Categoria: Resumos de Pediatria

  • Neonatologia

    Neonatologia
    • Disturbios respiratorios
    • Sepse neonatal
    • Ictericia
    • Infecção congenita
    • Sala de Parto (fluxograma)
    Distúrbios Respiratórios
    • Membrana Hialina
    • Pneumonia
    • Taquipnéia transitória
    • Sindrome da aspiração meconial
    Doença da membrana hialina (síndrome do desconforto respiratório do RN)
    • Etiopatogenia
      • pneumocito tipo II -> produz surfactante
      • diminuição da concentração de surfactante alveolar
      • surfactante -> estabilização alveolar -> mantém a tensão superficial da água (mosquito, gota torneira)
    • Fisiopatologia
      • P=T/R
      • surfactante mantém alvéolo aberto na expiração e diminui tensão superficial na expiração para que fique ingual ao valor da inspiração
      • Sem surfactante -> alvéolo colaba, precisa de pressão contínua para abrir alvéolos (esforço contínuo)
      • Instabilidade alveolar
      • diminui tempo de troca gasoso = hipoxemia
      • shunt alveolar (diminui area de hematose)
      • aumento trabalho respiratório -> fica como encher um balão de festa -> mais difícil no início
    • Fatores de Risco para DMH:
      • prematuridade (incidência inversamente proporcional à IG)
      • asfixia perinatal -> doença do segundo gemelar (placenta descolada)
      • Sexo masculino (homens são sempre biologicamente menos maduros que as mulheres)
      • diabetes materno (6 x mais risco) -> aumento da insulina retarda maturação pulmonar do pneumócito tipo II (contrario do cortisol que matura)
    • Fatores que reduzem o risco
      • acelera maturação = cortisol
      • uso de corticóide
      • estresse fetal crônico (cortisol)
      • ruptura prolongada de membranas (>=18 horas)
    • Clínica:
      • inicio nas primeiras horas de vida (as vezes na sala de parto)
      • taquipnéia (>= 60irpm)
      • retração costais (tiragem) inspiratória
      • gemido (expiratório) -> fecha glote para manter pressão alveolar (aumento pressão árvore respiratória impede colapso alveolar)
      • batimento de asa de nariz
      • cianose
    • Desconforto respiratório (síndrome)
      • taquipnéia (>= 60irpm)
      • retração costal
      • gemido
      • batimento asa
      • cianose
    • Rx -> diminuição difusa da aeração = infiltrado reticulo-granular(granular fino) = atelectasia difusa = video moído ou vidro fosco -> não é patognomonico, pneumonia também apresenta
    • Tratamento -> oxigenioterapia
      • 1 – CPAP nasal (prong nasal + sistema CPAP) – continuous positive airway pressure
        • pressão de 5cmde água estabiliza alvéolo
        • RN é respirador nasal obrigatório
        • se abrir boca deve fechar
        • aumento tempo de troca
        • diminui trabalho respiratório
      • 2 – Fadiga -> retenção CO2 -> intubar + ventilação mecânica
      • 3 – Surfactante exógeno terapêutico -> via traqueal
        • FDP liberou em 1990 -> queda significativa no número de mortes por DMH
      • 4 – Antibioticoterapia -> quadro indistinguivel de pneumonia neonatal
    • Profilaxia -> corticoterapia materna (diminui incidencia e gravidade)
      • 24-34 semanas
      • > 34 semanas -> não faz pois incidência de SMH é pequena
      • Surfactante profilático (intuba para fazer surfactante) -> IG muito baixa
    Pneumonia Neonatal (sinônimo de sepse neonatal)
    • Dificilmente sabe-se o local da infecção, mais comum é pulmão
    • Etiopatogenia
      • Lesão ascendente -> genitália -> cavidade uterina -> infecção ovular e fetal (nasce com pneumonia)
      • Contaminação intraparto -> passagem canal de parto
      • Infecção precoce (até 48 horas)-> intraparto ou ascendente
      • Infecção tardia -> Infecção nosocomial (mais 48 após trabalho de parto)
      • tratamento e bactérias são diferentes na tardia e precoce
    • Fatores de Risco:
      • ruptura prolongada das membranas (> 18 horas) -> principal fator de risco -> liquido amniotico serve de proteção bioquimica (pH 7,35) pH vaginal é baixo
      • Corioamnionite -> febre materna (marcador) em trabalho de parto
      • colonização trato genital
      • prematuridade (infecção leva ao trabalho de parto prematuro – citocinas)
        • fator de risco para infecção tardia tambem (mais tempo internado, mais punções, mais tudo, imunodeficiente, etc)
    • Clínica
      • pode haver período assintomático (único disturbio respiratorio que cursa com periodo assintomatico no pos parto)
      • em geral é assintomático nas primeiras horas
      • desconforto respiratório
      • comprometimento sistêmico
        • distermia (RN raramente faz febre, geralmente faz hipotermia)
        • alteração estado alerta (diminuição atividade e reatividade ao manuseio)
        • alterações cardiocirculatórias
        • disturbios gastrointestinais
          • enterocolite necrosante (pode ser isolada, sem pneumonia) -> ileo terminal e colon com necrose transmural -> sangue fezes, penumoperitoneo, distensão abdominal, vomitos
    • Rx torax
      • igual SMH
    • HMG -> leucocitose neutrofilia com desvio esquerda ou neutropenia (marcador de gravidade e maus prongóstico)
    • PCR -> marcador processo inflamatório
    • Hemocultura (antes de iniciar ATB)
    • punção lombar é obrigatória (sintomaticos)
      • não sabe o foco
      • 10-30 % com infecção neonatal apresentam infecção SNC
      • não há marcador clínico para diferenciar se há ou não lesão SNC no RN (não há kernig, budsinsky)
    • Infecção tardia -> solicitar urinocultura
    • Tratamento:
      • ATB
        • Infecção precoce
          • + comum -> estrepto grupo B (galactiae) – vínculo (grupo A é da garganta)
          • Gram negativos entéricos (E. coli)
          • Listeria
          • ATB -> Ampicilina (penicilina) + aminoglicosídeo (gentamicina)
        • Infecção tardia
          • Estafilo (aureaus coagulase negativo)
          • gram negativo enterico
          • fungos (candida)
          • agente + provável -> estáfilos epidermidis
          • Tratamento -> depende do germe da unidade terapia intensiva neonato -> vanco, cefepima, anfotericina
    Taquipnéia Transitória (síndrome do pulmão úmido)
    • retardo na absorção do líquido pulmonar -> RN não é avisado que vai nascer (sem trabalho de parto) -> cesariana
    • Cesariana eletiva a termo
    • Clínica
      • inicio primeiras horas de vida (unico assintomatico e PNM do RN)
      • Desconforto respiratório variável
      • Rápida evolução
    • Rx -> congestão peri-hilar, aumento trama vascular, líquido intercisural, derrame pleural
    • Tratamento -> oxigenoterapia (Hood, oxi-Hood)
    • Profilaxia -> evitar cesariana na ausência de trabalho de parto
    Síndrome da aspiração de mecônio
    • Etiopatogenia -> eliminação meconio intrautero
      • 10-15% fetos eliminam mecônio
      • 85% dos fetos são aceados (não eliminam mecônio)
        • esfincter anal contraído
        • peristalse só se torna organizada proximo ao termo
        • mecônio dificil eliminação (tampão)
      • Asfixia fetal -> relaxa esfíncter -> elimina mecônio
      • Asfixia fetal -> aumento movimentos respiratórios intrauterinos -> líquido amniotico tiver mecônio maior chance de aspiração para a traqueia (movimentos curtos, não vai até vias aéreas inferiores)
      • Movimentos respiratorios fetais são comuns, frequentes e esperados -> o líquido amniotico pode dizer se o pulmão está maduro (presença de surfactante no líquido amniotico)
      • Mecônio na traqueia ao nascimento = aspiração para vias aéreas inferiores
      • Síndrome de aspiração meconial -> pior doença para tratar
      • Aspiração para vias aéreas inferiores -> bloqueio meconio principalmente expiratorio -> hiperinsuflação (pode ocorrer barotrauma = penumotorax) -> diminuição complascência
      • Pneumonite química (enzimas digestivas presentes no mecônio) -> diminuição complescência
      • Infecção secundária -> diminuição complascência
    • História Perinatal
      • termo ou pós-termo
      • prematuro não (não tem peristalse)
      • principalmente pós termo (com sofrimento fetal)
      • líquido amniótico com mecônio = sofrimento fetal
      • sinais de asfixia ao nascimento
        • hipotonia
        • apnéia
        • cianose generalizada
        • bradicardia (<100bpm)
    • Clínica
      • inicia nas primeiras horas de vida (único que pode ser assintomatico nas primeiras horas é pneumonia)
      • desconforto respiratório grave
      • torax hiperinsuflado (mecanismo de válvula de corpo estranho)
    • Rx -> infiltrado alveolar GROSSEIRO + hiperinsuflação + barotrauma (penumotórax)
    • 30% pacientes apresentam penumotórax
    • Tratamento
      • ventilação mecânica e ATB
      • ATB tratamento (não é profilaxia)
    • Complicações
      • pneumotórax
      • penumonia secundária
    • Conduta na sala de Parto (SABER)
      • RN sem sinais de asfixia -> nenhuma conduta especial, mesmo que banhado em mecônio, pois não há mecônio na traquéia
      • RN com sinais de asfixia (~quase morto) -> não há evidência que aspiração traga beneficio ou malefício -> SBP jan 2011 -> aspiração meconial da traqueia se sinais de asfixia com tubo traqueal 1 única vez!
      • Tinto Mecônio + morto -> aspiração depois ventilar
    SABER:
    • infecção 12 dias de vida -> epidermidis
    • Infecção 12h vida -> estrepto grupo B
    • Surfactante quanto mais precoce melhor
    Infecções Congênitas
    • Características gerais
      • Saber diferenciar congênita (hemática/transplacentária) X perinatal (canal de parto = herpes, hepB, HIV)
      • Transmissibilidade: aumenta diretamente proporcional à IG (mais facil de transmitir no terceiro trimestre pelo aumento vascularização placentária)
      • Gravidade: aumento inversamente à IG (infeção precoce é pior, mais tempo de infecção)
      • Infecção Precoce -> mais grave, menos provável contágio
      • Infecção Tardia -> menos grave, mais provável contágio
    • Principais:
      • Sífilis (+ comum no Brasil)
      • Toxoplasmose
      • Citomegalovirus
      • Rubéola
    • Todas podem levar à morte intrauterina, CIUR e prematuridade
    • Frequentemente nascem assintomáticos -> suspeita doença na sorologia materna
    • Quadro Clínico Semelhante [Inespecíficas] (mesmo quando sintomáticos)
      • SNC (Meningoencefalite (fazer PL sempre), hidrocefalia, microcefalia
      • Olhos (catarata, corioretinite)
      • Pele (exantema)
      • Hepatoesplenomegalia com Icterícia
      • Medular (anemia ou trombocitopenia ou leucocitose)
    • Dificuldade na Interpretação Sorologica
      • IgM fetal (não pode ser da mãe, pois não passa placenta)
      • IgG positivo -> não faz diagnóstico (pode ser da mãe)
      • Titulação pareada -> repetir em 30 dias se diminuir é porque o RN não tem infecção
      • Diagnóstico = IgM positivo e IgG em títulos ascendentes
    • Todas podem deixar sequelas
      • Inespecíficas
        • SNC (atraso DNPM, epilepsia)
        • Visão – sempre fazer triagem
        • Audição (lesão VIII par craniano) – sempre fazer triagem
      • Específicas (de cada doença)
    Sífilis
    • no brasil é mais comum (no mundo é CMV)
    • Sífilis Tardia – após 2 anos de vida
    • Sífilis precoce – primeiros 2 anos de vida
      • Lesões ricas em treponema – Isolamente de contato (48h após instituir tratamento pode ser liberado isolamento)
        • Rinite grave (sanguinolenta) – Rinite destrutiva
        • Lesão mucosa – Condiloma Plano no Anus
        • Lesão cutânea – Pênfigo palmoplantar (bolhas que descamam)
      • Lesões Ósseas
        • Osteocondrite (lítica, metafisaria, multifocal, bilateral, simétrica)
          • mais comum úmero proximal (ombro)
          • distal fêmur e proximal tíbia (joelho)
          • chora à manipulação (muito dolorosa)
          • Lesão úmero -> simulando paralisia plexo braquial do obstetra -> psudo paralisia de Parrot
        • Periostite
          • qualquer osso (diáfise ossos longos) -> visualiza o duplo contorno -> indolor
    • Penicilina Benzatina -> passa placenta
    • Conduta (MS-2005) -> baseado no tratamento da mãe -> tratamento adequado X tratamento inadequado (ou não tratada)
    • Tratamento Inadequado
      • Não documentado (não esta no prontuário)
      • Inadequado para Fase
        • Sífilis 1º – Cancro
          • Benzatina 2,4M IM 1X (2 ampolas de 1,2M IM em cada nádega)
        • Sífilis 2º – Sangue – cutâneo – fase latência
          • Benzatina 2,4M IM 2X (1 semana de intervalo)
        • Sífilis 3º – SNC (ou não sei)
          • 2,4M 3X (1 semana de intervalo entre aplicações)
      • Incompleto
      • Tratamento não penicilínico (bactéria não cresce in vitro para testar com antibióticos, sabe-se que penicilina funciona pelo tempo que está em uso)
      • Sem resposta Sorológica
        • VDRL = anticorpo anticardiolipina = acompanhamento doença
        • VDRL em 30 dias sem melhora
      • Tratamento correto porem <= 30 dias antes do parto (não pode-se comprovar sorologicamente a melhora)
      • Parceiro não tratado
    • Mãe não trata ou inadequadamente tratada
      • Diagnóstico é Sífilis congênita -> notificar (para investigar)
      • Avaliação clínica (mesmo assintomáticos)
        • HMG
        • VDRL do bebê (não pode ser placenta)
        • Punção lombar sempre
          • neurosífilis – VDRL no líquor + ou aumento celularidade (>25cel/mm) ou aumento proteinorraquia (>150mg/dL)
          • Não é possível puncionar -> considerar neurosífilis (Ex.: trombocitopenia)
        • Rx de ossos longos
      • Tratar todos os casos – qual penicilina depende dos exames e do paciente
    • Tratamento se Mãe Inadequadamente tratada (mais cai em prova é inadequado)
      • Neurosífilis -> penicilina cristalina EV (10 dias)
      • Qualquer outra alteração e líquor normal
        • penicilina cristalina EV ou procaina IM por 10 dias (geralmente é EV para não perder o acompanhamento fica internado)
        • tratamento interrompido por mais de 1 dia, tem que ser reiniciado
      • Assintomáticos com exames normais (SABER)
        • Penicilina Benzatina (dose única) se garantir o seguimento (senão internar)
    • Tratamento se Mãe adequadamente tratada
      • Sintomático -> investigar e tratar sempre
      • Assintomáticos
        • VDRL do RN positivo e maior que o da mãe -> anticorpo é produzido pelo RN -> Ivestigar e tratar sempre
        • VDRL igual mãe ou menor ou não reator -> alta e dosar VDRL em 30 dias (acompanhamento sempre)
    • Sequelas Tardias (próprias do Treponema)
      • Nariz em sela
      • Fronte olímpica
      • Rágades peribucais
      • Alterações dentição
        • Dentes de Hutchinson (incisivo central)
        • Molar em amora
      • Tíbia de Sabre (espessamente e curvamento da tíbia)
    • Sequelas Tardias (devido a reação imunológica do indivíduo)
      • Ceratite (opacificação da córnea)
      • Surdez
      • Articulações de Clutton (sinovite crônica do joelho = “joelhoma”) -> indolor e sem sinal inflamatório
    Toxoplasmose
    • Clínica – Tríade de Sabin (clássica)
      • Corrioretinite (alteração mais comum da toxo) – qualquer congênita pode causar
      • Calcificação Intracraniana Difusa (SABER) – única congênita que causa calcificação difusa
      • Hidrocefalia – qualquer congênita pode causar
    • Investigação do RN
      • Sorologia (IgM positivo ou IgG em título ascendente)
      • oftalmoscopia indireta
      • US transfontanela e TC de crânio
      • Punção lombar (não há protocolo, pleocitose e aumento proteínas)
    • Tratamento do RN – mesmo se assintomáticos
      • Sulfadiazina + Pirimetamina + Ácido Folínico por 1 ano
      • Sulfa + Pirimetamina -> inibem produção ácido fólico
      • Acido folínico diminui efeitos colaterais
      • Corticóide:
        • aumento significativo da proteinorraquia (>1g/dL)
        • coriorretinite grave (atividade, proximo à mácula, risco comprometer visão)
    Citomegalovirus
    • Principal diagnóstico diferencial com Toxo
    • Clínica:
      • calcificação intracranianas PeriVentriculares
      • Vírus é no Ventrículo
      • Tratamento: ganciclovir 6 meses internado (EV)
      • Surdez principal sequela (CMV mas não ouve)
      • Sintomáticos -> tratar sempre
      • Assintomáticos -> pensar (risco surdez)
    Rubéola
    • Risco maior no final da gestação
    • Síndrome até 16 semanas gestação = grave = Síndrome da Rubéola Congênita
    • Acima 16 semanas -> assintomático
    • Síndrome da Rubéola Congênita (tríade Clássica)
      • Catarata (qualquer congenita causa)
      • Surdez (qualquer congenita causa)
      • Cardiopatia Congênita (só Rubéola)
        • mais Comum -> PCA (persistencia canal arterial)
        • 2º lugar -> Estenose Arteria Pulmonar
    • Sequela Tardia -> DM tipo 1 (20% pacientes)
    SABER:
    • choro e limitação MS, descamação pés e mãos, periostite no Rx -> Sífilis
    Icterícia Neonatal
    • 60% dos RN saudáveis terão icterícia na primeira semana de vida
    • 80% dos prematuros saudáveis terão icterícia na primeira semana de vida
    • Normal:
      • Hemoglobina -> Heme + Globina
      • Globina -> quebra em aminoacidos
      • Heme -> Heme oxigenase -> Biliverdina -> Biliverdina redutase -> Bilirrubina (indireta, amarela, insolúvel plasma, ligada albumina, neurotóxica [necrose])
      • Bilirrubina -> Fígado -> Captação (glutation-N-transferase) -> Retículo Endoplasmático Liso -> UDPG-transferase -> Mono e Diglicuronídeo (Bilirrubina direta) -> solúvel H2O -> eliminado fezes
    • Na vida Fetal
      • Elimina Bilirrubina Indireta pela Placenta
      • Captação pela glutation-N-transferase é baixa (existe mas pequena quantidade)
      • Nível UDPG-redutase também é baixo
      • B-Glicuronidase -> cliclo enterohepatico de bilirrubina -> transforma pequena parcela de Bilirrubina direta produz se transforma em Bilirrubina Indireta e sai pela placenta, já que o feto não evacua no útero
      • 1 – Captação e conjugação deficientes
      • 2 – aumento do ciclo enterohepatico
      • 3 – Produção e destruição exagerada de hemácias (morte precoce de HbF)
      • Icterícia Fisiológica = aumento da bilirrubina Indireta (não é direta que aumenta)
    • Então toda icterícia neonatal é fisiológica?
      • Provável icterícia não fisiológica
        • Inicio < 24h (principal é hemólise)
        • Velocidade de acumulação >5mg/dL/dia (principal é hemólise)
          • >12mg/dL/dia ou 0,5mg/dL/hora -> a principio é hemolítica
          • 1g de hemoglobina degradada gera 30mg de bilirrubina
        • Nível elevado de bilirrubina
          • Prematuro >10-14mg/dL
          • Termo >12mg/dL
        • Outras alterações clínicas
        • Icterícia persistente (além da primeira semana ou + 10-14 dias)
        • Aumento Bilirrubina Direta (>2mg/dL)
    • Icterícia Precoce
      • 1º dia – principal hipótese é anemia hemolíica
        • 1 – principal = incompatibilidade ABO ou Rh (isoimunização) – vínculo isoimune = mãe produz (autoimune ele mesmo produz, não é o caso)
        • 2 – Esferocitose
        • 3 – Deficiência de G6PD
        • Pegadinha (anemia falciforme não causa hemólise no RN)
      • Exames complementares
        • Bilirrubina total e frações
        • Tipagem sanguinea e Coombs direto no RN (Ac ligado à hemácia do RN)
          • Rh -> Coombs positiva sempre
          • ABO -> Coombs direto pode ser negativo (pouco determinante antigênico na superfície hemácia fetal)
            • Coombs fracamente positivo ou negativo
        • Hematócrito ou hemoglobina
        • Contagem de reticulócitos (aumentado)
        • Hematoscopia
          • esferócitos
            • esferocitose
            • microesferocitose
            • ABO
          • esferocitos + Coombs direto positivo = ABO
          • esferocitos + Coombs direto negativo = esferocitose ou ABO
          • Corsúsculos de Heinz (precipita na hemácia) -> deficiência de G6PD
    • Icterícia Persistente – após 7-14dias
      • Aumento bilirrubina Indireta
        • Icterícia do Leite Materno
          • B-glicuronidase -> desconjuga DB e reabsorve BI
          • Suspender leite 24-48 horas (usar fórmula láctea)
          • diagnóstico com queda abrupta da BI
          • reintroduzir leite materno
        • Icterícia do Aleitamento Materno
          • desidratação
          • Relacionado com perda peso/dificuldade amamentar
          • TTO: estimular aleitamento materno
      • Aumento Bilirrubina Direta
        • Colestase = atresia de vias biliares extrahepaticas
          • Doença infecciosa como causa de base em indivíduos predisponentes (CMV? outros?)
          • cordão fibroso -> cirrose -> morte
          • urgência médica cirurgica -> até 8 semanas de vida -> Cirurgia de Kasai (hepato-porto-enterostomia)
  • Infecção trato urinário

    Pediatria – Infecção trato urinário (ITU)
    Infecção trato urinário -> risco hipertensão e insuficiência renal crônica
    • Epidemiologia
      • < 1 a -> mais prevalente em meninos (4X) – única fase da vida
      • > 1 a -> mais prevalente em meninas (10X)
    • Definições:
      • Pielonefrite – principal preocupação é insuficiência renal
      • Cistite -> infecção mucosa bexiga, tratar pelo risco de ascender até o rim
    • Etiologia:
      • E. coli -> mais comum
      • Meninos:
        • proteus = E.coli
          • ptoreus coloniza prepucio -> urease alcaliniza urina e facilita formação de cálculos
        • Enterococos
        • gram +
      • outros gram negativos e positivos
      • Staphylococus sprophyticus (Coagulase negativo) -> Nelson é patogênico (tratar)
        • maioria dos outros livros Coagulase negativo deve-se desprezar
        • Saprophyticus = tratar para prova
      • Vírus = adenovírus (pode causar cistite hemorrágica, porém causa mais comum de hemorrágica é E. coli)
      • Etiopatogenia Cistite
        • Urina residual
        • Bactérias no períneo e prepúcio -> E. coli (fímbria P – antigeno/grupo P sanguineo)
        • Comprimento uretra
        • Picos incidencia:
          • < 1 ano (meninos)
          • 2-3 anos (controle esfincteriano) – urina residual (associado à constipação) fluxo turbilhonado da urina
          • Meninas adolescentes (inicio atividade sexual)
        • Associado à constipação (translocação?)
      • Etiopatogenia da Pielonefrite
        • raro Via sistêmica (RN)
        • Principal é ascendente
        • Fator de risco principal – refluxo vesico ureteral (1% população apresenta)
        • Pielonefrite – 50% pacientes apresentam refluxo
        • Refluxo é assintomático
        • Se pielonefrite é obrigatório investigar refluxo
        • Implantação oblíqua ureter -> túnel submucoso (comprimido durante micção)
        • 1% população apresenta implantação perpendicular (não oblíqua) -> refluxo vesico ureteral -> pielonefrite de repetição
        • Após 5 anos não há mais refluxo (reverte após 5 anos pela migração intrapélvica da bexiga)
          • cura completa
          • cura com cicatriz renal focal (50% casos) -> risco elevado de HAS e IRC no adulto principalmente
        • Autossômico dominante
        • Sintomatologia: menor idade mais inespecíficos são as manifestações
          • < 2 anos: só febre sem foco (investigar urina), manifestações inespecíficas (icterícia RN, diarréia, náusea, etc)
          • > 2 anos: manifestações mais específicas:
            • dor abdominal, disúria (dor ou dificuldade de urinar), urgência, polaciúria(frequente e poucas quantidade), incontinência, urina turva e fétida
        • Diagnóstico:
          • Bioquímica
            • esterase leucocitária (leucócitos = piócito = piúria na sedimentoscopia)
            • Nitrito (crônico – bacteriúria no sedimento)
            • Globina (Hb ou Globina)
          • Sedimentoscopia
            • piúria +5leucócitos/campo no centrifugado e +10 se não centrifugado
            • bacteriúria
            • Hematúria (geralmente microscópica somente)
              • Hematúria macroscópica – pensar em sangramento de outra causa
          • Urinocultura (é diagnóstico)
            • controle esfíncter
              • jato médio >100.000 UFC/mL (10 na 5)
            • sem controle esfíncter
              • Saco coletor
                • muitro falso positivo, valorizar se negativo
                • Nelson – valorizar se > 10 na 5 e sintomas sugestivos
              • Cateterismo (não é escolha, p.e. fimose)
                • >50.000 UFC
              • Punção suprapúbica
                • mais fácil
                • qualquer crescimento se técnica bem aplicada (>1000 UFC/mL)
            • Ex.: 5.000 UFC/mL -> depende da coleta pode ser diagnóstico
        • Tratamento:
          • Iniciar logo após coleta da urinocultura
          • Febre = pielonefrite
          • Afebril = cistite
          • Cistite – ambulatorial (3-5 dias)
            • SMT + TMP
            • Nitrofurantoína
          • Pielonefrite (febre)
            • Hospitalar
              • < 1 mês de vida (sempre há critério etário)
              • pielonefrite grave (irritabilidade, letargia, não ingere líquido, muitos vômitos, desidratação)
              • falha terpêutica (48h sem melhora da febre)
              • Ampicilia + gentamicina -> tendência trocar por ceftriaxone(lesão renal da genta) – 10-14 dias
              • Se gram positivo na urina = pensar enterococo = resistentes às cefalosporinas (ceftriaxone) – geralmente meninos
            • Ambulatorial
              • cefixima (não há no BR)
              • ciprofloxacino -> ideal não usar quinolona em menores de 17 anos (lesão cartilagem de crescimento em animais de laboratório)
              • AAP – cefalexina, cefuroxima, amixo-clavulanato, SMT-TMP
          • Investigação RVU – Indicações
            • 1º episódio de pielonefrite (febre)
            • USG rins e vias urinárias – não faz diagnóstico de refluxo, demonstra dilatação renais, ureteres, pelve = sinais indiretos de refluxo de risco
            • Nelson – 2º exame quando disponível – Cintilografia com DMSA no 1º episódio – diagnóstico de certeza para pielonefrites (positivo em 50% no primeiro episódio)
            • Se USG e Cintilo normal – acabou investigação
            • Uretrocistografia miccional
              • USG ou DMSA alterados
              • após 2º episódio de pielonefrite
              • classificação internacional do grau de refluxo (não ve no USG)
              • Grau I – refluxo ureteral -> baixo risco (não vê no USG)
              • Grau II – sem dilatação pelve -> baixo risco
              • Grau III – dilatação pelve renal discreta
              • Grau IV – dilatação acentuada pelve renal
              • Grau V – tortuosidade ureter (megaureter) – Cx
              • Graus III, IV e V – associados à pielonefrite de repetição e USG com dilatações
      • Meninos: enterococos e proteus
      • RVU
      • EAS alterado com piúria -> tratar ITU
    Segurança na infância e Adolescência
    • 73% internações são por causas externas até 19 anos – quedas é primeira
    • Locais: cozinha, banheiro, escada/corredores
    • 0-1a – asfixia, sufocações, quedas
    • 2-5a – queda, asfixia/sufocação, queimaduras
    • >5 anos – quedas, atropelamentos, queimaduras
    • Queda: principal causa internação tanto abdominal e fraturas
    • Causa morte:
      • acidente de transito (principalmente adolescentes)
      • submersão
        • <4 anos
        • 15-19 anos – meninos
      • Queimaduras
        • álcool líquido
        • elétrica
    • Transporte:
      • até 1 ano – assento traseiro de costas painel
      • até 1,5 anos – assento traseiro de frente painel
      • 1-3 anos – reversível de frente painel
      • 4-6 anos – assento elevatório com ou sem encosto de frente painel
      • 7-12 anos – assento elevatório mais cinto de tres pontas
      • < 10 anos banco traseiro
      • < 7 anos nunca devem ser transportados motocicleta
    • Maus-tratos: pais e familiares são principal
      • fator de risco: diminuição ou perda vínculo afetivo
      • hemorragia retiniana – sinais mais comum de sacudir bebe violentamente (shaking baby)
      • Negligência – omissão cuidados básicos da criança – maus-tratos mais comum
    Neuropediatria
    • TDAH -> 666
    • Autismo:
      • inicio antes 3 anos + excluir outras causas + prejuízo social + prejuízo comunicação + interesse restrito (com ou sem movimentos estereotipados)
      • alterações cerebrais (anatomicas)
    • PC
      • lesão primeiro neurônio motor -> 70% forma espástica + outras alterações
      • Não agrava ou progride
    • Deficit Intelectual (QI após 5 anos)
      • S. down
      • Álcool Fetal
      • Facomatose (manchas café com leite)
      • Sindrome Rett (meninas)
      • X-frágil (meninos)
      • Malformações fetais
      • Erros inatos metabolismo (fenilcetonúria, galactosemia, hipotireoidismo)
        • Vínculo teste pezinho
        • fase I – fenilcetonúria + hipotireoidismo congênito
        • fase II – fase I + anemia falciforme e outras hemoglobinopatias
        • fase III – fase II + fibrose cística
    • Estado mal Epilético – emergência
    • Convulsão febril
      • familiar, benigno
      • pode ser recorrente se < 1 ano
      • crises prolongadas devem ser medicadas (maioria não)
      • pico 14-18 meses
      • Lembrar lactente com febre alta – exantema súbito (Herpes 6 e 7)
    • Síndrome de West (espasmos infantis)
      • 4-8 meses
      • EEG: hipoarritmias
      • TTO: glicocorticóides ou ACTH + Ac. Valpróico se necessário
    • Lennox-Gastaurt
      • Clássica
      • West é fator de risco
      • Deficiencia intelectual + dificil controle medicamentoso + EEG pontas-ondas lentas -> tríade
      • TTO: multidrogas (ac. valproico, lamotrigina) e Dieta cetogênica (gordura)
    • Crises generalizadas: Ac. Valproico
    • Crise ausência típica-> EEC descarga generalizada e sincronica espicula-onda 3 ciclos/s
    • Tiques – La tourette
    • Terror noturno -> mais comum pré escolar – não lembrar o que aconteceu
    Oncopediatria
    • 1º Leucemias Agudas (LLA, LMA)
      • S. Down – 400x mais chance LMA e 20X mais chance LLA
    • 2º SNC
      • Gliomas – astrocitoma
      • Neuroblastoma (meduloblastoma)
    • 3º Linfomas ( Burkit, Linfoblastico, grande célula B)
    • Sólidos -> SNC e Neuroblastoma
    • Massa Abdominal
      • Neuroblastoma – mais comum – atravessa linha média – irregular limites mal definidos – metástases ósseas (principal local) – envolvimento ocular
        • 8% dos tumores infantis
        • tumor sólido mais comum fora SNC
        • massas com calcificação (abdomem, torax)
        • Rx de tórax – mediastino posterior
        • Massa abdominal mais comum
        • MTx – ossos
      • Wilms – nefroblastoma – aniridia – não atravessa linha média – bem definido – nefrectomia radical – boa sobrevida
    • Ossos
      • Todas idades mais comum é osteossarcoma
      • < 10 anos – Sarcoma de Erwing – Diáfise e ossos chatos – Rx “casca de cebola” – pode ser confundido com osteomielite (labs, febre e clínica)
      • > 10 anos – Osteosarcoma (mais comum) – metáfises – Rx “raio de sol”
    Emergências Pediatricas
    • Cetoacidose diabética – DM1
    • Intoxicação
    • Convulsão – HGT – O2 – suporte

     

  • Doenças Exantemáticas

    Pediatria – Doenças Exantemáticas
    1. Sarampo
    2. Escarlatina
    3. Rubeola
    4. Filatov-Duckes (não existe)
    5. Eritema Infeccioso
    6. Exantema Súbito
    Sarampo
    • Agente: vírus do sarampo (paramixovirus RNA) ~ vírus sincicial respiratório e parainfluenza = doença da árvore respiratória (básico)
      • 1 sorotipo = facil imunização
      • genero morbilivirus
    • Transmissibilidade: 90%
      • desde o início do período de incubação
      • mais importante é vacinação e bloqueio
      • menos importante é isolar (já transmitiu)
    • Clínica da Fase prodromica (pré-exantemática):
      • febre alta, TOSSE (é obrigatório, é o último sintoma a desaparecer), coriza, conjuntivite (FOTOFOBIA)
      • Enantema (exantema de mucosas) -> patognomónico = Sinal de Koplik (manchas ou úlceras branca acinzentadas com halo de hiperemia ~ aftas proximo aos molares inferiores, na fase final prodromica – antes do rash)
    • Clínica da Fase Exantemática:
      • características: maculopapulares(<5mm) mobiliforme. Mais escura que rubéola, em placas = confluente (unem), não é patognomonico, mas foi primeiro descrito para sarampo.
      • início: pescoço, atrás da orelha, face
      • progressão: crânio-caudal, lenta -> característico do sarampo (só sarampo é de progressão lenta)
        • 1º dia: linha mamilar
        • 2º dia: inguinal
        • 3º dia extremidades
      • Escamação: furfurácea (~caspas)
    • Complicações:
      • bacterianas
        • otite média aguda (1ª)
        • pneumonia (2ª)
      • virais
        • pneumonia células gigantes (próprio vírus do sarampo)
      • imunológicas
        • encefalite tardia (1-3/1.000) – após 5 dias do rash
    • Tratamento:
      • Vitamina A em desnutridos
    • Prevenção:
      • Imunização – tríplice viral – vírus vivo atenuado – subscutanea (1º dose 12m e 2º dose 4-6a)
      • Pós-contato
        • vacinação bloqueio (até 72 horas)
        • vírus vivo atenuado =  não pode ser feito em imunocomprometidos e imunoimaturos (RN)
        • Imunoglobulina -> intramuscular até 6º dia pós contato para imunocomprometidos e imunoimaturos
    Rubéola
    • Agente: vírus da rubéola (RNA) – sarampinho
    • Transmissibilidade: 50-60%
    • Clínica da Fase prodromica:
      • febre, coriza, conjuntivite sem fotofobia
      • enantema inespecífico
      • linfoadenopatia – muito sugestivo – retroauricular, cervical posterior e occiptal
    • Clínica da Fase Exantemática:
      • características: maculopapular rubeoliforme – róseo, não se agrupa em placas (são isoladas) – maioria das doenças exantemáticas possui essa característica, portante não é patognomonico
      • início: face
      • progressão: crânio-caudal rápida
      • descamação: discreta ou ausente
    • Complicações:
      • artropatia em meninas
      • encefalite (1/5.000) – menos comum que sarampo
      • Síndrome da Rubéola Congênita (principal causa da vacinação = duas doses)
        • Tríade: catarata congênica, surdez e cardiopatia (única congênita que leva cardiopatia)
        • Mais comum é CIUR
    • Prevenção:
      • Imunização – tríplice viral –  risco teórico para gestantes (1 mês não engravidar)
      • pós-contato: não funciona efetivamente
      • tentativa em gestantes = imunoglobulina humana venosa – principalmente nas primeiras 16 semanas – alto risco de SRC
      • EUA: aborto
    Eritema Infeccioso – 5ª doença
    • Agente: parvovirus B19 (DNA hélice única) – único que afeta humanos – infecta células com altas taxas de mitose – principalmente precursor eritróide na medula óssea
    • Transmissibilidade: 15 – 30% – nasofaringe
    • Clínica da Fase prodromica: inexistente ou inespecífica (febre, coriza, cefaléia)
    • Clínica da Fase Exantemática: não transmite após surgir eritema (eritema não é infeccioso)
      • 1º fase – eritema facial (FACE ESBOFETEADA)
      • 2º fase – progressão cranio-caudal – MACULOPAPULA RENDILHADO ou RETICULADO
      • 3º fase – exantema intermitente (1-3 semanas) – aparece e desaparece
        • desencadeantes: vasodilatação periférica (luz solar, calor, exercício, estresse)
      • Descamação ausente
    • Complicações:
      • Artropatia em meninas
      • Aplasia Eritróide – replica dentro do precursor eritróide – reticulócitos 0%
        • problema para anemia falciforme e outras hemolíticas
        • Não precisa isolar eritema
        • Precisa isolar aplasia eritróide
      • Infecção Fetal
        • geralmente no 2º trimestre
        • produção elevada de eritrócitos fetais
        • anemia grave – ICC – hidropsia fetal não imune – causa mais comum de hidropsia é imune (ABO e Rh)
        • não é infecção congênita é infecção fetal (pois o RN não nasce com infecção)
        • risco elevado de morte
        • transfusão intra-uterina se necessário
    • Prevenção:
      • Anemia falciforme -> imunoglobulina EV
      • Crise aplasica -> isolamento
      • eritema -> não precisa isolar
    Exantema Súbito – Roséola Infantum
    • Agente: herpesvirus 6 e 7 (principal é 6) – DNA dupla hélice
      • infecção herpes é latente para o resto da vida
      • faixa etária dos lactentes **** (6m – 15m)
      • exantemática é pré-escolar e escolar principalmente (por isso triplice viral é 4-6a a segunda dose)
    • Transmissibilidade: desconhecida, primeiros 6 meses há anticorpos maternos
    • Clínica da Fase prodromica: febre alta 3-5 dias (desaparece em crise) – paciente está bem
    • Clínica da Fase Exantemática:
      • maculopapular (após algumas horas do desaparecimento súbito da febre) rubeoliforme
      • início: tronco (centrífugo)
      • progressão: face e região proximal membros
      • não descama
    • Complicações:
      • uso abusivo de ATB (febre 3-4 dias, alta) após inicio do ATB aparece exantema – familiar e médico podem confundir com alergia penicilina
      • como diferenciar farmacodermia
        • morbiliforme ~ sarampo = farmacodermia
        • lesão em alvo = farmacodermia
        • coceira = farmacodermia (única exantematica que tem prurido é varicela)
        • eosinofilia no HMG
      • CONVULSÃO FEBRIL (principal causa de convulsão febril é exantema súbito) – 5-10%
    • Prevenção:
    Escarlatina
    • Agente: Estrepto beta-hemolítico grupo A – doente – produtor de exotoxina pirogênica (eritrogênica) – bactéria infectada por vírus bacteriofago
      • também pode ter eosinofilia
    • Transmissibilidade: dificil determinação (15-20% população é portadora) – aglomerados, pequenos surtos
    • Clínica da Fase prodromica:
      • febre, manifestações inespecíficas
      • Enantema: lingua em morango/framboesa – papílas sempre hiperemiadas
        • 1º branca (saburra)
        • 2º descama a saburra (fica vermelho)
      • Lingua em morango (diagnóstico diferencial) Kawasaki (sem pus nas amigdalas) e Escarlatina (amigdalite punctácea = pus)
    • Clínica da Fase Exantemática:
      • micropapular ou escarlatiniforme: aspero, aspecto de lixa, pele de ganso, não é patognomônico
      • início: face e pescoço
      • progressão: cranio caudal
      • Achados característicos:
        • Sinal de Pastia (na prega antecubital) – patognomônico de Escarlatina
          • não desaparece exantema com digitopressão
          • petéquias
          • linhas de Pastia
        • Sinal de Filatov – Palidez perioral
      • descamação: laminar ou lamelar em mãos e pés, geralmente furfurácea no tronco
    • Complicações:
      • Febre reumática
      • GNPE
    • Tratamento:
      • Penicilina Benzatina (IM)
      • Penicilina Cristalina (EV) – grave ou internados (toxêmicos)
    Varicela
    • Agente: Varicela zoster vírus – Herpes virus (DNA)
      • gânglio sensitivo dorsal medula – reativação ~ catapora em um dermátomo (não causa viremia)
      • catapora é sinônimo
    • Transmissibilidade: 80-90% (disputa com sarampo) mais contagiosa? respiratório e vesículas
    • Clínica da Fase prodromica: 1-2dias –  febre, cefaléia, dor abdominal
    • Clínica da Fase Exantemática:
      • vesículas pruriginosas (<5mm com líquido cristalino) – “gota d’agua em pétala de rosa”
      • se pús = pústula = não significa infecção bacteriana
      • início: couro cabeludo, face e tronco
      • progressão: centrifuga (progressão) e centripeta (distribuição)
        • progressão centrífuga (meio para periferia) – contrario da varicela (extinta)
        • distribuição centripeta (meio do corpo) – contrario da varicela (extinta)
        • progressão de cada lesão:
          • 1º mácula
          • 2º pápula
          • 3º vesícula – “gota d’agua em pétala de rosa”
          • 4º pústula
          • 5º crosta
        • Polimorfismo regional – vários estágios – múltiplas viremias (1 viremia = 1 vesícula)
          • Varíola era só uma viremia – todas lesões no mesmo estágio
    • Complicações:
      • infecção bacteriana – pelo prurido – secundária na pele
        • Agentes:
          • estrepto Grupo A (pyogenes)
          • Staphylo aureaus
        • Tipo de Lesão:
          • piodermite
          • celulite
          • Fasciíte necrotisante (grave)
        • pústula da catapora
          • sem febre
          • não deixa cicatriz
        • pústula da piodermite
          • febre não desaparece ou retorno da febre
          • lesão mais profunda = deixa cicatriz
          • hiperemia é maior
          • tratamento é ATB (cefalexina)
      • Varicela progressiva (acometimento visceral)
        • catapora hemorrágica (não é obrigatório, é sinal de gravidade)
        • Fígado (hepatite) – mais comum
        • SNC (encefalite) herpesvirus tem tropismo por SNC (e nervos periféricos)
        • Pneumonia por Herpes (mais grave)
        • em geral ocorre em imunocomprometidos
      • Varicela congênita (rara) diferente de neonatal (entre 5dias antes do pareto e 2 dias depois – risco neonatal – VZIG)
        • catapora nas primeiras 20 semanas de gestação (< 2% gestantes transmitem para o feto)
        • SNC e ovular
        • Dicas: RN com cicatriz na pele que segue dermátomo e malformações de membros
    • Tratamento:
      • Aciclovir (não interfere na imunidade)
        • <24h
        • >13 anos (risco de gravidade é maior em adultos)
        • <13 anos se imunocomprometidos, 2º caso na família (maior viremia) ou uso de AAS (risco da síndrome de Reye)
      • Aciclovir venoso
        • varicela progressiva
        • imunocomprometidos (internar e fazer EV)
        • RN (imunoimaturo)
    • Prevenção:
      • Imunização (não está em 2012 no calendário vacinal do MS, mas é recomendado pela SBP e provavelmente entrará no calendário de 2013)
      • Imunização bloqueio (irmãos)
      • Pós contato:
        • principal exemplo: estudante de medicina que nunca teve catapora e entra em contato com paciente
        • quanto mais velho, pior os sintomas
        • imunização ativa até 5º dia, ideal até 72h (sarampo é 72h)
        • Vírus vivo atenuado (ai entrar junto com tríplice viral formando quadrupla viral em 2013?)
        • Gestantes, imunocomprometidos ou imunoimaturos – Imunoglobulina Específica(VZIG) até 4º dia (sarampo é até 6º dia)
        • RN – usar imunoglubulina se infeçã na mãe aparecer entre 5dias antes parto e 2 dias após parto (janela imunológica da mãe com transmissão para Feto ou RN)
      • reativação no adulto = Herpes Zoster
    Extra
    Enterovirus – mão-pé-boca – Coxsackie
    • Coxsackie A16 principal
    • Herpangina (Coxsackie)
    • Mão-pé-boca
    • Enterovirus 71 – bruxa 71
    • Miocardite (Coxsackie B)
    • Encefalite (Coxsackie B)
    • Vesículas e úlceras na mãos, pés (palmas, plantas e dorso) e boca (aftas)
    • Tratamento:
      • Imunoglobulina se Imunocomprometido
      • sintomatico
    • Profilaxia:
      • lavar mãos, não há vacina
    Mononucleose
    • EBV (herpesvirus DNA) 90% casos de mono
      • Doença do beijo (transmite saliva, objetos como copos)
      • 95% dos adultos já foram infectados
      • relação com câncer diretamente proporcional à viremia
        • nasofaringe, burkit, Hodgkin
      • Não existe vacina
      • Evitar AAS
      • Rash com uso de amoxicilina
    • CMV (herpesvirus)
      • monolike
      • TTO:
        • ganciclovir se grave
        • imunodeprimidos imunoglobulina
    • Toxoplasmose
      • felino doméstico
      • TTO: sulfa + pirimetamina (principal) + Acido folínico
      • prevenção: higiene, cozinhar alimentos
    Febre sem foco
    • sem sinais ou sintomas localizados
    • duração de 1 semana (7dias)
    Febre obscura
    • 1 semana de investigação internado hospital
    • 3 semanas de investigação ambulatorial
    Kawasaki
    • Síndrome linfomucocutânea ou Poliarterite nodoso infantil
    • asiáticos
    • menores de 5 anos (pré escolar)
    • pior prognóstico:
      • jovem
      • masculino
      • alterações laboratoriais
      • febre prolongada ou retorno da febre
    • Inflamação vascular
    • Diagnóstico é Clínico (SABER)
      • 1 – Febre > 5 dias (obrigatório)
      • 2 – Congestão ocular bilateral
      • 3 – Alterações lábios e cavidade oral (framboesa/morango)
      • 4 – Exantema polimorfo (qualquer exantema)
      • 5 – Alterações extremidades (edema e eritema, mais tarde aparece descamação periungueal que é típico)
      • 6 – Linfoadenopatia cervical aguda não supurativa (unilateral ou bilateral)
    • Fazer sempre Eco – aneurisma coronária
      • quando pensar no Dx fazer
      • repetir para acompanhar
    • Labs:
      • trombocitose > 1milhao de plaquetas (tardio, subagudo)
    • 3 fases:
      • agudo = febril 1-2 semanas
      • Subagudo
        • descamação extremidades
        • trombocitose
        • aneurisma
      • Convalescência -> queda VHS
    • Tratamento
      • Imunoglobulina até 10 dias de doença Intravenosa
      • AAS dose antiinflamatória – 100mg/Kg/dia – 14 dias ou até 3 dias resolução febre
      • após manter AAS 3-5mg/kg/dia – antiagregante plaquetário
      • Revascularização miocárdica se necessário (by-pass)
    Púrpura de Henoch-Shoenlein
    • principal vasculite na infância
    • Rash cutâneo purpúrico palpável
    • artrite
    • dor abdominal
    • glomerulonefrite (hematúria)
    • mais frequente em Homens
    • não apresenta trombocitopenia (SABER)
    • tratamento é corticóide
    Cardio Pediatria
    • CIV – 30%
    • CIA 7%
    • PCA 7%
    • Coarctação aorta – 6%
    • Fallot – 6%
    • Estenose pulmonar – 6%
    • Estenose aórtica – 5%
    • Fechamento forame oval – 3 meses
    • Shunt E -> D = ICC
    • Shunt D -> E = Cianose
    • trissomia 18 – Edwards – 90% apresentam cardiopatia – 1º CIV, 2º Fallot
    • trissomia 21 – Donw – 50% apresentam cardiopatia – 1º defeito AV, 2º CIV
    • Turner – 40% estenose aórtica
    • Rubéola -> PCA e estenose pulmonar periférica
    • Álcool -> CIV e Fallot
    • Lupus -> Bloqueio cardíaco
    • Coxsackie B -> miocardie
    • Toxo -> miocardite
    • Caxumba -> Fibroelastose
    • Cianoticas X acinanoticas
    • Acianoticas com hiperfluxo
      • Acianoticas -> principal é shunt E -> direita = hiperfluxo pulmonar
        • CIV (principal cadiopatia congênita)
        • CIA
        • PCA
        • RVPA – refluxo venoso pulmonar anomalo
      • Aumento da resistência pulmonar com o tempo -> aumento resistência pulmonar compensatória -> síndrome de Eisenmenger = cianótico (Cx não corrige,Transplante)
      • Hiperflxo pulmoar – pneumonias de repetição na história
      • CIA
        • desdobramento fixo B2 foco pulmonar
      • Retorno Venoso pulmonar anomalo
        • Rx em 8 ou boneco de neve (raro)
        • Síndrome da Cimitarra no Rx de tórax – comunicação veia pulmnar com cava
        • Parcial é acianótica
        • Total é cianótica
      • Defeito Septo AV ou Canal AV ou coxim endocárdico
        • super hiperfluxo pulmonar
        • principal acianotico do Down -> alto risco de eisenmenger -> operar precoce
      • CIV
        • mais comum
        • shunt menor no RN (menos importante)
        • fecha sozinho?
        • operar -> queijo suiço, não fecha e compromete
      • PCA
        • aorto pulmonar
        • Rubéola
        • comum em prematuros – imaturidade da musculatura do vaso
          • indometacina = fecha
          • prostaglandina mantem aberto (transposição)
        • a termo -> geralmente não é imaturidade do vaso e vai para cirurgia
        • sopro em maquinaria foco pulmonar
        • PA divergente (fuga Ao-P)
        • complicações
          • ICC, endocardite, eisenmenger
    • Acianoticas com obstrução
      • Pulmonar (estenose periférica)
        • rubéola congênita
        • Sindrome Willians
          • estenose aórtica supravalvar
          • hipercalcemia idiopatica
          • facies de elfo
          • retardo mental
        • Estenose aórtica
          • bicúspide (até 2% adultos) -> provável cardiopatia mais comum pois é assintomático (CIV é <2% RN)
        • Coarctação Aorta
          • estreitamento aorta, geralmente justaductal (98%) – aorta torácica descendente (canal arterioso)
          • Pulso diminuido nos MI
          • se PCA persistir – cianose MI
          • TTO: angioplastia ou CX
          • Associação: Turner e válvula bicúspide
    • Cianóticas
      • teste da Hiperóxia
        • oxigênio 100% 5-10min
          • melhora PaO2 >160 sugere ausência de cardiopatia
          • melhora PaO2 > 250 exclui cardiopatia
      • Hipofluxo pulmonar
        • Tetralogia de Fallot
          • estenose pulmonar
          • hipertrofia VD
          • CIV
          • destroposição Aorta
          • Crises hipóxicas
            • lactentes pouco cianoticos(pink Fallot) possuem maior risco de morte nas crises (não possuem policitemia compensatória)
            • TTO: posição genupeitoral (aumento resistência sistêmica) + oxigênio + morfina (diminui resistência pulmonar)
          • RX: bota (tamanco holandes, arco medio escavado) e hipofluxo pulmonar
          • CX Fallot:
            • urgência -> Blalock-Taussig (filme quase Deuses)
            • Definitiva -> Fecha CIV + Alivia pulmonar
      • Hiperfluxo pulmonar
        • Transposição Grandes Vasos (mais freq em meninos)
          • transpoem aortica pela pulmonar
          • 50% com CIV = complexa (menos grave)
          • 50% sem CIV = simples (mais grave)
          • Tratamento:
            • pré-op: prostaglandina mantem ducto arterioso, Rashking (faz uma CIA)
            • CX: Jatene até 2º semana de vida (ainda não houve atrofia de VE)
    • Sopro indolente
      • assintomático
      • > 2 anos (3-7)
      • sistólico
      • desaparece com criança em pé
      • sem irradiação
      • dorda esternal esquerda média-inferior
    Febre Reumática:
    • GAS (orofaringe)
    • Impetido não provoca
    • forma mais comum de cardiopatia adquirida no BR
    • relacionado à pobreza (aglomerações)
    • 5-15 anos (maior risco de faringite GAS)
    • critérios de Jones
    • Evidência de infecção ou Coréia (muito tardia, não encontra anticorpos) ou cardite indolente
    • Critérios maiores
      • Paliartrite migratória (mais frequente)
        • 75% casos
        • grandes articulações (muita dor)
        • sinais inflamatórios
        • migratória
        • monoartrite quase que exclui
        • muito boa resposta AAS (não fazer até fechar Dx)
        • Não deformante
        • relação inversa com cardite
      • Cardite – 2º mais frequente (50-60%)
        • pode haver pancardite
        • eco -> valvula, sopro
        • mitral
          • agudo -> insuficiencia = regurgitacao
          • cronico = estenose (ejeção) -> sequela (risco da endocardite)
      • Coreia (isolada ou não é diagnóstico)
        • piora com stress
        • desaparece com sono
        • meses após faringite (AC negativos não consegue comprovar infecção)
        • não deixa sequela
      • Eritema marginado (2%)
        • serpiginoso com palidez central
        • não pega face
      • Nódulos – 1%
        • extensora tendões
        • relacionado diretamente com comprometimento cardíaco
    • Critérios menores
      • Clínicos
        • febre
        • artralgia (não e artrite)
      • Labs
        • aumento VHS ou PCR
        • prolongamento PR no ECG -> não tem relação com cardite!!
    • Evidência de infecção GAS
      • ASO (85%)
      • AntiDNAse B
      • Anti-hialuronidase
    • Tratamento
      • Benzetacil (até 9º dia previne cardite)
      • AAS
      • Cardite -> prednisona -> recupera bem em 70% casos, porém deixa sequela (estenose)
      • Coreia -> Haloperidol
    • Prevenção secundária (após Dx)
      • benzetacil IM 3/3m até 21 a ou 5 anos após
      • eritromicina em alérgicos
      • com cardite até 40 anos ou toda vida se cirurgia
    HAS
    • <1%,  crianças geralmente é secundária
    • adolescentes pode ser primária
    • relacionado com HF HAS, obesidade e ingesta de sal
    • <p90 -> normotensa
    • <p95 -> pré-HAS
    • >p95 + 5mmhg -> HAS
    • >p99 + 5mmg -> HAS grave
    • B-bloq pode aumentar lipídios
    Atenção:
    • Eritema infeccioso – não é infeccioso – período com exantema (eritema) não transmite, período prodromico sim.
    • Imunodeprimidos e varicela:
      • não vacinar (virus vivo)
      • Fazer imunoglobulina específica
    • Linfonodo com sinais flogisticos = infecção = ATB
    • Linfonodo indolor e muito tempo = suspeito
    • Milicerico = cor de mel = Impetigo = Staphylo aureaus ou Strepto Pyogines (grupo A)
    • Abcesso Hepático -> Nitroblue Tetrazolium
    • Anomalia de Ebstein -> Valvula tricúspide
    • Dengue -> imunoamplificação (não mata o virus de outro sorotipo, protege com anticorpos fracos)
      • primeiros 3 meses após infecção protege todos sorotipos
    • Eisenmenger -> CIV e PCA -> bloq canal de calcio
    • PCA -> indometacina