Categoria: Resumos de Pneumologia

  • Embolia Pulmonar, Cancer de Pulmão, Pneumoconiose, Sarcoidose

    Embolia Pulmonar
    • Obstrução arteria pulmonar por qualquer material insolúvel (líquido amniótico, gordura (politrauma de ossos longos), gasosa (mergulho))
    • TEP – tromboembolismo pulmonar (embolo de fibrina) proveniente de TVP (geralmente MI)
    • TEP – relacionada a pacientes internados, pós operatório
    • Trombo MI -> embolo -> ventriculo D -> artéria
    • Tromboembolismo venoso (serve para TEP e TVP)
      • TEP é arterial, mas é a mesma entidade do TVP (trombose venosa profunda)
    Tromboembolismo Venoso (TVP e TEP)
    • Tríade de Virchow
      • hipercoagulabilidade hereditaria(trombofilias) ou adquirida
      • estase
      • lesão endoletial (expoe subendotelio)
    • Fatores de Risco
      • Hereditarios
        • Fator V de Leiden (+comum)
        • Mutante gene protrombina
        • Def C e S/ deficiência antitrombina III
      • Adquiridos (mais comum)
        • pós operatório (estase venosa, hipercoagulabilidade)
          • protese total quadril e joelho
          • colon, próstata, pelve, pâncreas
        • Câncer (fator isolado, independe de cirurgia)
        • Trauma (3 componentes tríade de Virchow)
        • passado de TEP/TVP
        • ACO (hipercoagulabilidade), TRH, Gravidez (estase)
        • Obesidade mórbida, viagem prolongada de avião
    • TVP (trombose venosa profunda)
      • apenas 40% apresentam sintomas
      • TVP perna (panturrilha) é mais comum
        • edema + dor palpação + empastamento
        • Sinal Homans (30%)
        • Baixo risco TEP
      • TVP íleo-femoral (menos frequente)
        • alto risco TEP
        • edema + dor à palpação + aumento da temperatura
      • Diagnóstico de TVP -> ecodoppler MMII
        • mais difícil é ver o trombo, mas é diagnóstico
        • mais facil -> perda compressibilidade é diagnóstico
    • TEP (tromboembolismo Pulmonar)
      • Fisiopatologia -> consequencias respiratórias (V/Q)
        • impacto do Êmbolo (diminui perfusão (Q)) -> ventila e não perfunde (ventilação de espaço morto)
        • Isquemia -> libera Serotonina -> diminui produção de surfactante (atelectasia) -> diminui ventilação -> Shunt D->E (atelectasia) = V/Q zero (pouca ventilação, atelectasia)
        • Serotonina -> broncoconstrição (sibilos) -> diminui ventilação
        • Ventilação espaço morto + broncoconstrição + diminuição surfactante (atelectasia)
        • Serotonina -> broncoconstrição e atelectasia
        • Consequencias respiratórias -> dispnéia
      • Consequencias cardiovasculares
        • depende da distância do êmbolo em relação ao ventriculo direito
          • próximo ao VD é ruim (péssimo)
          • mais comum é longe VD (ramo de 6ª ordem em diante)
        • Cor pulmonale aguda -> choque e falência de VD
          • VD:
            • falência – 3ª bulha à Direita precordio, turgência jugular, aumento hepático
            • Dilatação
            • Diminuição débito cardíaco
          • VE:
            • diminui enchimento
            • diminui Débito cardíaco
            • choque obstrutivo (não chega sangue VE)
          • Cor Pulmolane é indicação absoluta de Trombolítico (inquestionável)
          • Dilatação VD -> aumento troponina e BNP -> prio prognóstico
      • Síndrome Clínica do TEP
        • Súbito (como todo evento cardiovascular)
        • TEP pequeno a moderado
          • dispnéia, taquicardia, sibilos, hipóxia, VD normal
        • TEP maciço
          • cor pulmonale agudo
          • choque obstrutivo
          • indicação absoluta de trombolítico
        • TEP moderado a grave
          • disfunçãoi de VD sem choque
          • indicação trombolítico se troponina elevada (indicação relativa, não é obrigatório)
        • Infarto Pulmonar – tipo de pequeno a moderado (5-7%)
          • TEP distal (embolia distal)
          • dor pleurítica, hemoptise, consolidação
    • Exames Complementares
      • Inespecíficos (não fecham diagnóstico)
        • reforçam hipótese, mas não confirmam
      • Específicos -> confirmam diagnóstico
      • Inespecíficos
        • gasometria: hipoxemia/hipercapnia
        • ECG: taqui sinusal, inversão T em V1 a V4
          • clássico: S1Q3T3
        • Rx tórax (não fecha diagnóstico, reforça): normal, inespecífico (mais comum) e específico
          • específico (watermaark, Hmapton, Palla)
            • Sinal Watermark: oligohemia localizada (não chega sangue)
            • Sinal da corcova de Hampton: consolidação do infarto pulmonar (triangulo/cunha com base voltada para pleura parietal)
            • Sinal Palla: dilatação ramo descendente arteria pulmonar direita (sempre à direita no RX)
        • Eco: disfunção VD (pior prognóstico)
        • Marcadores:
          • troponina (mais importante) -> pior prognóstico (infarto de VD)
          • D-dímeros: sempre que há trombo há formação de fibrina (D-dímero) -> importante Valor preditivo negativo pela alta sensibilidade
            • negativo ou baixo é normal -> afirma que não há trombo, não há TEP
            • Valor preditivo negativo elevado
            • positivo: não pode dizer que tem TEP, continuar investigando
      • Específicos
        • Doppler
          • TVP (MI)
          • clínica (quadro respiratório súbito) + TVP no doppler = diagnóstico
        • Cintilografia
          • sensibilidade muito baixa -> somente fazer em pacientes com muita chance de TEP
          • perfusão/ventilação -> área não perfundida são ventiladas -> alta probabilidade de TEP
          • área pouco perfundida e pouco ventilada -> cintilo de baixa probabilidade de TEP
        • AngioTC -> 1ª escolha
          • principal exame não invasivo
          • reconstrução 3D, visualiza trombos
        • Arteriografia (padrão-ouro)
          • cada vez menos realizada (maioria diagnóstico sai AngioTC)
          • falha enchimento
          • invasivo
      • Algoritmo diagnóstico (diagnóstico = tratamento)
        • Suspeita de TEP (escore de Wells <=4 = D-dímeros, >4 = AngioTC)
        • Se algum exame de imagem vier positivo é diagnóstico e faz-se tratamento
        • Baixa probabilidade (Wells <=4) -> D-dímeros baixo -> Sem TEP
        • Baixa probabilidade (Wells <=4) -> D-dímeros alto -> Imagem (AngioTC) -> negativo -> Doppler MMII -> Negativo -> Arteriografia
        • Alta probabilidade (Wells > 4) -> imagem (angioTC) -> negativo -> Doppler MMII -> Negativo -> Arteriografia
      • Tratamento TEP
        • Anticoagulação
          • não dissolve trombo
          • evita formação novos trombos MMII e estabiliza trombos formados
          • evita recidiva TEP (principal causa de morte é novo TEP)
        • Trombolítico (dissolve trombos MI e embolo TEP) – com choque/sem choque
          • TEP maciço -> indicação absoluta
          • Troponina alta sem choque -> indicação relativa
        • Hemodinamicamente Estável (maioria dos pacientes)
          • HBPM (+ fácil) -> Enoxa 1mg/Kg SC 12/12h -> não precisa monitorar (exceto obeso mórbido, gestante e IRC)
          • Warfarin (INR 2-3)
          • Iniciar juntos HBPM e Varfarina até 5º dia (INR 2-3)
          • Após usar Warfarin por 6 meses (INR 2-3)
        • Hemodinamicamente Instável (TEP maciço ou infarto VD)
          • Interromper heparina
          • trombolítico -> Alteplase (rtPA) 100mg em 2horas
          • após infusão trombolítico -> anticoagulação
          • HNF(normal) 80U/Kg + 18U/Kg/hora (controlar com PTTa 1,5-2,5X valor normal)
          • Marevan (Warfarin) após PTTa adequado, aguardar 5 dias, alta com Marevan por 6 meses
        • Outra abordagens:
          • Filtro de veia cava
            • contra-indicação heparinização/anticoagulação
            • Ex: hemorragia intracraniana, hemorragia gastrointestinal, etc
          • Embolectomia
            • contra-indicação trombolíticos ou falha trombolíticos
            • radiologista intervencionista ou aberto (cirurgião cardíaco)
    • TEP e TVP na gestante
      • não há contraindicação absoluta exames de imagem
      • começar com Eco (melhor 1 e 2 trimestres e ruim no 3ª – feto comprime cava)
      • se necessario cintilo, usar farmacos em baixas doses
      • escolha HBPM
    Câncer de Pulmão
    • Sinônimo de Carcinoma broncogênico (epitélio da via aérea)
    • Não pequenas células – 75% casos
      • Epidermóide (escamoso)
      • Adenocarcinoma
      • Grandes Células (anaplasico)
    • Pequenas células – 25% casos
      • avenocelular = oat cell
    • Cigarro é principal fator de risco para todos
    • mais comum no nosso meio (BR) é epidermóide
    • mais comum no mundo é Adenocarcinoma
    • Sexo masculino e fumante -> mais comum é epidermoide
    • não fumante -> mais comum é adenocarcinoma
    • Localização central (próximo bronquio fonte)
      • Epidermoide
      • Oat Cell
    • Periféricos (mais derrame pleural)
      • Adenocarcinoma
      • Anaplasico (grandes células)
    • Mais cavitam -> epidermoide (mais comum) e anaplasico (raro) -> Ca pulmão com cavidade = Epidermoide
    • Oat Cell -> pior prognóstico -> origem neuroendócrina
    • Derrame pleural (adenocarcinoma) mais provável
    • Cavitação – epidermoide é mais provável
    • Subtipo de adenocarcinoma
      • bronquiolo-alveolar
      • bilateral/febre ~SARA e BCP
      • pior prognóstico
      • resposta inicial boa à QT, porém retorna com secreção em excesso
    • Quadro clínico Ca Pulmão
      • Crescimento Tumoral
        • tosse/hemoptise/dispnéia/dor torácica
        • Síndrome de Pancoast-Tobias
        • Síndrome de veia cava superior
      • Metástase
        • suprarrenal – 50%
        • fígado- 30-50%
        • osso – 20%
        • SNC – 20%
        • Síndrome paraneoplásica
      • Síndrome de Pancoast
        • Dor ombro esquerdo ou direito (sempre superior)
        • Sulco superior – erosão óssea, erosões plexo braquial
        • Tumor Sulco superior
        • dor no ombro
        • dor na face ulnar do braço
        • erosão 1º e 2º arcos costais
        • Síndrome de Horner (ptose, miose, enoftalmia, anidrose)
        • mais comum é epidermóide
      • Díndrome da Vaia cava superior
        • Lobo superior direito Pulmão
        • cefaléia
        • edema face e MMSS
        • turgência jugular
        • circulação colateral no 1/3 superior torax
        • mais comum é Oat Cell
      • Síndromes paraneoplasicas
        • não esta relacionado com crescimento tumoral (não possui relação com extensão tumoral)
        • Não esta relacionado com metástases
        • secreta mediadores inflamatórios que provocam a síndrome clínica
        • pode aparecer antes do Diagnóstico e sintomas pulmonares
        • Adenocarcinoma/DPOC lembrar
          • osteartropatia pulmonar hipertrófica (OPH) – mais comum
            • braqueteamento digital
            • dor óssea distal (periostite) bilateral
            • VHS aumentado (sinovite)
        • Carcinoma Epidermoide
          • OPH (menos comum)
          • Hipercalcemia (peptideo PTH-like) ~hiperpara primário (Dx: PTH baixo)
        • Carcinoma de pequenas células (Oat Cell)
          • SIAD (hiponatremia)
          • Síndrome de Cushing (produz ACTH ectópico)
          • Síndrome Eaton-Lambert (síndrome miastênica – Anticorpo anti canal de calcio sensiveia à voltagem = placa motora) -> eletroneuromiografia com padrão incremental (aumento potencial de ação do aparelho e vence bloqueio canal de Ca) = Potencial Incremental
    • Resumo:
      • Epidermoide (escamoso, espinocelular)
        • Local: central
        • Particularidades: homem fumante, cavita, Pancoast
        • Síndrome Paraneoplásica: Hipercalcemia PTH-like, OPH
      • Adenocarcinoma
        • Local: periférico
        • Particularidades: derrame pleural, bronquiolo-alveolar
        • Síndrome Paraneoplásica: OPH
      • Grandes Células
        • Local: periférico
        • Particularidades: grandes massas, cavita
        • Síndrome Paraneoplásica: não
      • Oat Cell
        • Local: central
        • Particularidades: pior prongóstico, síndrome da veia cava superior, neuroendócrino
        • Síndrome Paraneoplásica: mais causa síndromes paraneoplásicas, cushing (ACTH ectópico), SIAD, Eaton-Lambert
    • Saber: mais comum é adeno, se falar em nosso meio é escamoso
    • Pancoast = Síndrome de Horner
    • Estadiamento:
      • mais importante é não pequenas células (único que pode curar)
      • Não pequenas células
        • Estadiamento Anatômico do tumor (TNM) – pode ser ressecado ou não
        • Estadiamento Fisiológico do paciente (é capaz de suportar cirurgia)
        • Ressecabilidade -> tem cura cirurgica (anatômico)
        • Estadiamento fisiológico: Não operar se VEF1 < 1L, PaCO2 >45mmHg, IAM nos úlltimos 3 meses, Hipertensão Pulmonar
        • TNM – broncofibroscopia, Tc torax e abdomem superior (fígado e suprarrenal)
        • PET-CT – mediastinoscopia (retirar linfonodo da PET-CT) -> metástase ou inflamação do linfonodo
        • Linfonodo PET-CT lado esquerdo = mediastinoscopia
        • Tumor à direita com comprometimento linfonodos mediastinais ipsilateral -> contra-indica Cx
        • Tc crânio e cintolo óssea somente se sintomas
        • M1 – metástase = irresecável
        • T1 – <= 3cm
        • T2 – 3-7cm ou <= 2 cm na carina (quanto mais distante da carina melhor prognóstico)
        • T3 – > 7cm ou >2cm na carina ou Pancoast
        • T4 – invade o meio (traqueia, carina, vasos, esofago, vértebra ) + derrame neoplasico -> Irresecável
        • N0 e N1 – ressecáveis
        • N1 – Peribronquico, hilares ipsilaterais
        • N2 -> Irressecável
          • linfonodos centrais (subcarinais, mediastinais)
        • N3 – contra-lateral ou supraclaviculares (qualquer) -> irressecáveis
        • Tratamento
          • T3, N1M0 -> ressecavel
          • cirurgia (exceto T4, N2, N3 ou M1) -> Lobectomia ou pneumectomia + esvaziamento nodal (hilar e mediastinal)
          • Se T2, T3 ou N1 -> QT adjuvante
          • quimioradio neo em > T3N1M0, se baixar estadio -> operar?
      • Pequenas células
        • Limitado
          • Definição: confinado a um hemitórax e linfonodos ipsilaterais (mediastinais, hilo ou supraclaviculares)
          • TTO: QT + RT
        • Avançado
          • Definição: Ultrapassa Limites acima
          • TTO: QT
    • Resumão:
    • Qual câncer de pulmão não está relacionado com nenhuma Síndrome Paraneoplásica?
      • Ca Grandes Células (anaplasico)
    • Qual trombofilia hereditária mais comum?
      • Fator V Leiden
    • Qual modalidade TVP com mais risco para TEP?
      • TVP íleo-femoral (coxa)
    • Quando suspeitar de TEP?
      • paciente internado, evento súbito de dispnéia, Rx normal ou inespecífico (mais frequente)
    • Qual síndrome clínica mais grave TEP?
      • TEP maciço, falência VD com choque
    • Qual principal exame não invasivo para diagnóstico de TEP?
      • AngioTC tórax
    • Qual indicação Absoluta de Trombolítico na TEP?
      • TEP maciço
    • Considerar (relativo) o trombolítico?
      • TEP moderado-grave + troponina alta (infarto VD)
    • Quando monitorar HBPM?
      • IRC, gravidez, obesidade mórbida
    • Como monitorar HBPM?
      • dosar HBPM (dosagem fator Xa = 0,6-1U/mL)
      • quatro horas após última dose usada
    • Tumor de pulmão com crescimento central?
      • epidermoide e Oat Cell
    • Tumor crescimento Periférico
      • adenocarcinoma e grandes células (anaplásico)
    • Neuroendrocrino? Oat Cell
    • Pior prognóstico? Oat Cell
    • Pancoast
      • dor ombro, dor face ulnar do MS, erosão 1º e 2º arcos costais e Síndrome de Horner
    • Síndrom de Horner
      • ptose, miose, enoftalmia, anidrose facial ipsilateral
    • S. Veia Cava Superior
    • Tumor + Síndrome Paraneoplasica
    • Sinovite, dor
    • ~ Miastenia = Eaton-Lambert -> Oat Cell
    • TNM
      • Derrame Pleural -> T4
      • Linfonodos mediastinais, contralaterias, suprarrenais
    • Paget-Schroetter -> TVP subclavia-axilar (tenista) após esforço físico (microlesões endoteliais)
    • Embolia gordurosa após 3º PO
    • Embolia trombotica após 5º PO
    • Lembrar necrose cutânea induzida por warfarin (queda muito rápida da proteina C = hipercoagulabilidade com uso warfarin)
    • Anticoagulantes orais não antagonista da vitamina K como inibidores diretos da trombina = dabigatran e inibidores diretos do fator Xa = rivaroxaban -> prevenção de TEP em pós operatório artropastia de quadril e joelho(cx cardiaca tb), não tratam TEP
    • Dx TEP em UTI (paciente sedado e intubado) -> cálculo do espaço morto -> (PaCO2 – CO2 exalado)/PaCO2 -> aumento do espaço morto > 20% -> sugere TEP (exclusão ciurculação arteria pulmonar em algum ramo = areas ventiladas e não perfundidas)
    • Escore de Genebra para TEP
      • alta probabilidade >=11
      • intermediaria 4-10
      • baixa 0-3
    • Canceres relacionados ao tabagismo
      • pulmão (20X ativo e 1,3X passivo)
      • boca
      • esôfago
      • cabeca e pescoço
      • bexiga
      • pâncreas
    • Sintomas de Lesão Via Aérea do Ca Pulmão
      • Tosse
      • Dipsnéia
      • Hemoptise
    • Nódulo Pulmonar Solitário
      • mais comum = benigno pós infeccioso (tuberculoma, histopaslmoma)
      • Tumor benigno mais comum é hamartoma (6%)
      • Fatores a analisa no NPS (nodulo pulmonar solitario) – idade paciente, tabagismo, tamanho e velocidade de crescimento
      • Sugestivos de benignidade
        • < 35 anos
        • historia negativa para tabagismo
        • diametro < 2cm
        • mesmo diâmetro há 2 anos
      • Sugestivos de Malignidade
        • >50 anos
        • história de tabagismo
        • diametro > 2cm
        • crescimento ou surgimento em 2 anos
      • Aumento tumoral muito rápido sugere nódulo benigno -> Duplicou em menos de 20 dias
      • Maligno duplica tamanho em 20-400 dias
      • Sugestivos de malignidade (imagem)
        • padrões calcificação maligna: calcificações excêntricas, amorfa, salpicada
        • padrões contorno: irregular, espiculada, coroa radiada, rabo de cometa
        • coeficiente de atenuação TV < 164 unid Haunfield
        • reforço do contraste na TC (entra muito sangue)
      • Dugestivos de benignidade (imagem):
        • pad~roes de calcificação benigna: cacificação difusa ou laminar ou central ou em pipoca (hamartoma)
        • coeficiente atenuação TC > 185 unid Haunsfield
        • Areas com densidade de gordura (hamartoma)
        • sem reforço do contraste na TC (entra pouco sangue)
    Pneumopatias Intersticiais Difusas
    • Acometimento difuso e bilateral dos septos alveolares (septos espessados)
      • alveolite ou pneumonite com acúmulo de células inflamatórias nos septos alveolares
      • degeneração pneumocitos tipo I e proliferação pneumocitos tipo II
      • fibrose = padrão favo de mel
    • Causas:
      • Conhecidas
        • pneumoconiose (silicose, asbestose)
        • drogas
        • radioterapia
        • gases
        • doença do enxerto hospedeiro
        • SARA residual
        • penumonias eosinofilicas de causa desconhecida
      • Desconhecidas
        • fibrose pulmonar idiopatica
    • Padrão restritivo na espirometria
    • Excluir causa infecciosa e neoplasia
    • Silicose (causa mais comum de penumoconiose no brasil)
      • silicose crônica simples (mais comum, infiltrado micronodular)
      • silicose crônica complicada (massas de fibrose)
      • Associação com tuberculose = Silicotuberculose
      • Nódulos reumatoide associados = Síndrome de Caplan
      • Silicose aguda = mais grave
    • Asbestose -> relação com mesotelioma pleural e carcinoma broncogênico
    • Pneumonites por hipersensibilidade -> tabagismo reduz chance de desenvolver
      • pulmão do fazendeiro(feno), pulmão criador de passaros, pulmão do ar condicionado(água do ar condicionado), pulmão da sauna, bagaçoe (açucar)
      • não se expor
      • bom prognóstico
    • Bronquiolite obliterante vom pneumonia em organização -> vidro fosco -> prednisona
    • Síndrome eosinofílicas
      • aspergilos – prednisona
      • medicamentos – suspender, prednisona
      • parasitas (sindome de Loeffler) – prednisona
      • Churg-Strauss -prednisona
    • Pneumonites Linfocíticas e Linfomas
      • AIDS
      • Sjoegren
      • linfoma BALT (linfoma células B baixo grau de malignidade de boa resposta quimio)
    • Sarcoidose
      • Doença de Besnir-Boeck-Schaumann
      • causa desconhecida
      • doença inflamatória crônica, acúmulo de linfocitos e macrofagos de modo a formar granuloma não caseoso, compromete arquitetura
      • pulmão é orgao mais afetado
      • Corticoide é tratamento
      • Nórdicos, 20-40 anos
      • relação com fungos, world trade center
      • diangóstico de exclusão
      • Assintomatico
        • adenopatia hilar bilateral
      • Agudo
        • Síndrome de Löefgren (mais frequentes em mulheres escandinadas, irlandesas e porto-riquenhas)
          • uveite, eritema nodoso, adenopatia hilar, artrite periferica aguda e poliartralgia
        • Síndrome de Heerdfordt-Waldenström (SABER)
          • febre, aumento parótida, uveite anterior, paralisia facial
      • Crônico
        • Pulmão, Vias aereas Superiores, Linfonodos, Pele, Olhos, Medula ossea, Pancreas, Rins, SNC, Coração, Ossos, articulações, etc
      • Labs:
        • linfopenia, hiperglobulinemia, hipercacemia e hipercalciuria (aumento ECA enzima conversora de angiotensina – monitorar doença)
  • Pneumo – Asma (reversível) e DPOC (irreversível)

    Pneumo – Asma (reversível) e DPOC (irreversível)

    Conceitos DPOC e Asma
    • expiração possui tempo maior que inspiração
      • Via aerea inferior abre na inspiração (pressão negativa na cavidade torácica)
      • Via aerea inferior fecha na expiração (pressão positiva na cavidade torácica)
    • Via aérea inferior está alterada na DPOC e Asma
      • Inflamação, secreção bronquica ou compressão bronquica pelos alvéolos dilatados – piora saída de ar – manifestações estão mais relacionado à expiração
    • Distúrbio inspiratório – distúrbio restritivo
    • Distúrbio expiratório – distúrbio obstrutivo
    • Não há sinal clínico específico confiável para diferenciar distúrbio obstrutivo de restritivo -> Classificação é feita pela Espirometria
    • Espirometria – conceitos
      • Capacidade Vital
        • Volume corrente
        • Volume inspiratório reserva
      • Volume residual (nunca é usado, serve para não colapsar o pulmão)
      • Volume expiratório de reserva – usado com esforço expiratório
      • Capacidade Pulmonar total
        • Capacidade Inspiratória
        • Capacidade residual funcional
      • Espirometria avalia a expiração
      • Distúrbio Restritivo – todos os parâmetro estão baixos – não entra ar
      • Distúrbio Obstrutivo – não sai ar – volumes residuais ficam altos
      • no 1º segundo de expiração forçada sai 80% do ar dos pulmões
      • VEF1 (volume expiratório forçado no 1º segundo)
      • Capacidade Vital Forçada (quantidade total de ar que sai do pulmão após uma inspiração profunda e seguinda de expiração forçada)
    • Pico de Fluxo Expiratório (PFE) – Peak Flow – pico de expiração máxima – quantifica severidade
      • > 80 % previsto – asma leve
      • 60 – 80 % previsto – asma moderada
      • < 60 % previsto – asma grave
    • Distúrbio Obstrutivo – VEF1 baixa muito / CVF baixa pouco – relação VEF1/CVF baixa
    • Distrúrbio Restritivo – VEF1 baixa pouco / CVF baixa pouco ou muito – relação VEF1/CVF normal ou alto
    • Índice de Tiffenau (VEF1/CVF) < 70% = DPOC
    • Distúrbio Misto – relação VEF1/CVF (Índice de Tiffenau) < 70% com CVF muito reduzido
    Asma Brônquica
    • Bimodal
      • 5-10a (75% casos) – Alérgica
      • 50-70a – Não alérgica
    • Doença Inflamatória Crônica (mesmo não estando em crise o pulmão está inflamado)
    • Resposta exagerada a estimulos alergenos (via aerea hiperreativa)
      • Vias aereas inferiores hiperresponsivas
      • Eosinofilia e Basofilia – não faz fibrose – obstrução reversível (edema, muco, vasos, etc) – cronificação não tratado modifica arquitetura
      • Não relacionada com linfocitos/neutrofilos/macrofagos (DPOC) – destrói pulmão (fibrose) – irreversível
    • Clínica da Asma
      • Tosse (secreção na via aerea)
      • Dispnéia (dificuldade expiratória)
      • Sibilos
        • 1º expiratórios
        • 2º expiratórios e inspiratórios
        • 3º Não tem sibilos (mais grave) – musculatura acessória – volta a ter sibilos quando tratato com B2 agonista
      • Aperto no peito
    • Diagnóstico
      • Criança o diagnóstico é clínico
      • Saber que é reversível faz parte do diagnóstico!
      • Espirometria com prova broncodilatadora – está obstruído e reverte
        • 1º sem broncodilatador
          • VEF1/CVF < 75 % (sem broncodilatador)
        • 2º B2 agonista de curta duração
          • Aumento VEF1 >= 200mL E aumento Índice Tiffenau (VEF1/CVF) >= 7%
          • deve ter aumento >= 200mL e aumento do Índice >= 7%
          • reverte a obstrução = diagnóstico de asma
      • Espirometria com broncoprovocação
        • Histamina, metacolina – baixas doses em asmaticos já serve para piorar a função, pois está cronicamente inflamado
        • diminuição > 20% VEF1 = Diagnóstico
      • Peak Flow
        • Variação > 20% em 2-3 semanas ou melhora 15% com uso de broncodilatador ou corticóide em 2 semanas
    • Tratamento de escolha – diminuir inflamação – corticóide inalatório – padrão-ouro para tratamento
    • Tratar todos os pacientes com corticóide? Mesmo os que só tem uma crise por mês ou a cada 6 meses? Por isso o estadiamento
    • Classificação da Asma ~90% questões de asma
    • Classificação antiga
    Classificação de gravidade da asma
    Classificação de gravidade da asma
    • Nova Classificação
      • Asma Leve – baixas doses de medicação – etapa 2
      • Asma Moderada – doses intermediaria de medicação – etapa 3
      • Asma Grava – altas doses de medicação – etapa 4 e 5
      • Asma Controlada
        • nenhum parametro ou <= 2 X sintomas diurnos ou <= 2 X uso de medicação SOS por semana
      • Asma Parcialmente Controlada
        • 1 ou dois parametros (sendo sintomas diurnos e medicação SOS >= 3 /semana)
      • Asma não controlada
        • 3 ou mais dos parametros
      • Parametros (SABER) de controle atual (na consulta):
        • Sintomas diurnos (2/semana)
        • Limitações de atividades
        • Sintomas e ou despertares noturnos
        • Necessidade de medicação SOS (2/semana)
        • Função pulmonar (VEF1 ou PFE <80% esperado)
      • Fatores de risco para eventos futuros:
        • mau controle clínico
        • exacerbações frequentes no último ano
        • internação prévia em UTI
        • baixo VEF1
        • tabagismo ativou ou passivo
        • necessidade de altas doses de medicação
    • Tratamento
      • Avaliação – 3/3 meses
        • melhora – pensar em baixar etapa
        • sem melhora, pouca melhora ou piora – aumentar uma etapa
      • Ideal – etapas 4 e 5 sejam com especialista
      • Medida Padrão – comportamento e ambiente (educação e controle ambiental) e orientação para crise (B2 curta)
        • Medida padrão já inclui B2 curta para crises
      • Etapa 1 – Asma controlada começa aqui – medida padrão (com B2-curta se necessário)
      • Etapa 2 – Asma parcialmente controlada
        • medida padrão
        • corticóide inalatório (baixa dose)
        • alternativa: antileucotrieno (raro)
      • Etapa 3 – Asma descontrolada começa aqui
        • Medida padrão
        • corticóide inalatório (baixa dose)
        • B2 longa duração (Salmeterol ou formoterol)
        • alternativa: corticóide inalatório dose moderada ou alta
      • Etapa 4 e 5 são reavalições dos primeiros tratamentos, preferencialmente por especialista
      • Etapa 4
        • Medida padrão
        • Corticóide inalatório (dose media ou alta)
        • B2 longa
        • Alternativa: acrescentar leucotrienos
      • Etapa 5
        • acrescentar corticóide oral à etapa 4
        • alternativa: anti IgE
      • Resumindo:
        • Etapa 1 – B2 curta para SOS
        • Etapa 2 – + CTC inalatório
        • Etapa 3/4 – + B2 de longa
        • Etapa 5 – corticóide oral
    • Tratamento da Crise
      • 1 – B2 agonista de curta
        • crianças (1 gota para 3Kg)
        • adulto (10-20 gts)
        • se não melhorar repetir 20/20 min por 1hora (= 3X)
      • 2 – Adicionar
        • Ipratrópio (2X numero de gotas do berotec)
        • corticóide sistêmico (escolha é VO, EV se paciente não tiver VO) ~ 40-60mg prednisona
        • 1/1h ou 30/30 min
        • reavaliar após 4 horas (efeito corticóide sistêmico)
      • 3 – Internar
      • Sempre que alta ambulatorial
        • 2-3 dias de B2-agonista de curta
        • 7-10 dias de corticóide oral
      • Droga para crise – B2 agonista
      • Droga escolha tratamento crônico asma – corticóide inalatório
      • Sempre que necessário intubar (cuidar nas questões de prova)
        • Sonolência, não consegue falar, confusão mental
        • baixa sensório -> hipercapnia -> morte
        • confusão mental = tubo
    DPOC
    • Cicatriz fibrótica
    • Obstrução irreversível
    • > 50 anos, tabagistas
    • < 45 anos – deficiência de alfa-1-antitripsina
      • Tripsina destrói pulmão, sem antitripsina = destrói pulmão
    • Doença inflamatória crônica e irreversível da via aérea
    • 2 componentes inflamatórios (geralmente coexistem)
      • Bronquite Obstrutiva Crônica
        • inflamação/fibrose
        • diminuição lúmem da via aéreainferior pela inflamação crônica (afeta principalmente a expiração)
      • Enfisema Pulmonar
        • Enzimas proteolíticas destroem parênquima
        • Destroem septos alveolares -> alvéolos se fundem
        • alvéolo grande comprime brônquios – obstrução fluxo de ar e hipoventilação alevolar (aprisionamento de ar)
    • Consequencias:
      • Obstrução -> Hiperinsuflado (altera dinâmica respiratória) -> retificação diafragma, musculatura acessória
      • Hipoventilação
      • Hipercapnia
        • Acidose respiratória (compensada pela cronicidade do quadro = aumento HCO3 compensatório)
        • Retentor CO2
      • Hipoxemia
        • aumento eritropetina (policitemia)
        • vasocronstrição pulmonar – cor pulmonare (2ª causa ICC Direita, perde somente para ICC Esquerda que leva à ICC Direita)
    • Esteriotipos
      • Pink Puffer (enfisematoso) – soprador rosado
        • aumento diametro AP (tórax tonel)
        • diminuição ausculta pulmonar
        • policitemia – rosado
        • magro – destruição proteinas, esforço respiratório
      • Blue Bloater (bronquítico) – Inchado azul
        • hipoxemia marcante
        • cor pulmonare
        • pulmão com secreção na ausculta = Edema? ICC direita?
    • Diagnóstico
      • espirometria
        • Diagnóstico – VEF1/CVF < 70% do previsto pós prova com broncodilatador (não é asma) – no diagnóstico não pode ser reversibilidade
        • VEF1 isolado = estadiamento/severidade
        • FEF (25-75%) -> tempo meso expiratório = volume de ar na pequena via aérea = primeiro parametro alterado (+sensível) porém não é diagnóstico
    • Estadiamento (VEF1)
      • Estagio I (leve) >= 80% esperado
      • Estagio II (moderado) – 50-80% esperado
      • Estagio III (grave) – 30-50% esperado
      • Estagio IV (muito grave)  <= 30% esperado
    • Terapia de manutenção (DPOC estável)
      • 1 – Medidas gerais:
        • interromper tabagismo
        • vacina pneumococo e influenza
      • 2 – Farmacoterapia
        • broncodilatador inalatório de longa (a partir estagio II ou sintomas) e/ou anticolinérgico longa duração (tiotrópio)
          • sintomas ou VEF1 alterado (estagio II)
        • Corticóide inalatório (estagio II e exacerbação frequente) ~ crises de asma ou componente asmático
        • DPOC a primeira droga para tratamento cronico de manutenção é broncodilatador, ao contrário da asma que para manutenção é corticóide (exceto medidas padrão que inclui B2 de curta para urgências)
      • 3 – Reabilitação Pulmonar (estagio II em diante)
      • 4 – O2 domiciliar (paciente responde bem e modifica a história da doença) – diminui policitemia (diminui risco de suas implicações) e sintomas do DPOC
        • PaO2 <= 55 ou Sat <= 88% em repouso
        • PaO2 56-59 + policitemia (Ht > 55%) ou cor pulmonare
      • 5 – Cirurgia (transplante ou pneumorredução)
      • Reduz mortalidade
        • Abstencia tabagismo
        • O2 domiciliar
        • cirurgia (Tx e redução)
      • Resumo
        • Estagio I – para de fumar + vacina
        • Estagio II – + broncodilatador longa
        • Estagio III – + CTC inalatório
        • Estagio IV + O2/Cirurgia
        • Estagio II e III inverte em relação asma (CTC e B2)
        • B2 longa sozinho na asma aumenta mortalidade*
    • Exacerbação aguda (descompensado)
      • principal causa é infecção bacteriana (paciente é colonizado cronicamente – carrega bactérias no pulmão devido modificação estrutural)
        • 1º Haemophilos influenza é principal (bacteria)
        • 2º S. pneumoniae = pneumococo (principal em pessoas não DPOC)
        • 3º Maroxela catarhalis
      • PNM na DPOC = descompensa o pouco que ainda funciona do pulmão
      • Sintomas (2 dos 3 é diagnóstico) = traqueobronquite – vai evoluir para PNM – iniciar ATB
        • aumento volume escarro
        • purulência do escarro
        • aumento dispneia
      • Não precisa ter febre para iniciar ATB
      • Tratamento (ABCD da DPOC)
        • A – Antibiótico (se grave ou ATB recente pensar em pseudomonas)
        • B – Broncodilatador de curta + anticolinérgico de curta (1 berotec para 2 ipratropio)
        • C – Corticóide sistêmico por 7-10 dias – prednisona VO ou EV (se não tiver VO)
        • D – Dar oxigênio
          • controle centro respiratório é definido em pacientes normais pelo CO2, porém em pacientes DPOC o controle é pelo O2, sem controle pelo CO2
          • se oferecer O2 paciente inibe centro respiratório, o paciente diminui número de ventilações e retem ainda mais CO2 e morre de carbacose**SABER
          • ofertar baixas quantidades (3L/min, não deixar saturação acima 90%)
        • E – Entubar se baixa sensório / pH < 7,25 / pCO2 > 60
    • VEF1/CVF – diagnóstico
    • Severidade – VEF1 isolado [pós dilatador] (prognóstico)