressiva ou propagada

        • pessoa-pessoa → DST, BK, Sexual, respiratória

        • vetores → dengue, febre amarela, mosquitos

      • Gráficos

    Saúde do Trabalhador

    • Acidente de Trabalho

      • lesão, doença ou morte, redução temporária ou permanente dias trabalho

    • Informal também entra estatística → forma e Formal

    • Relação com trabalho ou Sindicato

    • Típicos ou de Trajeto

    • Notificação Compulsória

    • Informais → compulsória

    • Formais → CAT + Compulsória

    • CAT → obrigação da empresa, se fatal deve ser imediata

    • Quem atende o trabalhador? SUS

    • Doença degenerativa, endêmica e que não incapacitem não serão consideradas acidentes

    • Doenças → Classificação de Shilling → mais cai em prova

      • I – trabalho é a causa – pneumoconiose, benzenismo

      • II – o trabalho é fator de risco – HAS, Câncer, doença coronariana, osteomuscular

      • III – o trabalho é um agravante – asma, dermatite contato

    • Pneumoconiose – doença pulmonar relacionada ao trabalho, restritiva

      • deposição de partículas no parênquima → fibrose

      • Silicose (+comum) ~ Quartzo

        • Sílica cristalina <10µm, relacionado à dose (exposição)

        • Poeira Inorgânica (jateamento, pedreira, lixamento)

        • Clínica é assintomática até fibrose ocorrer

        • Fibrose nodular lóbulo superior é a mais comum

        • Linfonodos em casca de ovo “eggs shell” ~ cisto mucinoso pâncreas (seroso é calcificação central [melhor prognóstico que mucinoso])

        • Diagnóstico: Rx tórax + história ocupacional

        • Sem tratamento, deve ter prevenção

        • Se alternativa com proteção coletiva ou EPI, coletiva é melhor (superior) → protege mais trabalhadores

        • predisposição à Tuberculose

      • Asbestose (amianto – asbesto)

        • comento, papeis especiais, caixa d’água, amianto

        • clínica: assintomáticos até fibrose difusa

        • diagnóstico: Rx tórax + história ocupacional

        • TTO: não há, deve-se prevenir

        • Asbesto → mesotelioma (câncer pulmão)

    • Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR)

      • deve ser Crônica, exemplo britadeira

      • Bilateral

      • Perda neuro sensorial → irreversível

      • Não progride sem ruído

      • Progride com ruído

      • Lenta e progressiva

      • perda de frequências mais agudas (3,4,6kHz)

      • piora DM, medicamento ototóxico

      • Padrão em gota na audiometria

    • LER/DORT

      • Causa mais comum afastamento trabalho

      • mão e punho são locais mais frequentes acometidos

      • mulher + frequente

      • piora com frío e vibração

      • relacionado ao ritmo de trabalho, pressão por producão

      • movimentos repetitivos e monótonos

    • Benzeno

      • Atividade → Clínica

    • Mercúrio

    • Chumbo

    • Agrotóxicos

      • Organoclorados → não usa mais, muito tóxico SNC, acumulo no ambiente

      • Organofosforados (Carbamatos)

        • Inibe acetilcolinesterase → Síndrome colinérgica → Simpático e Parasimpático (primeiro neurônio do simpático funciona com acetilcolina)

        • Last and digere

        • Miose e Broncoconstrição

        • Carbamatos → veneno rato = chumbinho → inibição reversível

        • organofosforados → gás sabin → inibição irreversível (+grave)

        • também inibem esterases → neuropatia periférica

        • Intoxicação:

          • Suporte vida

          • impedir absorção ou facilitar excreção

            • carvão ativado

            • hidratação

            • bicarbonato

          • Antagonização → específico

        • TTO Antagonista (se medidas não funcionam)

          • Atropina ou pralidoxima

      • Piretróides → Usados dedetização → irritação, alergia e neuropatia

    Acidentes de trabalho

    • Incapacidade

      • temporária

        • até 15 dias → empregador paga salário

        • > 15d → INSS (perícia) → auxílio-doença 91% salário

      • permanente

        • parcial

          • diminui capacidade → auxílio acidente 50% salário

        • total

          • aposenta por invalidez → 100% salário

    • Morte → dependentes recebem pensão 100% salário

  • Indicadores de Saúde

    Indicadores de Saúde
    Permitem avaliar a saúde da população, usar estes dados para melhorar, manter ou prevenir doenças, através do planejamento e administrações de ações de saúde.
    1995 –> OPAS = Organização Pan-Americana de Saúde e o Ministério da Saúde resolvem melhorar a coleta e organização dos dados entre as diversas entidades
    1996 –> MS cria a RIPSA = Rede Intergerencial de informações em Saúde (saúde, economica e social) através das mais diversas fontes (em torno de 40 instituições)
    Valores Absolutos –> não servem para comparação e sim administração recursos (número de leitos, medicamentos)
    Valores Relativos  –> comparações e prioridades –> coeficientes e índices
    SIM –> Sistema Informação de Mortalidade = Declaração de Óbito (todo Brasil, hospitalar, ambulatorial, privado e público) –> todos os mortos
    SINAM –> todo brasil, privado e público. O Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Sinan é alimentado, principalmente, pela notificação e investigação de casos de doenças e agravos que constam da lista nacional de doenças de notificação compulsória, mas é facultado a estados e municípios incluir outros problemas de saúde importantes em sua região, como varicela no estado de Minas Gerais ou difilobotríase no município de São Paulo. Parâmetros para monitoramento da regularidade na alimentação do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), para fins de manutenção do repasse de recursos do Componente de Vigilância e Promoção da Saúde do Bloco de Vigilância em Saúde.
    SINASC –> A Declaração de Nascido Vivo (DN) é impressa em três vias previamente numeradas, sob a responsabilidade do Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Análise da Situação de Saúde (DASIS – SVS). O documento é distribuído gratuitamente às secretarias estaduais de saúde que o fornece às secretarias municipais de saúde. Essas secretarias, por sua vez, repassam aos estabelecimentos de saúde e cartórios.
    1ª Via –> Deve ficar com secretaria de saúde, por busca ativa ou não
    2º Via –> fica no cartório
    3ª Via –> Pais
    SIH-SUS –> Sistema de Informações Hospitalares do SUS –> utiliza AIH (autorização de internação hospitalar) –> não entra particular e ambulatorial (particular e publico)
    Perfil dos Indicadores de Saúde
    Perfil demográfico –> queda mortalidade infantil, queda fecundidade e aumento expectativa de vida
    Quem morre mais? Homens ou Mulheres –> Homens –> causas externas (agressão é principal)
    Piramide Demográfica –> diminuição base. Entre 20-29a está maior proporção (18% população)
    Urbanização –> 85% zona urbana
    Crescimento Populacional –> 1,37% (2008) e 1,17% (2010). Sul é menor. Fecundidade 2,04/mulher
    Esperança de Vida –> 73 anos, variações regionais e mulheres tem 7,59a de diferença para homens em média. Idosos são 11% população, variações regionais, predominio de mulheres.
    Mortalidade –> queda óbitos infantis, redução óbitos relativos à doenças infecciosas e aumento mortes cronicodegenerativas
    Mortalidade Infantil –> 2009 –> 14,78/1k nascidos vivos
    Mortalidade por causas:
    Aparelho Circulatóro –> 28%
    Neoplasias –> 15,6% –> aumento constante devido controle de outras doenças e envelhecimento da população
    Causas Externas –> 12,5% –> crescimento absoluto, masculino jovens principalmente
    BR –> agressão é principal causa
    Sudeste –> 2001 = 83/100mil –> 2007 = 67,9/100mil –> diminuição das agressões
    Sul –>  2001 = 66/100mil –> 2007 = 72,6/100mil –> aumento agressões
    Sul –> acidente transporte
    SE, N e NE –> homicído
    CO –> equilíbrio
    Doenças respiratórias –> 10% –> agudas possuem menor heterogenicidade entre regioes
    Causas maldefinidas  –> 7,7% (preenchimento erroneo e precariedade recursos médicos) –> prejudicam análise dados
    Queda mortalidade por diarréia –> melhoria das condições saneamento e atenção saúde da criança
    DM –> aumento com envelhecimento pouplacional –> 19/100mil em 99 –> 25,2/100mil em 2007–> mais óbitos em mulheres
    AIDS –> diminuição mortalidade com HAART
    Morbidade
    Notificação compusória –> maior indicendia Malária, Dengue e Tuberculose
    Malária –> incidencia 600mil/ano
    TB é mais incidente no Sul (POA e Salvador)
    Dengue se mantem alta –> Sul é mais baixa
    Sarampo –> diminuição. Em 2006 47 casos na Bahia.
    Hanseníase está diminuindo (1,4/100mil no sul, RS 0,4 e ~ 4 no BR)
    Neoplasia Mulher –> 1º mama e 2º colo utero
    Neoplasia Homem –> 1º Prostata. 2º Pulmão, traqueia, bronquios e 3º Estômago
    Internação SUS
    Gravidez, parto e puerpério 21%
    Aparelho respiratório 12,9%
    Circulatório 10%
    Internações por causas Externas –> 1º quedas, 2º transporte
    Partos –> 1º 20-24 anos, salto percentual 15-19 anos
    Diálise –> 50/100mil –> mais em homens
    Indicadores de Morbimortalidade
    A. Coeficientes = risco = probabilidade = taxas = numerador é diferente do denominador
         1.Morbidade – risco população adoecer
         1.1 – Prevalência – número de casos/população – fotografia (determinado local, tempo)
              Prevalência instantânea e lápsica (período)
              Diminuição da prevalência = Defecção –> morte, cura (tratando ou não) e emigração
              Aumento da prevalência –> casos novos, imigração doentes, tratamento que prolonga mas não cura doença
              Melhor parâmetro avaliar doença aguda –> incidência
              Melhor parâmetro avaliar doença crônica –> prevalência
         1.2 – Incidência – numero de novos casos/população = coeficiente de Ataque (em Surtos) – intensidade
              Prevalencia = Incidencia X duração do agravo
              Densidade Incidência –> numero de casos pelo numero de anos somados de todos os pacientes (soma o tempo que todos ficaram no estudo)
              DI = casos/tempo total
         2.Letalidade – dentre os doentes – risco da doença matar – gravidade da doença –> raiva baixa incidência e alta letalidade (100% morrem)
         3.Mortalidade – risco de qualquer pessoa da população morrer
         a) Mortalidade geral
         b) Mortalidade por causas
              Mortalidade Materna
              Mortalidade por Causas externas
              Mortalidade por Neoplasias malignas
              Mortalidade por Afecções perinatais
         c) Mortalidade por idade
              Mortalidade Infantil
              Mortalidade Neonatal
              Mortalidade Neonatal precoce
              Mortalidade Neonatal tardia
              Mortalidade Infantil tardia ou pós neonatal
              Mortalidade Perinatal
              Natimortalidade
    B. Indices
         1.Mortalidade proporcional por idade
         2.Mortalidade proporcional por causa
    Indicadores Relacionados à Demografia
    Revisão